Mostrando postagens com marcador alquimia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alquimia. Mostrar todas as postagens
7 de ago. de 2013
1 de mai. de 2013
A Popularidade Negativa da Química
Dentre todas as ciências consolidadas, talvez
a química seja a mais recente delas. Houve uma época na história humana
em que todos os fenômenos naturais eram estudados em conjunto, ou seja,
um cientista estudaria desde a constituição do solo, passando pelo
interior de um organismo vivo, e abordaria conceitos que chegariam nas
estrelas. Com o avanço da ciência e a descoberta de um número cada vez
maior de observações, houve a necessidade de as ciências se separarem, para que melhor se pudesse buscar respostas ao que se observa. Assim, surgiu a física (que estuda
as leis naturais e do movimento), a biologia (que estuda os seres vivo
de todas as espécies), a geologia (que estuda o planeta Terra e a suas
características), a química (que estuda a matéria e as suas interações).
Pode-se dizer que a ciência precursora de todas as outras foi a
filosofia, surgida na Grécia antiga há aproximadamente 2.500 anos. Até
então, um recurso frequentemente utilizado na explicação dos eventos
observados era a vontade divina, e raramente alguma coisa era
questionada a respeito do que estava envolvido em suas observações.
A química hoje pode ser definida como a ciência que estuda a
matéria e a forma pela qual esta matéria interage. Assim, tudo aquilo
que está ao nosso redor, e é feito por matéria, é estudado
na química. Como exemplo estão os nossos medicamentos, os nossos
produtos de higiene e limpeza, a água que consumimos, as partes internas
e externas do nosso próprio corpo, os alimentos, industrializados ou
não, que consumimos diariamente, os meios de produção, transporte e
consumo, entre outros.
A química, entretanto, ainda hoje é vista por muitos apenas por seu lado prejudicial ao homem e à natureza,
pois foi dessa forma que ela se desenvolveu a partir do começo do
século XX e, de uma certa forma, se tornou popular. Isso ocorreu
principalmente no desenvolvimento de armamentos e nas bombas atômicas
lançadas sobre o Japão durante a 2ª guerra mundial. Costuma-se então
dizer que a química adquiriu um popularidade negativa.
A investigação sistemática que teria firmado as raízes da ciência
química ocorreu na Idade Média, pela alquimia. Houve um período da
história das ciências, ou do que viria a ser consolidado como
ciência, em que o homem possuía apenas dois objetivos: descobrir uma
fórmula mágica que serviria para transmutar metais em ouro, o que era
chamado de pedra filosofal, e a descoberta de uma poção mágica que daria
vida eterna a quem a ingerisse, o que era conhecido como elixir da
longa vida.
Esses dois objetivos dos alquimistas não foram alcançados, mas toda a
pesquisa envolvida na sua busca mostrou muitos processos envolvidos até
hoje na química fina, como a instrumentação de um laboratório, as
separações de misturas e a purificação de numerosas substancias.
Marcadores:
alquimia,
alquimistas,
ciência,
curiosidades,
popularidade,
química
30 de abr. de 2013
Chumbo
Os alquimistas medievais acreditavam
que o chumbo era o mais antigo dos metais e o associavam ao planeta
Saturno: saturnismo, ainda hoje, é o envenenamento por inalação ou
ingestão de sais de chumbo.
Chumbo é um elemento químico
do grupo dos metais. Maleável e resistente, é mau condutor de
eletricidade. Seu número atômico é 82 e o símbolo químico é Pb, derivado
do latim plumbum. Tem uma vasta gama de aplicações e é um dos metais
mais utilizados no mundo.
O uso do chumbo remonta a 5000 a.C.,
com os egípcios, que o utilizavam para a cunhagem de moedas e fabricação
de cosméticos. Os jardins suspensos da Babilônia, construídos em 600
a.C., tinham calhas de chumbo para manter a umidade. Os gregos
exploraram as jazidas de chumbo de Laurium no quinto século a.C., e os
romanos fabricaram canos de chumbo no século III a.C. Na Idade Média,
usou-se chumbo para armar os vitrais das igrejas, e em calhas,
escoadouros, encanamentos e nos tetos das catedrais, mosteiros e
castelos. O chumbo foi também usado na guerra, graças ao baixo ponto de
fusão, para lançá-lo derretido sobre os invasores, e à densidade, para
fabricação de balas de canhão e outros projéteis.
