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10 de ago. de 2013

Carbonato de Cálcio

 
Composto inorgânico de fórmula química CaCO3, o carbonato de cálcio  é um sal praticamente insolúvel em água, porém, solúvel em água que contenha gás carbônico, obedecendo à reação:
A reação acima descrita é responsável pela formação de carvenas de calcário, nas quais são encontradas estruturas de carbonato de cálcio superiores, conhecidas como estalactites, e inferiores, que recebem o nome de estalagmites.
No seu estado puro, o carbonato de cálcio é um composto sólido, tem forma de pó fino cristalino, de cor branca, inodoro, de propriedades alcalinas, decomposto a uma temperatura de 470°C, de densidade de 2,65 g/cm³, estável, não inflamável, não corrosivo, não bioacumulativo e atóxico.
O carbonato de cálcio está presente em grandes quantidades na natureza, sendo o principal componente do calcário e do mármore, também pode ser encontrado na argonita, na calcita e na casca do ovo. Pelo fato de não ser solúvel em água, é encontrado no mar como componente dos esqueletos das conchas e dos corais. No cotidiano, pode ser percebida a formação do carbonato de cálcio na pintura de paredes com cal extinta [Ca(OH)2], processo que recebe o nome de caiação. Após a caiação, a cal extinta reage com o gás carbônico da atmosfera, dando origem a uma película desse sal.
O carbonato de cálcio é uma das matérias primas necessárias à fabricação do cimento, do aço e do vidro. Na vinicultura, é usado para diminuir a acidez do vinho, e na agricultura, para corrigir a acidez do solo (calagem). É adicionado aos cremes dentais, agindo como abrasivo, e aos medicamentos usados no tratamento de doenças provocadas pela deficiência de cálcio, como a osteoporose. É também um dos principais insumos usados no Processo Solvay, um processo industrial criado pelo químico industrial belga Ernest Solvay em meados do século XIX destinado à obtenção do carbonato de sódio (Na2CO3).


9 de jul. de 2013

Ácido Crômico

 
 Composto químico sem fórmula exata, o ácido crômico é um conjunto de compostos formados pela acidificação que contêm ânions cromato e dicromato, ou pela dissolução de trióxido de cromo em ácido sulfúrico.
 
O ácido crômico é muito utilizado em processos de cromagem (cobertura de metais com uma fina camada de cromo), e em vitrificação de cerâmicas e vidros coloridos. É comum também sua utilização para limpeza de materiais de vidro usados em laboratórios.
A cromagem serve para produzir acabamentos de alto polimento duráveis, resistentes a manchas e para aumentar a resistência à corrosão e à depreciação. O ácido crômico, além disso, é usado na produção de dicromato de potássio e dicromato de amônio, ambos fortes agentes de oxidação; produção de dióxido de crômico, para fabricação de fitas de alta fidelidade de áudio, de dados e de vídeo e fabricação de outros produtos químicos de crômio.
Uma das principais características do ácido crômico é sua capacidade de se oxidar com vários tipos de compostos químicos, sendo assim, para se evitar acidentes, deve ser evitado o contato desse ácido com matéria orgânica, óleos, massas e outros materiais que também se oxidam rapidamente.
O uso do ácido crômico deve ser feito de forma extremamente responsável, visto que os isso traz sérios riscos à saúde humana, podendo, por exemplo, causar câncer a quem manipula, danos genéticos hereditários, fertilidade enfraquecida. Devido ao seu alto teor de toxidade, a inalação desse produto pode causar queimaduras no sistema respiratório e até causar ulcerações nas mucosas do nariz, a exposição repetida e prolongada pode conduzir à perfuração do septo nasal. Em seu estado seco ou úmido é corrosivo para os olhos e a pele, causando queimaduras graves. Uma vez ingerido, há a possibilidade de ocasionar úlceras externas ou inflamações, bem como queimaduras no trato digestivo. Os sais solúveis de cromo são absorvidos pelo corpo logo após o contato direto com a pele e membranas mucosas, e isso pode desencadear um envenenamento sistêmico e consequentes danos aos rins e ao fígado.
Os derivados de cromo são geralmente nocivos ao meio aquático, devido à presença de matéria orgânica disponível em tal ambiente.

