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14 de jun. de 2013

Ácidos de Cloro

O elemento químico cloro, em sua forma iônica de cloreto, apresenta NOX -1 e, dessa forma, pode combinar-se quimicamente com um grande número de elementos de caráter positivo. Quando entre os cátions presentes na molécula encontra-se o hidrogênio, temos então um ácido. Os principais exemplos para esse tipo de composto são os ácidos cloráurico, clórico, clorídrico e cloroso, em relação às suas propriedades e aplicabilidades, tanto para a indústria como para o laboratório de pesquisa.

Principais Ácidos de Cloro

  • Ácido Cloráurico: Em presença de ácido clorídrico (HCI), o cloreto de ouro (AuCl) dá origem ao ácido cloráurico, de fórmula molecular HAuCl4. Este ácido também é formado laboratorialmente ao dissolver-se ouro na água régia. Por aquecimento, pode-se decompor e liberar o HCl, retornando ao sal de ouro (cloreto).
  • Ácido Clórico: Trata-se de um oxiácido derivado do elemento cloro, de fórmula molecular HCIO3, que existe apenas em soluções aquosas com concentração máxima de 40%. É instável e se decompõe em temperaturas brandas, em dióxido de cloro (CIO2), água e ácido perclórico (HCIO4), conforme a equação 3HCIO-> HCIO4 + 2CIO2 + H2O. Pode ser preparado a partir de seus sais, os cloratos, compostos mais estáveis. Entretanto, geralmente é obtido através do clorato de bário, e na reação com ácido forte, geralmente o ácido sulfúrico, havendo então a formação do ácido clórico e de sulfato de bário, composto Insolúvel, retirado do meio reacional por filtração. Dentre seus sais ganha importância o clorato de potássio, utilizado com frequência em pirotecnia e na fabricação de fósforos de segurança. Laboratorialmente pode ser utilizado na obtenção do gás oxigênio puro. No meio farmacêutico recebe aplicabilidade na produção de pastilhas para garganta.
  • Ácido Clorídrico: Muito corriqueiro no laboratório de pesquisa e na indústria, trata-se de uma solução de hidreto de cloro ou gás clorídrico em água. Possui fórmula molecular HCl. Devido à sua aplicabilidade, recebe destaque como o mais importante dos ácidos de halogênio. Requer extremo cuidado em seu manuseio, pois apresenta forte odor e é altamente volátil e sufocante. Entretanto, a solução aquosa comum deste ácido apresenta concentração de 37% em massa de gás clorídrico, sendo esta a concentração máxima de sua solução, sendo conhecida como ácido clorídrico concentrado. Mesmo em solução, é um dos mais fortes ácidos conhecidos, ou seja, apresenta elevado grau de ionização. Sua utilização vai desde a limpeza de superfícies metálicas até seu emprego como reagente de síntese.
  • Ácido Cloroso: Ácido contendo oxigênio (oxiácido), também derivado do elemento cloro, de fórmula molecular HClO2. Não apresenta aplicabilidade em sua forma livre.
Fonte: http://www.infoescola.com/quimica/acidos-de-cloro/

31 de mai. de 2013

Cloreto de Prata

O cloreto de prata (AgCl) consiste em um importante sal da química inorgânica, e apresenta em sua estrutura um cátion, derivado do elemento químico prata,  e um ânion, derivado do elemento químico cloro, monovalentes. Existe como um sólido branco cristalino. Sua molécula é formada a partir de uma forte ligação de natureza iônica, o que faz com que o sal seja conhecido no laboratório por sua insolubilidade em água e fotossensibilidade quando sólido. Ainda com base em seu comportamento físico, produz prata metálica (Ag) e libera gás cloro (Cl2) quando aquecido ou sob iluminação, de acordo com a equação abaixo:
O AgCl possui diversas aplicações, sendo que atualmente “é utilizado na confecção de papel fotográfico, visto que reage com fótons para formar imagens, seu eletrodo é muito utilizado na eletroquímica, tem sido usado como antídoto para envenenamento por mercúrio (Hg) e na fabricação de vidros coloridos, nas cores amarela, âmbar e marrom. O AgCl possui também ação antimicrobiana, sendo por isso também utilizado em materiais cirúrgicos e materiais para tratamento de feridas.”1
Laboratorialmente, a síntese do cloreto de prata a partir do cloreto de sódio (NaCl) e nitrato de prata (AgNO3) presta-se muito bem didaticamente para a compreensão de uma reação química, que é um sistema no qual há alteração da natureza da matéria entre os envolvidos. Nesta reação, na qual os dois sais utilizados são comumente encontrados em um laboratório de química, parte-se de duas soluções verdadeiras, visto que ambos são hidrossolúveis. Entretanto, quando em contato em sua forma aquosa, tais sais irão formar um composto químico de natureza diferente, de baixíssima hidrossolubilidade, turvando completamente o meio de reação, em um aspecto muito diferente do inicial.
Partindo-se de 1g de AgNO3, de modo que a estequiometria da reação seja estabelecida, será necessária uma massa de NaCl de 0,34g. Ambas devem ser inicialmente hidrossolubilizadas, em qualquer concentração, para que a reação ocorra em meio aquoso. Dessa forma, teremos um precipitado de AgCl, o qual pode então ser filtrado e ter sua massa medida, após evaporação da água residual. De acordo com a equação abaixo, pode-se notar que sua massa teórica esperada é 0,84g, a qual, devido à impureza dos reagentes e a outros fatores, experimentalmente raramente é obtida, podendo-se também calcular na sequência o rendimento da reação.
Na primeira linha de valores é mostrado os pesos moleculares de cada um dos sais, e na segunda, a massa necessária de NaCl e a massa esperada de AgCl, apartir de 1g de AgNO3. Laboratorialmente, logo após a reação deve-se proceder pelo armazenamento do sólido produzido em frasco âmbar devido a sua alta fotossensibilidade, a qual evidencia-se pelo rápido escurecimento, devido a liberação de Cl2 e conseqüente formação de prata metálica.