A produção de chumbo
acentuou-se no século XIX, quando aumentaram suas aplicações
industriais. Metais leves e resistentes, como o titânio, vieram
substituí-lo, com a conseqüente queda no volume de produção. Entre os
compostos de chumbo destaca-se o mínio, empregado como protetor do ferro
contra corrosão. O chumbo é empregado como protetor de tubulações e
cabos subterrâneos condutores de eletricidade. Não deve entretanto ser
empregado para conduzir água. Por absorver radiações de ondas curtas,
é usado como protetor de reatores nucleares, aceleradores de partículas
e equipamentos de raios X e transporte e armazenagem de material
radioativo.
Numerosos sais de chumbo têm
as mais diversas aplicações: o amarelo e o vermelho de cromo como
corantes e pigmentos; o monóxido de chumbo, ou litargírio, na fabricação
do vidro, na vulcanização da borracha, e como componente de esmaltes
vítreos; o dióxido de chumbo nas placas positivas de baterias elétricas; o carbonato de chumbo fornece o alvaiade.
Obtenção e produção
A principal fonte de chumbo é a
galena, cuja mineração visa também o aproveitamento de outros metais a
ela associados, como prata, ouro, zinco, cádmio, bismuto, arsênio e
antimônio. Como os minérios de chumbo - galena, cerusita e anglesita -
são de composição extremamente variável, existem diversas técnicas de
mineração. A galena, que normalmente contém 86,6% de chumbo, está sempre
misturada a outros metais.
O minério é preparado por
ustulação (aquecimento do ar), para separação do enxofre, quando o
sulfeto de chumbo converte-se, pela volatilização do dióxido de enxofre,
em óxido de chumbo. Pela fusão, o óxido de chumbo é reduzido em alto
forno, ao qual se adicionam o coque, um fundente e o óxido de ferro. O
produto obtido, chamado chumbo bruto, ou chumbo de obra, é separado dos
demais elementos (mate e escória) por diferença de densidade dos produtos
no cadinho. Em seguida, é submetido a refinação, para remoção das
impurezas metálicas, por refinação eletrolítica ou por destilação. O
chumbo obtido por esse processo pode apresentar teor de pureza de
99,999%.
A produção mundial de chumbo
concentra-se nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Peru e México.
Algumas jazidas do norte e sudoeste da África aumentaram muito sua
produção no final do século XX. Quase todo o chumbo produzido é
consumido pelos Estados Unidos e Europa. Tomando como base de cálculo a
tonelagem de metal refinado, o chumbo ocupa o quinto lugar dentre os
metais, depois do ferro, alumínio, cobre e zinco.
No Brasil, a produção iniciou-se na
Bahia, ainda hoje o maior produtor do país, vindo em seguida São Paulo e
Paraná. Os minérios de chumbo brasileiros, principalmente a galena,
apresentam alto teor de prata (cerca de 2,5kg para uma tonelada de
chumbo refinado). Ao final do século XX, estimava-se que a produção
brasileira seria suficiente para atender à demanda interna.
Marcadores:
alquimia,
alquimistas,
assunto,
assuntos,
chumbo,
compostos quimicos,
explicações
31 de jan. de 2013
Gênios da Química #7: Heráclito
Heráclito de Éfeso (540 a.C. - 470 a.C), como o próprio nome indica,
nasceu na cidade de Éfeso, mereceu lugar de destaque sendo considerado
um dos filósofos mais fascinantes, apesar de suas idéias meio confusas,
por isso recebeu o apelido de “O Obscuro”. Esse cientista transmitia
seus ensinamentos em forma de jogos de palavras e charadas que levavam
as pessoas a pensar, refletir.