27 de jun. de 2013

Composto Iônico

Compostos iônicos são aqueles formados por íons de cargas opostas (resultando numa substância eletricamente neutra) através de interação eletrostática. Como resultado de tamanha força de ligação, são sólidos em condições ambientes (25°C e 1atm) e apresentam altos valores de ponto de ebulição.
É muito comum os compostos iônicos serem formados por metais (ânions) e ametais (cátions) – mesmo quando estão ligados previamente a outros átomos (ex: CaCO3, constituído por Ca2+ + CO32-).
E 
Basicamente, quando dois íons entram em contato direto, se ligam por atração eletrostática. Assim, com mais íons presentes (cátions e ânions) atraindo-se em diversas direções, forma-se um conglomerado fortemente ligado e organizado: o retículo cristalino.
A estrutura cristalina é uma rede constituída por unidades cristalinas (células unitárias) que se repetem ao longo da cadeia. Sendo essas células unitárias as menores representações possíveis de toda a estrutura da rede.

Características dos Compostos Iônicos

As principais características da maioria dos compostos iônicos são:
  • Alto ponto de fusão e ebulição (devido à atração eletrostática);
  • Nas condições ambiente, são sólidos cristalinos;
  • Conduzem eletricidade quando fundidos ou solvatados (dissociados em solvente);
  • A depender das características termodinâmicas (energia livre de Gibbs) e das energias de solvatação e reticular, podem apresentar considerável solubilidade (principalmente, quando o solvente é a água).

31 de mai. de 2013

Cloreto de Prata

O cloreto de prata (AgCl) consiste em um importante sal da química inorgânica, e apresenta em sua estrutura um cátion, derivado do elemento químico prata,  e um ânion, derivado do elemento químico cloro, monovalentes. Existe como um sólido branco cristalino. Sua molécula é formada a partir de uma forte ligação de natureza iônica, o que faz com que o sal seja conhecido no laboratório por sua insolubilidade em água e fotossensibilidade quando sólido. Ainda com base em seu comportamento físico, produz prata metálica (Ag) e libera gás cloro (Cl2) quando aquecido ou sob iluminação, de acordo com a equação abaixo:
O AgCl possui diversas aplicações, sendo que atualmente “é utilizado na confecção de papel fotográfico, visto que reage com fótons para formar imagens, seu eletrodo é muito utilizado na eletroquímica, tem sido usado como antídoto para envenenamento por mercúrio (Hg) e na fabricação de vidros coloridos, nas cores amarela, âmbar e marrom. O AgCl possui também ação antimicrobiana, sendo por isso também utilizado em materiais cirúrgicos e materiais para tratamento de feridas.”1
Laboratorialmente, a síntese do cloreto de prata a partir do cloreto de sódio (NaCl) e nitrato de prata (AgNO3) presta-se muito bem didaticamente para a compreensão de uma reação química, que é um sistema no qual há alteração da natureza da matéria entre os envolvidos. Nesta reação, na qual os dois sais utilizados são comumente encontrados em um laboratório de química, parte-se de duas soluções verdadeiras, visto que ambos são hidrossolúveis. Entretanto, quando em contato em sua forma aquosa, tais sais irão formar um composto químico de natureza diferente, de baixíssima hidrossolubilidade, turvando completamente o meio de reação, em um aspecto muito diferente do inicial.
Partindo-se de 1g de AgNO3, de modo que a estequiometria da reação seja estabelecida, será necessária uma massa de NaCl de 0,34g. Ambas devem ser inicialmente hidrossolubilizadas, em qualquer concentração, para que a reação ocorra em meio aquoso. Dessa forma, teremos um precipitado de AgCl, o qual pode então ser filtrado e ter sua massa medida, após evaporação da água residual. De acordo com a equação abaixo, pode-se notar que sua massa teórica esperada é 0,84g, a qual, devido à impureza dos reagentes e a outros fatores, experimentalmente raramente é obtida, podendo-se também calcular na sequência o rendimento da reação.
Na primeira linha de valores é mostrado os pesos moleculares de cada um dos sais, e na segunda, a massa necessária de NaCl e a massa esperada de AgCl, apartir de 1g de AgNO3. Laboratorialmente, logo após a reação deve-se proceder pelo armazenamento do sólido produzido em frasco âmbar devido a sua alta fotossensibilidade, a qual evidencia-se pelo rápido escurecimento, devido a liberação de Cl2 e conseqüente formação de prata metálica.

