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27 de fev. de 2014

Densidade e Colesterol

Qual a relação existente entre densidade e doenças do coração? A partir de agora você vai conhecer os dois tipos de Colesterol e a densidade envolvida no fluxo sanguíneo.
O HDL (Hight Density Lipoproteins) é o chamado colesterol bom, sua lipoproteína correspondente possui alta densidade. O HDL presente no sangue é transportado diretamente para o fígado, lá esse colesterol é metabolizado e excretado. Os benefícios deste processo é que as paredes das artérias não ficam entupidas. A densidade proporciona à substância um maior peso e consequentemente uma facilidade de escoamento.

O LDL (Low Density Lipoproteins), mais conhecido como colesterol ruim, é composto por lipoproteínas de baixa densidade que ocasionam o entupimento das artérias. A baixa densidade da lipoproteína a torna muito leve dificultando a circulação dentro das veias.

O LDL em grande porcentagem é responsável pelo Ateroma (estreitamento da artéria), observe a ilustração abaixo:


Na artéria normal o sangue tem seu fluxo controlado, não causando danos à saúde. Já na artéria com obstrução, a popular “veia entupida”, o colesterol foi depositado de forma a dificultar a passagem do sangue. A circulação sanguínea neste caso fica comprometida, a falta de irrigação no músculo cardíaco pode levar o indivíduo a um infarto fatal.

Compare a densidade do colesterol bom e ruim:

LDL – 1,04 g /cm3
HDL – 1,13 g /cm3

Uma solução para diminuir o nível de LDL no sangue é a prática diária de exercícios físicos associada a uma dieta com baixo teor de gordura (poucas calorias). 

26 de fev. de 2014

Petróleo Extrapesado

Já ouviu falar do petróleo extrapesado? Pelo nome já dá para saber que se trata de um líquido de alta viscosidade. No Brasil existem jazidas com alta concentração deste combustível fóssil, a que mais se destaca é a Bacia de Siri, localizada no litoral do Rio de Janeiro (95 metros de profundidade e a 80 quilômetros da costa).

A unidade instalada no reservatório de Siri tem capacidade de extrair 15 mil barris/dia, se tornou a primeira do país a extrair petróleo extrapesado e a primeira do mundo a produzir o combustível em campos marítimos.

Alta densidade

Para termos uma noção de como o petróleo extrapesado é viscoso, que tal compará-lo com a água. Sua densidade chega a ser duzentas vezes maior se comparada à da água, veja na imagem abaixo como é difícil seu escoamento:


Surge então uma dúvida: como é possível extrair este óleo denso do interior das jazidas?

As bombas de sucção especiais (altamente potentes) existem para isso, elas se encarregam de promover a extração de petróleo dos poços. Devido à alta densidade, o petróleo é destinado à produção de cimento asfáltico e combustível naval.


Fonte:http://www.brasilescola.com/quimica/petroleo-extrapesado.htm

24 de fev. de 2014

O Espinafre Realmente Deixa A Pessoa Mais Forte?