26 de abr. de 2013

Cloretos

 
O elemento químico cloro está localizado na Família 7A da Tabela Periódica, o que o classifica como pertencente à família dos halogênios. A sua configuração eletrônica, razão desta sua classificação, é 1s22s22p63s23p5, o que mostra que o átomo de cloro possui sete elétrons em sua camada de valência (última camada, camada M no caso do cloro). Dessa forma, o átomo de cloro necessita de um elétron para adquirir a estabilidade de um gás nobre (de acordo com a Regra do Octeto, oito elétrons na camada de valência conferem maior estabilidade a um átomo). Assim, o NOX (número de oxidação) do cloro é (-1), o qual expressa a sua tendência ao fazer uma ligação química. O nome dado à partícula iônica Cl- é cloreto, o qual é o ânion de muitos sais de importância comercial.
“O cloro, na forma de íon cloreto (Cl-), é um dos principais ânions inorgânicos em águas naturais e residuárias. Em água potável, o sabor produzido pelo íon Cl- varia em função da sua concentração, como também da composição química da água. Assim, águas contendo 250 mg Cl-/L podem ter um sabor salino detectável, se o cátion que propicia o equilíbrio iônico da solução for o sódio (Na+). Enquanto que, no caso do cátion predominante for cálcio ou magnésio,o gosto salino pode ser perceptível somente a concentração de cloreto acima de 1000 ppm”1.
Um cloreto trata-se de um sal inorgânico onde está presente como ânion (partícula carregada negativamente) o átomo de cloro monovalente, e um cátion metálico. O número de cargas positivas deverá ser igual ao de cargas negativas, o que quer dizer que o NOX do cátion será igual à quantidade de cloretos existentes na molécula, uma vez que o cloreto realiza apenas uma ligação química. Portanto, no caso do cloreto de sódio, a fórmula molecular será NaCl (o metal sódio apresenta NOX +1), já a fórmula molecular do cloreto de cálcio será CaCl2, pois o metal cálcio apresenta NOX +2. E ambos os metais exemplificados podem ter o seu NOX relacionado às suas posições na Tabela Periódica: o primeiro na Família 1A e o segundo na Família 2A.
Os sais formados pelo ânion cloro estão entre os mais corriqueiros da química inorgânica, estando presentes em muitas substâncias naturais de nosso contexto. “Os cloretos estão presentes em todas as águas naturais, em concentrações variáveis, como em amostras de águas, tais como: Água Potável; Água de Poço; Água para Caldeira e Água Destilada”2 Em vista de sua solubilidade com a maioria das formações, talvez o cloreto insolúvel mais importante seja o cloreto de prata, pode-se considerar sua importância como fonte de minerais ao organismo humano, tais como no caso do cloreto de sódio (NaCl) e do cloreto de potássio (KCl).