13 de mai. de 2013

Fluoretos

 
O elemento químico flúor, de número atômico 9 (Z = 9) e número de massa 19 (A = 19) está localizado na Família 7A da Tabela Periódica, o que o classifica como pertencente à família dos halogênios. A sua configuração eletrônica, razão desta sua classificação, é 1s22s22p5, o que mostra que o átomo  de flúor possui sete elétrons em sua camada de valência (última camada, camada L no caso do flúor). Dessa forma, o átomo de flúor necessita de um elétron para adquirir a estabilidade de um gás nobre (de acordo com a Regra do Octeto, oito elétrons na camada de valência conferem maior estabilidade a um átomo). Assim, o NOX (número de oxidação) do flúor é (-1), o qual expressa a sua tendência ao fazer apenas uma ligação química, em molécula orgânica ou inorgânica. O nome dado à partícula iônica F- é fluoreto, o qual é o ânion de muitos sais de importância laboratorial e industrial.
O fluoreto é um composto químico binário derivado do ácido fluorídrico (HF), por substituição do hidrogênio por um metal ou radical monovalente positivo.
Um fluoreto de algum metal trata-se de um sal inorgânico onde está presente como ânion (partícula carregada negativamente) o átomo de flúor monovalente, e um cátion metálico. O número de cargas positivas deverá ser igual ao de cargas negativas, o que quer dizer que o NOX do cátion será igual à quantidade de fluoretos existentes na molécula, uma vez que o fluoreto realiza apenas uma ligação química. Portanto, no caso do fluoreto de potássio, a fórmula molecular será KF (o metal potássio apresenta NOX +1), já a fórmula molecular do fluoreto de magnésio será MgF2, pois o metal magnésio apresenta NOX +2. E ambos os metais exemplificados podem ter o seu NOX relacionado às suas posições na Tabela Periódica: o primeiro na Família 1A e o segundo na Família 2A.
Os sais formados pelo ânion flúor estão entre os mais corriqueiros da química inorgânica, estando presentes em muitas substâncias naturais de ampla utilização na indústria e no laboratório de pesquisa. O primeiro já citado, KF, trata-se de um sal branco, inodoro, bastante solúvel em água, utilizado diretamente para várias sínteses e como intermediário de várias outras. Já o MgF2 é um sólido branco que se apresenta sob a forma de cristais, muito tóxico para organismos marinhos, devendo seu manuseio e descarte ser realizado com bastante cautela e sempre com absoluto controle da situação do laboratório ou da indústria em ralação aos possíveis impactos ambientais.