No início do século XX, o espinafre ficou bastante conhecido por meio do desenho animado do marinheiro Popeye. Esse alimento dava uma força sobre-humana ao personagem, fazendo com que ele conseguisse se livrar de todas as armadilhas nas quais se encontrava. Foi atribuída ao espinafre a propriedade de ser uma fonte em ferro.
É bem verdade que o espinafre contém níveis maiores desse metal do que a maioria dos vegetais, sendo que ele contém 4 mg de ferro em 100 g. Por exemplo, a ervilha possui 2 mg, a couve-bruxelas 1 mg e o repolho possui apenas 0,5 mg.
No entanto, essa característica atribuída ao espinafre, de infundir força na pessoa que o consumia, baseou-se num erro de datilografia numa pesquisa em 1870, envolvendo um pesquisador americano, o Dr. E. Von Wolf. Ele queria dizer que em cada 60 g de espinafre havia 1,9 mg de ferro. Porém, faltou a vírgula nesse número e ficou parecendo que eram 19 mg, ou seja, dez vezes mais ferro do que realmente tinha.
Folhas de espinafre
Os íons ferro (Fe2+) são importantes para o nosso organismo, sendo que sua principal função está relacionada com o transporte, estoque e utilização do oxigênio molecular. Eles estão presentes na hemoglobina, auxiliando no transporte de oxigênio dos pulmões aos tecidos celulares. A quantidade diária necessária para um adulto é estimada em torno de 12 mg e a deficiência desses íons pode levar à anemia.
Porém, mesmo possuindo essa quantidade considerável de ferro, quando ingerimos o espinafre, apenas 5% desse metal é absorvido pelo nosso organismo. E dependendo da quantidade de espinafre que comemos, podemos até mesmo nos intoxicar. Isso acontece porque essa hortaliça possui também na sua constituição o ácido oxálico (C2H2O4), cuja fórmula está representada abaixo:
Fórmulas do ácido oxálico
Essa substância tem grande afinidade com metais, por isso, no espinafre, o ácido oxálico atua como um antinutriente, tornando 95% do ferro não utilizável como nutriente pelo organismo.
O ácido oxálico é um componente do espinafre e de muitos outros alimentos, como o chocolate, quepode até matar, apesar de raramente isso ocorrer. Para saber mais sobre essa substância, leia o texto “Presença de ácido oxálico nos alimentos”. A dose letal desse ácido é de 1500 mg.
Nos Estados Unidos, no ano de 1951, algumas mães deram leite batido com espinafre para seus filhos, que acabaram morrendo. Por isso, não exagere ao comer essa hortaliça, principalmente no que se refere às crianças.
O ácido oxálico também se combina com o cálcio, formando oxalato de cálcio que é insolúvel, podendo provocar pedras nos rins e na bexiga.
Parece então que o marinheiro Popeye estava mal informado, podemos esperar pouco do espinafre como fonte nutricional. Todavia, isso não significa que ele não nos ofereça benefícios e que não deve ser comido. Como dito, o exagero é que deve ser evitado, mas ele possui substâncias antioxidantes responsáveis por bloquear as substâncias causadoras de câncer, também contém vitamina A e C, além da substância folato, que ajuda a prevenir defeitos neurológicos em bebês.
Existem também pesquisas recentes que indicam que o espinafre pode aumentar sim a eficiência muscular, pois ele reduziria a quantidade de oxigênio necessária para o funcionamento dos músculos quando se pratica um exercício físico. Isso ocorre devido aos nitratos dessa hortaliça chegarem com mais eficiência às mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia nas células.

20 de fev. de 2014

Xampus Que Não Ardem Nos Olhos

Até a Segunda Guerra Mundial, o componente principal dos xampus era o sabão. Porém, isso mudou: os dois componentes principais dos xampus atuais são os detergentes e as amidas. Os detergentes servem para retirar a gordura e a sujeira; e as amidas servem para repor a oleosidade, pois os detergentes causam ressecamento aos fios do cabelo.
Não pense que o detergente citado é o mesmo usado para lavar vasilhas. Na realidade, a denominação “detergente” é dada às substâncias constituídas por longas cadeias apolares com um grupo funcional polar em uma das extremidades. Se esse grupo possuir carga positiva, dizemos que o detergente é catiônico; já se a carga for negativa, ele será aniônico. A maioria dos xampus contém detergente aniônico, pois ele produz maior quantidade de espuma. Um detergente aniônico muito usado é o lauril sulfato de sódio [H3C[CH2]11OSO3]-[Na]+, cuja estrutura é mostrada a seguir:
Lauril sulfato de sódio
Esses detergentes são também chamados de agentes tensoativos ou surfactantes (do inglês surface active agents = surfacts). Esses surfactantes têm a função de detergência, ou seja, de limpar especialmente sujeira de óleo ou graxa.
Assim, os sabões são um subgrupo dos detergentes, sendo que todo sabão é um detergente, mas nem todo detergente é um sabão. Os detergentes estão presentes também em sabões em pó, sabonetes e no creme dental.
Os xampus que não ardem os olhos possuem em sua composição um detergente diferente, o detergente anfotérico, que apresenta uma parte catiônica e uma parte aniônica, conforme mostrado a seguir:
Estrutura do detergente anfotérico, que não arde nos olhos
Em meio ácido, as partes desse detergente capturam o íon H+ e, em soluções básicas, liberam um dos hidrogênios (H) ligados ao nitrogênio. Essas estruturas são menos irritantes para os olhos, porque elas mantêm o pH próximo ao pH da lágrima.

18 de fev. de 2014

Acidentes Caseiros Com Produtos Químicos

As donas de casa sabem mais do que ninguém sobre o assunto: Acidentes caseiros com produtos químicos. Em geral eles ocorrem com produtos de limpeza tóxicos, como limpa-forno, água sanitária, desentupidores de caixas de gordura, produtos com amoníaco em geral, etc. 

Como se vê, nossa casa é um verdadeiro laboratório, por esse motivo é de extrema importância o uso de equipamentos de segurança quando formos manusear esses produtos. Protetores como avental, luvas de borracha e óculos de segurança podem evitar queimaduras na pele e cegueira. 