25 de jan. de 2013

Composição Química do Chocolate

http://hypescience.com/wp-content/uploads/2011/08/chocolate-gostoso1.jpg 
O chocolate é um alimento amado pela maioria das pessoas, sendo que para muitos, principalmente as mulheres, ele é considerado irresistível. Outros, porém, precisam evitá-lo, alguns dizem que ele vicia e que faz engordar. Para ver se essas alegações são realmente verdadeiras e quais são os benefícios e malefícios de se comer chocolate, é importante sabermos quais são os principais componentes desse produto.
O chocolate consiste de 8% de proteínas, 60% de carboidratos e de 30% de gorduras. Como se pode ver, a quantidade de gorduras se encontra num limite superior ao que é desejável para um alimento. Isso pode ser traduzido em altas calorias, por exemplo, uma barra de chocolate de 100 g fornece 520 calorias. Os menos calóricos são o amargo e o meio amargo, seguidos pelo ao leite e, por último, o chocolate branco. Para não engordar, o recomendado é ingerir apenas 25 a 30 g ao dia, no máximo três vezes por semana.
Essa gordura ou manteiga de cacau é essencialmente saturada e não conduz a um aumento dos níveis de colesterol.
Mas, o chocolate também fornece minerais (potássio, cloro, fósforo, cálcio, sódio, magnésio, ferro, cobre e zinco)e vitaminas (A, B1, B2, B3 e E, só não contém as vitaminas C e D). É por isso que ele é usado como porção alimentar de soldados e exploradores em situações de emergência.  
Existem mais de 300 substâncias químicas no chocolate, porém, há três substâncias especiais que queremos chamar a atenção. Elas não são nutritivas, mas nos afetam e estão intimamente relacionadas com as indagações feitas anteriormente, como a dúvida se o chocolate realmente vicia.
As três substâncias são: feniletilamina, ácido oxálico e cafeína.
  • Feniletilamina (PEA, do inglês Phenylethylamine):
Fórmula estrutural da feniletilamina
 Essa é a substância responsável por provocar a sensação de bem-estar em nosso cérebro, pois ela pode acionar a liberação de dopamina, substância química do cérebro que causa a sensação de felicidade.
É verdade que o chocolate pode causar enxaqueca em algumas pessoas e isso se deve a essa substância, porque ela constringe as paredes dos vasos sanguíneos do cérebro. O corpo humano possui uma enzima (monoamina oxidase) que elimina a PEA, quando o corpo da pessoa não consegue produzir uma quantidade suficiente dessa enzima para evitar o aumento de PEA no organismo, há a enxaqueca.
  • Ácido oxálico:
Fórmula estrutural do ácido oxálico
Em cada 100 g de cacau há 500 mg dessa substância. Ela está presente em muitos outros alimentos como o ruibarbo. Se ingerido em doses acima de 1500 mg, ele pode até matar. O ácido oxálico reage com os metais essenciais como o ferro, o magnésio e o cálcio, presentes no alimento e impede que eles nutram o corpo.
O ácido oxálico mata pela diminuição abaixo do nível tolerado de cálcio em nosso organismo.
Mesmo em doses não letais, o ácido oxálico é perigoso porque ele forma oxalato de cálcio, que é insolúvel, que pode crescer na forma de pedras dolorosas na bexiga e nos rins.
  • Cafeína:
Fórmula estrutural da cafeína
O chocolate contém um pouco de cafeína que dá a sensação de recuperarmos nossas energias e também possui efeitos medicinais.

18 de jan. de 2013

Ação Oxidante dos Alvejantes

http://www.brasilblogado.com/wp-content/uploads/mofo-em-roupas-brancas-como-remover.jpg 
Os alvejantes são conhecidos no mercado por serem capazes de retirar manchas indesejáveis em tecidos, e como o próprio nome já diz, alvejar (branquear), por isso também conhecidos como “branqueadores”.
Para entender a ação dos alvejantes é preciso saber como as cores nos tecidos são produzidas. O movimento de elétrons, quando mudam de níveis de energia, é responsável pela coloração. Para alvejar um tecido é preciso oxidá-lo, ou seja, fazer com que ele perca elétrons. Dessa forma, todos os alvejantes são considerados agentes oxidantes.
Os oxidantes mais usados são o Cloro (Cl2), os hipocloritos (ClO-) e peróxido de hidrogênio (H2O2), sendo que os hipocloritos de sódio (NaClO) e de cálcio Ca(ClO)2 são os mais empregados pela Indústria Têxtil.
Alvejantes podem existir tanto na forma líquida (solução aquosa de NaClO), como na forma sólida: Ca(ClO)2 em pó.
Além do uso em roupas, os alvejantes podem ser usados para o tratamento do papel e para clarear cabelos. Para essa última função, usa-se geralmente água oxigenada (H2O2) a 10 volumes. Assim como nos tecidos, o produto age oxidando os fios de cabelo, mais precisamente a melanina (pigmento escuro do cabelo).
A oxidação pode ser ainda empregada na restauração de pinturas (obras de arte). 
 

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