30 de abr. de 2013

Chumbo

Os alquimistas medievais acreditavam que o chumbo era o mais antigo dos metais e o associavam ao planeta Saturno: saturnismo, ainda hoje, é o envenenamento por inalação ou ingestão de sais de chumbo.
Chumbo é um elemento químico do grupo dos metais. Maleável e resistente, é mau condutor de eletricidade. Seu número atômico é 82 e o símbolo químico é Pb, derivado do latim plumbum. Tem uma vasta gama de aplicações e é um dos metais mais utilizados no mundo.
O uso do chumbo remonta a 5000 a.C., com os egípcios, que o utilizavam para a cunhagem de moedas e fabricação de cosméticos. Os jardins suspensos da Babilônia, construídos em 600 a.C., tinham calhas de chumbo para manter a umidade. Os gregos exploraram as jazidas de chumbo de Laurium no quinto século a.C., e os romanos fabricaram canos de chumbo no século III a.C. Na Idade Média, usou-se chumbo para armar os vitrais das igrejas, e em calhas, escoadouros, encanamentos  e nos tetos das catedrais, mosteiros e castelos. O chumbo foi também usado na guerra, graças ao baixo ponto de fusão, para lançá-lo derretido sobre os invasores, e à densidade, para fabricação de balas de canhão e outros projéteis.
A produção de chumbo acentuou-se no século XIX, quando aumentaram suas aplicações industriais. Metais leves e resistentes, como o titânio, vieram substituí-lo, com a conseqüente queda no volume de produção. Entre os compostos de chumbo destaca-se o mínio, empregado como protetor do ferro contra corrosão. O chumbo é empregado como protetor de tubulações e cabos subterrâneos condutores de eletricidade. Não deve entretanto ser empregado para conduzir água. Por absorver radiações de ondas curtas, é usado como protetor de reatores nucleares, aceleradores de partículas e equipamentos de raios X e transporte e armazenagem de material radioativo.
Numerosos sais de chumbo têm as mais diversas aplicações: o amarelo e o vermelho de cromo como corantes e pigmentos; o monóxido de chumbo, ou litargírio, na fabricação do vidro, na vulcanização da borracha, e como componente de esmaltes vítreos; o dióxido de chumbo nas placas positivas de baterias elétricas; o carbonato de chumbo fornece o alvaiade.

Obtenção e produção
 
A principal fonte de chumbo é a galena, cuja mineração visa também o aproveitamento de outros metais a ela associados, como prata, ouro, zinco, cádmio, bismuto, arsênio e antimônio. Como os minérios de chumbo - galena, cerusita e anglesita - são de composição extremamente variável, existem diversas técnicas de mineração. A galena, que normalmente contém 86,6% de chumbo, está sempre misturada a outros metais.
O minério é preparado por ustulação (aquecimento do ar), para separação do enxofre, quando o sulfeto de chumbo converte-se, pela volatilização do dióxido de enxofre, em óxido de chumbo. Pela fusão, o óxido de chumbo é reduzido em alto forno, ao qual se adicionam o coque, um fundente e o óxido de ferro. O produto obtido, chamado chumbo bruto, ou chumbo de obra, é separado dos demais elementos (mate e escória) por diferença de densidade dos produtos no cadinho. Em seguida, é submetido a refinação, para remoção das impurezas metálicas, por refinação eletrolítica ou por destilação. O chumbo obtido por esse processo pode apresentar teor de pureza de 99,999%.
A produção mundial de chumbo concentra-se nos Estados Unidos, Austrália, Canadá, Peru e México. Algumas jazidas do norte e sudoeste da África aumentaram muito sua produção no final do século XX. Quase todo o chumbo produzido é consumido pelos Estados Unidos e Europa. Tomando como base de cálculo a tonelagem de metal refinado, o chumbo ocupa o quinto lugar dentre os metais, depois do ferro, alumínio, cobre e zinco.
No Brasil, a produção iniciou-se na Bahia, ainda hoje o maior produtor do país, vindo em seguida São Paulo e Paraná. Os minérios de chumbo brasileiros, principalmente a galena, apresentam alto teor de prata (cerca de 2,5kg para uma tonelada de chumbo refinado). Ao final do século XX, estimava-se que a produção brasileira seria suficiente para atender à demanda interna.

Fonte:http://www.coladaweb.com/quimica/elementos-quimicos/chumbo

18 de abr. de 2013

Bicarbonato de Sódio - NaHCO3

 

FÓRMULA EMPÍRICA: NaHCO3 
DENOMINAÇÕES QUÍMICAS:
- Carbonato ácido de sódio
- Sal monosodico do ácido carbônico
- Hidrogeno carbonato de sódio