Pesquisas relatam que a maioria dos acidentes domésticos são provenientes do uso indevido de produtos de limpeza. Para garantir que crianças não toquem nesses perigosos materiais, é recomendável guardá-los em locais altos e de difícil acesso. 

ATENÇÃO: antes de usar um produto químico para limpeza, leia atenciosamente seu rótulo com as indicações de segurança para aplicação.

11 de fev. de 2014

Efervescência

Efervescente em contato com a água

Se colocarmos uma pequena quantidade de água oxigenada sobre um ferimento será possível notar uma formação de bolhas e um chiado típico, decorrentes da liberação de gás oxigênio (O2) da reação. Esse é um exemplo de reação química em que ocorre efervescência, que é a liberação do gás produzido em meio líquido.
A efervescência ocorre quando os reagentes são substâncias não gasosas e o gás produzido na reação é pouco solúvel e menos denso do que a solução líquida. As bolhas de ar só se formam depois que a reação acontece efetivamente, por isso, a efervescência é um indício de que uma transformação química ocorreu.
Na indústria farmacêutica, a efervescência é um tipo bastante comum de apresentação de medicamentos. A maioria dos antiácidos estomacais (popularmente conhecidos como sal de fruta) é encontrada sob a forma de comprimidos efervescentes, cuja composição é uma mistura de ácidos orgânicos, como o ácido cítrico, e bases carbonadas, como o bicarbonato de sódio, principalmente. A reação desses comprimidos com água produz e libera gás carbônico (CO2), responsável pela formação de bolhas e pela eructação (arroto) após a ingestão do medicamento.
Graças aos mecanismos da efervescência, os comprimidos desse tipo, em geral, são mais vantajosos se comparados a outros veículos de uso oral (como cápsulas, drágeas e comprimidos não efervescentes). A liberação de gás nessas reações agita o líquido, fazendo com que o comprimido seja dissolvido de forma mais rápida. Outra vantagem é a melhor absorção: após a efervescência, o princípio ativo do medicamento está mais solubilizado, o que proporciona uma melhor assimilação do organismo. Devido a formato efervescente, esses comprimidos ainda permitem que uma dose maior do medicamento seja incorporada numa única porção.
Além de antiácidos, hoje em dia também são formulados outros tipos de medicamentos em forma de comprimidos efervescentes, como, por exemplo, ácido acetilsalicílico e ibuprofeno (anti-inflamatórios), paracetamol (analgésico e antitérmico) e alguns suplementos vitamínicos.
Fonte: http://www.infoescola.com/quimica/efervescencia/

10 de fev. de 2014

Tetrodotoxina (TTX)

Tetrodotoxina é uma potente neurotoxina. O envenenamento é causado pela ingestão de toxina produzida nas gônadas e vísceras de alguns peixes da classe Tetraodontiformes, à qual pertence o peixe baiacu. É fatal para o homem, por causar paralisia dos músculos respiratórios. A tetrodotoxina e a saxitoxina são as mais potentes conhecidas.
Esta potente neurotoxina é não-proteica, termoestável e não modifica as características sensoriais do alimento. A produção dessa toxina é de origem bacteriana (e não de alga), pois é comum bactérias associarem-se à animais marinhos. Cepas da família da VibrionaceaePseudomonas sp. ePhotobacterium phosphoreum são causadoras desta produção. A despeito dos cuidados na preparação, no Japão ainda são responsáveis por casos fatais, contabilizando-se cerca de 50 mortes por ano. A importação desse peixe é proibida em alguns países. Um potencial perigo permanece em relação a possíveis erros em seu preparo.
A intoxicação por esta biotoxina ocorre devido a ingestão do baiacu e de outras espécies que produzem a tetrodotoxina. Após ingestão do peixe o período de incubação é de 20 minutos a 3 horas, havendo relato de casos com início dos sintomas 2 a 3 minutos após a ingestão. No Japão é um problema de saúde pública, pois faz parte da culinária tradicional. É considerada uma iguaria preparada e vendida em restaurantes especiais com indivíduos treinados e licenciados capazes de remover cuidadosamente as vísceras para reduzir o perigo de envenenamento.
O primeiro sintoma de envenenamento é uma dormência dos lábios e da língua. O sintoma seguinte é o aumento de parestesia de face e extremidades, que pode ser acompanhada de sensação de leveza ou flutuação. Dor de cabeça, rubor facial, dor epigástrica, náusea, diarréia e ou vômito podem ocorrer. Dificuldade para andar pode ocorrer nessa fase que evolui para o aumento da paralisia, com dispnéia. A fala é afetada e a pessoa envenenada apresenta comumente cianose e hipotensão, com convulsões, contração muscular, pupilas dilatadas, bradicardia e insuficiência respiratória. O paciente, embora totalmente paralisado, permanece consciente e lúcido até o período próximo da morte. O óbito ocorre dentro de 4 a 6 horas, podendo variar de cerca de 20 minutos a 8 horas.
O diagnóstico presuntivo é feito com base no quadro clínico e história de ingestão recente do baiacu. É importante estabelecer o diagnóstico diferencial com outras síndromes causadas por toxinas naturais, em especial, as produzidas por frutos do mar e o botulismo. As medidas de controle são feitas por notificação. As medidas preventivas são feitas com orientações sobre o risco de ingestão do peixe baiacu e outras espécies que produzem a tetrodoxina.