Em razão da forma de expor suas idéias, Heráclito vem provocando debates acirrados há mais de vinte séculos. Os gregos e romanos já discutiam sobre ele, e mais tarde foi tema de debates entre cristãos e muçulmanos. Já na filosofia moderna e contemporânea sempre ressurge assuntos ligados a esse cientista.
O filósofo possuía um caráter altivo e melancólico, recusou-se a intervir na política, manifestou desprezo pelos antigos poetas, era contra os filósofos de sua época e até contra a religião.
Heráclito nomeou o princípio organizador que governa o mundo de “logos”, são dele as seguintes frases:
- "Da luta dos contrários é que nasce a harmonia.”
- “Tudo o que é fixo é ilusão.”
- “Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio.”
- “Não escutem a mim e sim ao logos.”
- “Das coisas surge a unidade. E, da unidade, todas as coisas.”
Ele queria transmitir a idéia de que tudo que existe é uma manifestação da unidade da qual o homem faz parte. As transformações, segundo o filósofo, são conseqüências da tensão entre os opostos, da ação e reação. Segundo ele, o sol é novo a cada dia e o universo muda e se transforma infinitamente a cada instante. Para exemplificar, compare essa idéia com os símbolos taoístas de ying e yang:
Em razão da forma de expor suas idéias, Heráclito vem provocando debates acirrados há mais de vinte séculos. Os gregos e romanos já discutiam sobre ele, e mais tarde foi tema de debates entre cristãos e muçulmanos. Já na filosofia moderna e contemporânea sempre ressurge assuntos ligados a esse cientista.
O filósofo possuía um caráter altivo e melancólico, recusou-se a intervir na política, manifestou desprezo pelos antigos poetas, era contra os filósofos de sua época e até contra a religião.
Heráclito nomeou o princípio organizador que governa o mundo de “logos”, são dele as seguintes frases:
- "Da luta dos contrários é que nasce a harmonia.”
- “Tudo o que é fixo é ilusão.”
- “Não se pode entrar duas vezes no mesmo rio.”
- “Não escutem a mim e sim ao logos.”
- “Das coisas surge a unidade. E, da unidade, todas as coisas.”
Ele queria transmitir a idéia de que tudo que existe é uma manifestação da unidade da qual o homem faz parte. As transformações, segundo o filósofo, são conseqüências da tensão entre os opostos, da ação e reação. Segundo ele, o sol é novo a cada dia e o universo muda e se transforma infinitamente a cada instante. Para exemplificar, compare essa idéia com os símbolos taoístas de ying e yang:

Os opostos se completam.
Como se vê, os opostos fazem parte de um único todo, esse símbolo
representa a teoria descrita onde tudo está em um fluxo constante
mantendo uma unidade absoluta através do “logos”. Esta teria sido a
grande descoberta do cientista: existe uma harmonia oculta das forças
opostas, como a do arco e fecha.
Heráclito recebeu o nome de filósofo do fogo, por que defendia a idéia de que o agente transformador é o fogo: ele purifica e faz parte do espírito dos homens. Esses conceitos inspiraram os primeiros cientistas que exploraram na prática a união do material e o imaterial através do fogo: os famosos Alquimistas.
Heráclito recebeu o nome de filósofo do fogo, por que defendia a idéia de que o agente transformador é o fogo: ele purifica e faz parte do espírito dos homens. Esses conceitos inspiraram os primeiros cientistas que exploraram na prática a união do material e o imaterial através do fogo: os famosos Alquimistas.
Marcadores:
alquimia,
alquimistas,
biografias,
filósofo,
fogo,
gênios da química,
heráclito,
logos,
opostos,
yang,
ying
26 de jan. de 2013
Alquimia
A palavra alquimia deriva do termo árabe al-khimia, que
significa química. Esta ciência primitiva nasceu na Idade Média,
defendia a crença de que há quatro elementos básicos (fogo, ar, terra e
água) e três essenciais (sal, enxofre e mercúrio). Os seguidores desse
princípio ficaram conhecidos como alquimistas.
Uma das ideias defendidas pelos alquimistas era a de que todos os
metais evoluem até se tornarem ouro. Seria possível acelerar este
processo em laboratório a partir de procedimentos químicos, como o
aquecimento, por exemplo, e assim converter metais comuns em preciosos. A
substância mágica que transmutaria metais era chamada de “pedra
filosofal”.