Usos do Bicarbonato de Sódio

· Antiácido estomacal:  Neutraliza o excesso de HCl do suco gástrico.
NaHCO3 + HCl ⇒ NaCl + H2O + CO2
O CO2 liberado é o responsável pelo "arroto".
· Fabricação de digestivo:  como Alka-Seltzer, Sonrisal, sal de frutas, etc.
O sal de frutas contém NaHCO3 (s) e ácidos orgânicos sólidos (tartárico, cítrico e outros). Na presença de água, o NaHCO3 reage com os ácidos liberando CO2 (g), o responsável pela efervescência: NaHCO3 + H+ Na+ + H2O + CO2
· Fabricação de fermento químico: O crescimento da massa (bolos, bolachas, etc) é devido à liberação do CO2 do NaHCO3.
· Fabricação de extintores de incêndio (extintores de espuma): No extintor há NaHCO3 (s) e H2SO4 em compartimentos separados. Quando o extintor é acionado, o NaHCO3 mistura-se com o H2SO4, com o qual reage produzindo uma espuma, com liberação de CO2. Estes extintores não podem ser usados para apagar o fogo em instalações elétricas porque a espuma é eletrolítica (conduz corrente elétrica).
· Bicarbonato de Sódio na Nutrição Animal:  Bicarbonato de Sódio no tipo "Nutrição Animal" é um composto cristalino usado predominantemente como tamponante ruminal dos bovinos alimentados com altas quantidades de concentrados ou no balanceamento eletrolítico das aves.


Processo Carbonor

Dióxido de Carbono é introduzido pelo fundo da coluna de absorção em contracorrente com uma mistura de Soda Cáustica e águas-mãe de reciclo. O Bicarbonato de Sódio cristalizado, disperso na solução de águas-mãe, é separado por decantação e centrifugado, sendo a seguir, secado, classificado em peneiras vibratórias, armazenado em silos e ensacado.
MATÉRIAS PRIMAS
  • Soda Cáustica Rayon Grade (NaOH)
  • Dióxido de Carbono (CO2)


Tamponantes Ruminais

O QUE SÃO OS Tamponantes ?
Tamponante ruminal é um nome genérico de produtos que auxiliam o rumem a manter o PH em um intervalo ideal, garantindo assim seu funcionamento correto. O principal produto desta categoria é o bicarbonato de sódio, o mesmo utilizado em culinária.
Os tampões ruminais propiciam tantos benefícios porque ajudam a manter o PH rumenal dentro do intervalo ideal, ou seja, de 6,2 a 6,8. Quando o pH rumenal se eleva ou quando cai abaixo do intervalo ideal, as bactérias ruminais tornam-se ineficientes. Se a bactéria deixa de ser funcional, a digestão diminui, causando a diminuição da produção de leite ou no ganho de peso.
COMO OS TAMPONANTES FUNCIONAM?
Os bovinos com alta produtividade encontrados atualmente, são alimentados com rações de alto nível energético, com alto teor de grãos e baixo teor de fibras, o que resulta em menos mastigação. Desta forma, o bovino produz menos saliva, diminuindo assim sua capacidade natural de tamponamento. Quanto mais grãos, mais auxílio os animais necessitam. Como a saliva contém bicarbonato de sódio, a vaca tampona menos ácido naturalmente. Adicione-se a isso o fato que os grãos fermentam mais rapidamente do que as forragens. A diminuição do tamponamento natural, juntamente com uma ração mais acidificada, gera a necessidade de adicionar um tamponante à ração. 
Ao alimentar bovinos de alta produtividade, estamos, na verdade, alimentando dois sistemas. Alimentamos os micróbios ruminais, ao mesmo tempo em que fornecemos os nutrientes que serão absorvidos no rumem. No rumem, as fibras e os carbohidratos disponíveis são fermentados pelos microorganismos para produzir ácidos graxos voláteis de cadeia curta, principalmente os ácidos acético, propiônico e butírico. Se não fosse pelos sistemas naturais de tamponamento do animal, a produção destes ácidos graxos voláteis gerariam um pH ruminal de cerca de 3,0. Este pH é muito baixo para permitir a sobrevivência dos microorganismos.
Modo de usar
Pesquisas realizadas demonstraram que os melhores resultados são obtidos adicionando-se 1,5% nos concentrados ou 0,75% na dieta total. Também pode-se fornecer 5 gramas de neutralizador para cada litro de leite produzido. Por exemplo, uma vaca produzindo 25 litros de leite deve receber 125 gramas de bicarbonato de sódio Carbonor por dia.
Como forma de prevenção ou como indicativo de acidose (subaguda), recomenda-se que os animais tenham livre acesso a um cocho com Bicarbonato de Sódio.