7 de fev. de 2014

Cerâmica

Muito popular e presente em nosso cotidiano, e há muito tempo, é comum que não prestemos atenção a aspectos químicos ou históricos da cerâmica. Significando argila queimada, a cerâmica é produto final de produção de artefatos a partir da argila como matéria prima. Tratam-se de materiais de natureza inorgânica, sólida e não metálica, submetidos a altas temperaturas de manufatura. Quimicamente, apresenta geralmente constituição de óxidos metálicos, podendo conter também misturas iônicas.
Sem maiores detalhes, se pode classificar a cerâmica em dois grandes grupos, a cerâmica tradicional e a cerâmica de natureza avançada:
  • CERÂMICA TRADICIONAL: é aquela utilizada em revestimentos diversos, que vão desde azulejos até vasos para cultivo. Tijolos também são produzidos a partir desta cerâmica, assim como qualquer outro objeto que não requer uma maior sofisticação.
  • CERÂMICA AVANÇADA: são materiais de engenharia, obtidos a partir de uma matéria prima mais purificada, que pode ser a mesma que dá origem à cerâmica tradicional, mas está em um estado maior de pureza. Utiliza-se esse tipo de cerâmica, por exemplo, em tijolos refratários para churrasqueiras e alguns fornos.
Quanto a seu aspecto histórica, a cerâmica está entre os materiais manufaturados mais antigos que se tem notícia, datando de mais de 20.000 anos a.C., onde peças foram encontradas por arqueólogos na Checoslováquia. Também na região do Japão foram encontradas importantes peças muito antigas, as quais serviram para se conhecer a matéria prima utilizada na época para a fabricação de diversos instrumentos e utensílios. Nas culturas babilônicas e assírias também se encontram objetos elaborados a partir da argila cozida, em texturas de alto brilho, o que era conseguido a partir de óxidos metálicos, conforme ainda é utilizado hoje em dia. Na região brasileira já foram encontradas peças aproximadamente com essa data, em solo Amazônico, em formas mais rudimentares.
A aplicação da argila para o fabrico de objetos desde tempos remotos não se deve ao acaso. Sua capacidade de ser misturada à água, sob determinadas proporções, e então ser moldada e endurecida pelo aquecimento fez com que pudesse ser utilizada para diversos fins, desde a armazenagem de sólidos e líquidos, em um passado distante, até o seu trabalho mais elaborado, como se observa hoje em dia, em diversos objetos de decoração.
A indústria da cerâmica, após a Segunda Guerra Mundial, se desenvolveu com grande avidez, de modo que os preços dos objetos baixaram, tornando possível a utilização deste material por uma maior parcela da população. Novas tecnologias surgiram, e matérias primas de mais fácil obtenção fazem hoje da cerâmica um dos objetos manufaturados a partir fonte natural mais presentes em nossas vidas.
Há uma publicação especializada, a partir de uma associação, a respeito do tema, conforme pode ser visto:
“A Revista Cerâmica, órgão oficial da Associação Brasileira de Cerâmica (ABC) publica contribuições originais de interesse na área de cerâmica, compreendendo arte cerâmica, abrasivos, biocerâmicas, cerâmicas avançadas, cerâmica branca, cerâmica de mesa, cerâmica eletroeletrônica, cerâmica estrutural, cerâmica magnética, cerâmica nuclear, cerâmica óptica, cerâmica química, cerâmica termomecânica, cerâmica vermelha, cimento, compósitos de matriz cerâmica, materiais refratários, materiais de revestimento, matérias-primas, vidrados, vidros e vitrocerâmicas, análise microestrutural, ciência básica, instrumentação, processos de fabricação, síntese de pós, técnicas de caracterização etc”.

Fonte: http://www.infoescola.com/materiais/ceramica/

5 de fev. de 2014

Por Que Os Metais Parecem Mais Frios Que A Madeira ?

