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27 de dez. de 2013

Xisto Betuminoso

Muito abundante na natureza, o xisto betuminoso é uma rocha de origem sedimentar composta por matéria orgânica oleosa denominada betume. Esse material, também chamado de folhelho betuminoso, é proveniente da transformação química de resíduos vegetais ao longo de milhões de anos.
O betume é formado por uma mistura de diversos hidrocarbonetos  e corresponde a cerca de 10% da composição do xisto. A parte oleosa do xisto é consideravelmente fluida e pode ser extraída com facilidade. Para extrair o óleo de xisto, a rocha precisa ser escavada, moída e aquecida a uma temperatura de aproximadamente 500 °C (pirólise). Por meio desse processo será liberado o óleo bruto, que depois deve ser refinado (assim como ocorre com o petróleo).
O óleo de xisto refinado é idêntico ao petróleo de poço e dá origem a diferentes produtos e subprodutos empregados em diversas áreas da indústria:
  • Óleo combustível: usado na indústria como fonte de energia.
  • Gás de xisto: muito semelhante ao gás natural, utilizado na indústria de cerâmica.
  • Enxofre: útil à produção de ácido sulfúrico, fabricação de medicamentos, fertilizantes, alimentos, entre outros.
  • Nafta: empregado na produção de solventes e como combustível industrial.
  • Cinzas de xisto: usado na fabricação do cimento.
  • Calxisto: aplicado à correção da acidez de solos agricultáveis.
  • Xisto retortado: utilizado como insumo industrial na fabricação de vidros, cimento e cerâmica vermelha.
A maior reserva mundial de xisto está nos Estados Unidos, seguido do Brasil, cuja reserva é de 1,9 bilhão de barris de óleo. No Brasil, a substância foi extraída pela primeira vez em 1884, na Bahia e hoje os maiores depósitos brasileiros de xisto estão localizados em São Mateus do Sul, no estado do Paraná. Neste país, a exploração de xisto é administrada pela Superintendência Internacional de Xisto (SIX), da Petrobrás, que pesquisa e desenvolve tecnologias para aproveitamento desse material.
A extração e o processamento do óleo de xisto não são processos simples, o que acaba encarecendo muito o produto obtido e o torna incapaz de competir economicamente com o petróleo. Além disso, trata-se de processos de alto impacto ambiental, com emissão de gases poluentes e poluição de recursos hídricos, além do risco de combustão voluntária de seus resíduos. Por outro lado, considerando a gradativa redução de reservas de petróleo combinada com um consumo cada vez maior de seus derivados, o xisto betuminoso poderá, futuramente, se tornar uma reserva muito importante de energia e de matérias primas.

5 de set. de 2013

Reações de Grignard

Uma importante classe de compostos orgânicos são aqueles que apresentam halogênio e magnésio, conhecidos como haletos de organo-magnésio, ou compostos de Grignard. Sua denominação homenageia François Auguste Victor Grignard, Nobel de Química francês.
Os compostos de Grignard hoje possuem uma vasta aplicabilidade laboratorial, destacando-se o cloreto de etilmagnésio (CH3CH2MgCl), o brometo de propilmagnésio (CH3CH2CH2MgBr) e o brometo de fenilmagnésio (C6H5MgBr).
Uma reação que envolve um haleto de magnésio e uma alquila ou uma arila, é conhecida como reação de Grignard. Uma série de mecanismos são conhecidos, sendo um deles apresentado abaixo:
reacao grignard

No mesmo, ocorre o ataque da dupla ligação da carbonila ao magnésio do composto de Grignard, seguido pela interação carbono-carbono. Dessa forma, o átomo de oxigênio atrai um íon hidrogênio do meio de reação, com formação de um álcool e de um sal ou de um hidróxido de magnésio. Assim, a equação apresentada envolve a formação de um álcool a partir de um composto de Grignard.
A formação de alcoóis  é um processo de destaque envolvendo os compostos de Grignard e um grupamento cetônico, conforme o processo acima equacionado. E, a partir de diferentes compostos de Grignard, é possível a obtenção de diversas espécies de alcoóis, mantendo a mesma cetona. E, como é relativamente simples a formação desses compostos quimicamente bem distintos, o mecanismo da formação alcoólica é facilitado.
Ainda “quando falamos que a reação de Grignard entre um aldeído ou uma cetona forma alcoóis, na realidade, nós estamos nos referindo a duas reações: uma, de adição nucleofílica, na qual o reagente ataca a carbonila gerando o haleto de alcoxi magnésio; e outra, que é o da hidrólise (reação em que ligações são quebradas pela água) do haleto de alcoxi magnésio para formar o álcool”¹.
Uma reação de Grignard é, na maioria das vezes, exotérmica (ocorre com liberação de energia calorífica). Mas apresenta uma energia de ativação relativamente elevada para um processo que libera calor, o que se deve a uma camada de óxido presente no composto de magnésio.