Benefícios
Produção de Leite e Ganho de Peso: O Bicarbonato de Sódio  Carbonor ajuda a aumentar a produção total das vacas de leite e o ganho de peso dos animais confinados.
Eficiência Alimentar: O Bicarbonato de Sódio Carbonor ajuda a manter a eficiência dos animais pois ajuda a manter o pH ruminal no intervalo ideal de 6,2 a 6,8. Quando o pH ruminal sofre um aumento ou uma queda abaixo do intervalo ideal, as bactérias ruminais tornam-se ineficientes. A digestão se tornará mais lenta, causando uma diminuição na produção de leite ou no ganho de peso.
Possibilidade de se Utilizar Forragem de Qualidade Inferior: As colheitas podem sofrer variações anuais e, algumas vezes, é difícil obter alimentos de alta qualidade. Quando parte da ração está abaixo da qualidade ideal, a utilização de Bicarbonato de Sódio Carbonor pode assegurar que o animal receba o máximo de benefícios de sua alimentação.
Absorção dos Alimentos: Estudos realizados ao longo de 10 anos, mostraram que a ingestão de matéria seca melhorou, em média, 2% com a adição de Bicarbonato de Sódio.
Gordura do Leite: Quatro anos de estudos mostraram que a administração de Bicarbonato de Sódio possui um efeito positivo sobre os testes de gordura e, em muitos casos, a gordura apresentou aumento de um ponto percentual.
Adaptação ao Calor: O animais podem consumir até 25% menos alimentos em temperaturas desconfortáveis. A diminuição na ingestão está correlacionada à diminuição na produção de leite e no ganho de peso. A adição de Bicarbonato de Sódio à dieta mostrou ter um efeito positivo na produção.  
Resposta às Alterações da Ração: Atualmente, o emprego de formulações de custo mínimo, implicam em mudanças freqüentes na composição das rações. A adição de Bicarbonato de Sódio Carbonor pode auxiliar na alimentação dos animais durante estes períodos de transição.
Resposta à Alimentação com Rações Concentradas: Tamponantes alimentares podem ajudar na manutenção do pH ruminal, quando as vacas são alimentadas com concentrados na sala de ordenha ou com alimentos acidificados, tais como silagem.


24 de mar. de 2013

Xantinas

Xantina é um composto orgânico encontrado na urina e em tecidos do corpo humano, encontrada também em algumas plantas. O termo Xantina vem do grego Xanthos – que quer dizer de cor amarela.
Os derivados da xantina são utilizados como estimulantes cerebrais, ou estimulantes psicomotores.  Eles estimulam o córtex cerebral e os centros medulares. As metilxantinas mais utilizadas na medicina são as cafeínas presentes no café, teofilinas presentes em chás e teobromina encontradas no cacau. A teofilina e teobromina mesmo possuindo amina em suas estruturas não tem caráter básico e sim ácido, já a cafeína forma sais ácidos .
Esses derivados das xantinas são administrados em forma de chás, infusão de café, cola, guaraná entre outros. Sua função é de aumentar a vivacidade mental, reduzir a fadiga, mas em altas doses pode causar insônia e outros distúrbios do sono.
Ao contrário das anfetaminas as metilxantinas estimulam menos o sistema locomotor e não causa euforia, porém seus efeitos sobre o cansaço são semelhantes.
Cafeína: pó branco e brilhante. Pouco solúvel em água. Dosagem máxima 60 a 200 mg. A cafeína e a teofilina tem efeito sobre o sistema nervoso central muito parecido, pois reduz o cansaço, melhora a concentração. Estudos provam que a cafeína reduz o tempo de raciocínio em cálculos simples, obtendo resultados precisos. Também o desempenho em atividades motoras é melhorado em pessoas cansadas. A cafeína está presente na formulação da aspirina, atuando no tratamento de dores de cabeça ou cefaleias.
Teofilina: pó branco, inodoro, possui sabor amargo, pouco solúvel em água fria, porém muito solúvel em água quente. Possui efeitos diuréticos isolados ou em associações com diuréticos organomercurais, mas o seu principal uso é como bronco dilatador. A teofilina inibe a fosfodiesterase, que é a responsável pelo metabolismo intracelular AMPc (3,5 adenosina-monofosfato-cíclico).
Dentre os três derivados da xantina o que mais estimula o cérebro é a cafeína, pois produz menos diurese que a teobromina e a teofilina. As xantinas também podem ser usadas como diuréticos são elas: o ácido 7-teofilinacético e seus sais como a acefilina, piperazina, ambufilina, teosalicina, teofilina, 7- morfolinometilteofilina.
A aminofilina também é utilizada como bronco dilatador e antiasmático.
Administração:
As xantinas são administradas por via oral através da infusão de café, chás ou injeções.