A evolução da ciência mostrou que os alquimistas estavam errados
quanto à obtenção de ouro. Mas não podemos desprezar o trabalho desses
ancestrais, pois através de experimentos descobriram diversas
substâncias e ainda colaboraram com a invenção de aparelhos
instrumentais de laboratório, como, por exemplo, o banho-maria, ainda
usado para aquecer misturas lentamente.
A imagem a seguir representa os conceitos da pedra filosofal.
A alquimia defendia a transmutação: transformar metais comuns (como a prata) em preciosos (como o ouro).
Outro objetivo dos alquimistas era criar um elixir, uma poção ou um metal capaz de curar todas as doenças e ainda proporcionar a imortalidade.
Outro objetivo dos alquimistas era criar um elixir, uma poção ou um metal capaz de curar todas as doenças e ainda proporcionar a imortalidade.
Marcadores:
alquimia,
alquimistas,
curiosidades,
enxofre,
grandes descobertas,
idade média,
mercurio,
quimica,
química,
sal
16 de mai. de 2012
Terras Raras
O composto de zinco é uma liga composta por zinco,
um metal de transição e um elemento da família conhecida como terras raras. Daí
sua fórmula genérica RT2Zn20, onde o R representa as
terras raras e o T o metal de transição. O cristal da foto é o YFE2Zn20
- ítrio, ferro e zinco.
Ou seja, 85% do novo material é zinco. A variação
dos outros dois elementos é o que dá aos cientistas a flexibilidade para criar
elementos com propriedades inteiramente ajustáveis.
"Nós podemos fazer compostos com mais de 10
metais de transição e para cada um deles nós podemos incluir entre sete e 14
terras raras," explica Paul Canfield. "Então temos entre 70 e 140 compostos."
O YFE2Zn20, por exemplo, é
mais ferromagnético do que o paládio, um metal muito utilizado em pesquisas que
procuram entender melhor o magnetismo.
Marcadores:
alquimia,
composto,
curiosidades,
metal,
zinco
Alquimia do Zinco
Foi justamente isso o que conseguiram agora
pesquisadores do Laboratório Ames, nos Estados Unidos. Deixando de lado os
elementos puros, como chumbo e ouro, os cientistas descobriram uma nova família
de compostos de zinco que podem ser "tunados", manipulados e
configurados até adquirir as propriedades físicas e o comportamento de outros
materiais.
No experimento, o zinco assumiu algumas
características específicas de vários outros metais, incluindo o cobre e
elementos mais exóticos, como o paládio. Mas foi possível ir mais longe,
duplicando comportamentos magnéticos e eletrônicos de compostos que se tornam
até mesmo supercondutores.
A versatilidade da nova família de compostos de
zinco torna-a ideal para utilização na pesquisa básica de fundamentos da
ciência até hoje pouco compreendidos pelos cientistas, como a origem do
magnetismo.
Tal como no sonho dos alquimistas, a técnica parte
de um material extremamente barato, gerando compostos que simulam outros muito
mais caros.
Marcadores:
alquimia,
alquimistas,
chumbo,
curiosidades,
grandes descobertas,
material,
ouro,
zinco
Novidades
Os alquimistas tentaram por séculos transformar
chumbo em ouro. Manipular um elemento até transformá-lo em outro logo tornou-se
uma estória pitoresca. Menos crédulos, muitos físicos acreditam, entretanto,
que seja possível ajustar as propriedades de um material, fazendo-o
comportar-se como se fosse outro.
Marcadores:
alquimia,
alquimistas,
chumbo,
curiosidades,
grandes descobertas,
material,
novidades,
ouro
2 de mai. de 2012
26 de abr. de 2012
Série Mundos Invisíveis #2
Marcadores:
alquimia,
aristóteles,
atomo,
espaço,
fantástico,
matéria,
ouro,
pedra filosofal,
quimica,
química,
série mundos invisiveis,
video,
videos
Assinar:
Postagens (Atom)