25 de mar. de 2013

Benzenismo

Todos os compostos aromáticos apresentam perigo quando em contato com o organismo humano. O Benzenismo é a doença causada pelo composto orgânico Benzeno (C6H6), este por sua vez corresponde à estrutura mais simples da classe de Compostos aromáticos:
                                       
                                                Benzeno 
As Indústrias Químicas (Petroquímica, de tintas e vernizes, de couros, etc.) são as principais responsáveis pela emissão de vapores tóxicos de benzeno. A prova disso são as vítimas comuns de Benzenismo que trabalham nestes locais.
O benzenismo aparece como resultado da intoxicação crônica por longo período de exposição a concentrações baixas (1ppm) de aromáticos.
A gravidade da intoxicação é resposta ao tempo de exposição e quantidade de produto ingerida ou inalada. Sendo que o nível de toxidez é medido através do índice DL 50 (dose letal 50), que relaciona a quantidade de substância por quilo do peso da vítima.
O benzenismo atinge o sistema nervoso central e a medula óssea. Entre os sintomas da doença estão cansaço excessivo, dores de cabeça, tonturas e hemorragias (estes para os casos menos graves). As anemias (redução dos glóbulos vermelhos) e a leucemia (câncer de sangue) são consequências de níveis mais altos de intoxicação. 

Fonte:http://www.brasilescola.com/quimica/benzenismo.htm

24 de mar. de 2013

Xantinas

Xantina é um composto orgânico encontrado na urina e em tecidos do corpo humano, encontrada também em algumas plantas. O termo Xantina vem do grego Xanthos – que quer dizer de cor amarela.
Os derivados da xantina são utilizados como estimulantes cerebrais, ou estimulantes psicomotores.  Eles estimulam o córtex cerebral e os centros medulares. As metilxantinas mais utilizadas na medicina são as cafeínas presentes no café, teofilinas presentes em chás e teobromina encontradas no cacau. A teofilina e teobromina mesmo possuindo amina em suas estruturas não tem caráter básico e sim ácido, já a cafeína forma sais ácidos .
Esses derivados das xantinas são administrados em forma de chás, infusão de café, cola, guaraná entre outros. Sua função é de aumentar a vivacidade mental, reduzir a fadiga, mas em altas doses pode causar insônia e outros distúrbios do sono.
Ao contrário das anfetaminas as metilxantinas estimulam menos o sistema locomotor e não causa euforia, porém seus efeitos sobre o cansaço são semelhantes.
Cafeína: pó branco e brilhante. Pouco solúvel em água. Dosagem máxima 60 a 200 mg. A cafeína e a teofilina tem efeito sobre o sistema nervoso central muito parecido, pois reduz o cansaço, melhora a concentração. Estudos provam que a cafeína reduz o tempo de raciocínio em cálculos simples, obtendo resultados precisos. Também o desempenho em atividades motoras é melhorado em pessoas cansadas. A cafeína está presente na formulação da aspirina, atuando no tratamento de dores de cabeça ou cefaleias.
Teofilina: pó branco, inodoro, possui sabor amargo, pouco solúvel em água fria, porém muito solúvel em água quente. Possui efeitos diuréticos isolados ou em associações com diuréticos organomercurais, mas o seu principal uso é como bronco dilatador. A teofilina inibe a fosfodiesterase, que é a responsável pelo metabolismo intracelular AMPc (3,5 adenosina-monofosfato-cíclico).
Dentre os três derivados da xantina o que mais estimula o cérebro é a cafeína, pois produz menos diurese que a teobromina e a teofilina. As xantinas também podem ser usadas como diuréticos são elas: o ácido 7-teofilinacético e seus sais como a acefilina, piperazina, ambufilina, teosalicina, teofilina, 7- morfolinometilteofilina.
A aminofilina também é utilizada como bronco dilatador e antiasmático.
Administração:
As xantinas são administradas por via oral através da infusão de café, chás ou injeções.

19 de jan. de 2013

Compostos Orgânicos: Introdução à Nomenclatura

http://www2.ufp.pt/~pedros/qo2000/qo1.gif 

Cadeias Carbônicas A nomenclatura oficial segue as recomendações da União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC - da sigla em inglês), mas nomes consagrados são tolerados.
A nomenclatura oficial dos compostos orgânicos segue a seguinte formação:



Exemplo:
 
Prefixo: 3 carbonos - PROP
Infixo: tipo de ligação - saturada - AN
Sufixo: função - Cetona - ONA

PROP+AN+ONA = PROPANONA


(veja as tabelas abaixo)


Nomenclatura

Resumo de funções de química orgânica (sufixo)





Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/quimica/compostos-organicos-introducao-nomenclatura-676803.shtml
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