5 de mar. de 2013

Ômega 3, Ômega 6 e Ômega 9

 
Compostos conhecidos por ômega 3 são ácidos carboxílicos poliinsaturados (apresentam várias duplas ou triplas ligações entre átomos de carbono) que apresentam a primeira dupla ligação a partir do terceiro carbono a contar da extremidade oposta do grupamento carboxílico. São ácidos graxos (com elevado número de carbonos), cujo fórmula contento apenas uma insaturação seria CH3CH2CH=CH(CH2)nCOOH, em que n, quase sempre, é um número ímpar, de forma que a molécula possua um número par de carbonos na cadeia.
São exemplos de compostos dessa natureza o ácido alfa-linolênico e o ácido docosahexanóico. Muitos compostos dessa natureza são considerados essenciais, uma vez que não são produzidos pelo organismo (de forma indógena), carecendo a sua ingestão (exógena).
“A ingestão do ômega 3 auxilia na diminuição dos níveis de triglicerídeos e colesterol ruim LDL, enquanto pode favorecer o aumento do colestrol bom HDL. Possui ainda importante papel em alergias e processos inflamatórios, pois são necessários para a formação das prostaglandinas inflamatórias, tromboxanos e leucotrienos. Podemos encontrá-lo nas nozes, castanhas, peixes especialmente de águas frias, rúcula e nos óleos vegetais, como azeite, canola, soja e milho”.
O composto chamado de ômega 3 se apresenta sob duas formas diferentes: um ácido graxo encontrado em algumas sementes, como a linhaça, e também em peixes oleosos como o arenque. Essas duas espécies de ômega 3 atuam de modos distintos no organismo, sendo então recomendável o consumo ao menos duas vezes semanais de ambas.
Quase tão populares quanto o ômega 3, compostos conhecidos como ômega 6 constituem uma família de ácidos graxos insaturados que possuem em comum uma terminação ligação entre carbonos na posição 6, ou seja, no sexto carbono a partir da posição metil. Os efeitos biológicos dos compostos da família ômega 6 estão vinculados à sua possibilidade de conversão em compostos chamados eicosanóide, os quais se ligam quimicamente a um grande número de receptores encontrados no organismo. “O ômega 6 é um outro ácido graxo essencial e pode ser encontrado em óleos de sementes como óleo de girassol e produtos feitos com esses óleos”.
O ácido graxo conhecido por ômega 9 pode ser sintetizado pelo organismo humano, mas desde que os compostos ômega 3 e ômega 6 já estejam presentes no organismo. E esses dois últimos tem de ser através da alimentação, pois o organismo não é capaz de produzi-los.  O ômega 9 também pode ser encontrado em óleos, destacando-se as amêndoas e o gergelim. É importante saber-se que “o consumo adequado desses ácidos graxos ajudam a manter a boa saúde, porém, quando o consumo é desbalanceado, pode trazer riscos para a mesma. Por isso nutricionistas dizem que o ideal é consumir mais ômega 3 do que ômega 6, pois o execesso deste pode causar, além de doenças degenerativas como o Mal de Alzheimer, também retenção de líquidos e aumento da pressão arterial”.


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