Você já percebeu que num mesmo ambiente, se tocarmos num objeto feito de algum metal ele parecerá mais frio do que um objeto de madeira? Por que isso acontece?
Para entendermos o que acontece temos primeiro que saber o que significam alguns conceitos tais como energia térmica, temperatura e calor, para que não haja nenhuma confusão.
As moléculas, átomos ou íons que compõem os materiais estão em constante agitação, que é o seu movimento térmico. A soma das energias de todos os átomos ou moléculas de um copo é a sua energia térmica.
Quanto maior for a agitação dessas partículas, maior será a temperatura do corpo. Assim, a temperatura dos materiais é relacionada com a intensidade dessa agitação e não com o nosso tato, pois ele não é confiável. Por exemplo, ao pegarmos na maçaneta de metal ela parece estar mais fria que a porta de madeira, no entanto, elas estão num mesmo ambiente e por isso as suas temperaturas são as mesmas.
No entanto, quando dois objetos de temperaturas diferentes são postos em contato, ocorre a transferência de energia térmica do corpo com maior temperatura para o de menor temperatura, até atingirem o equilíbrio térmico. O calor é exatamente isso, não é algo estático, mas pode ser definido como a transferência de energia térmica entre corpos de diferentes temperaturas.
Assim, num dia frio, por exemplo, a nossa mão está com uma temperatura mais elevada que a maçaneta e do que a madeira da porta, por isso, quando as tocamos flui calor de nossa mão para esses objetos. Esse processo é chamado de condução, onde a energia térmica passa de partícula para partícula no meio.
Acontece que os metais são ótimos condutores de calor, enquanto que a madeira é péssima condutora, sendo inclusive usada como isolante. Isso significa que como os metais são bons condutores térmicos, a taxa de transferência de energia de nosso corpo para o metal ocorrerá mais rapidamente do que a taxa de transferência de energia para a madeira.
Para se entender melhor, é como se os metais “roubassem” o calor da nossa mão mais rapidamente e por isso sentimos aquela sensação de frio (não porque a temperatura do metal está menor, mas porque a temperatura da nossa mão diminuiu devido ao fluxo rápido de sua energia térmica para o metal).  Ao tocar na madeira, entretanto, o calor vai fluir bem devagar e não haverá a sensação de frio.
É por esse mesmo motivo que os seguintes fatores acontecem:
  • Quando pisamos num chão de cerâmica achamos que ele está mais frio do que quando pisamos num piso de madeira;
  • Quando aquecemos uma panela feita de metal, ela fica quente, enquanto que o seu cabo de madeira não fica;
  • Uma colher de madeira não esquenta quando colocada numa panela quente, mas uma de alumínio sim;
  • A água num copo de alumínio parece que está mais fria, no entanto, isso é mentira. Na verdade, esses recipientes têm a desvantagem de a bebida “esquentar” mais depressa, ou seja, o copo perde calor para a água. É por isso que o copo fica mais frio, mas a bebida fica mais quente.
Fonte:http://www.mundoeducacao.com/quimica/por-que-os-metais-parecem-mais-frios-que-madeira.htm

31 de jan. de 2014

A Veracidade do Ouro

Quem nunca ouviu esta expressão: “Comprar gato por lebre”. Trata-se de vender uma mercadoria com preço elevado, sem que a mesma tenha este valor. E pensar que este golpe é bem antigo e já atingiu até mesmo o ouro, um dos elementos conhecidos pelo homem desde os primórdios da civilização (2600 a.C.).
Como é muito raro, este metal precioso já foi alvo de golpes como o do “Ouro de Tolo”. A descoberta de uma pedra muito parecida com o ouro, denominada de Pirita (FeS2), foi motivo para enganar muita gente na Antiguidade. Essa pedra é muito inferior se comparada com o ouro, mas possui semelhanças físicas como cor, brilho, e por isso se passava por ele, e o pior: era vendida como tal, daí a expressão: “Comprar gato por lebre”. Mas nada que se compare com as valiosas propriedades do ouro, como sua estabilidade que não permite ser atacado por nenhum reagente.

Para não ser enganado é preciso saber algumas propriedades do ouro, como por exemplo, a de formar ligas metálicas, veja como é possível obter os seguintes tipos de ouro com a mistura de outros metais:

Ouro branco: liga de ouro que contém 20 a 50 % de níquel.
Ouro 12 quilates: mistura de 12 gramas de ouro + 12 gramas de prata (ou cobre).

Ouro 18 quilates: mistura de 18 gramas de ouro + 6 gramas de prata (ou cobre).

As ligas garantem uma maior dureza ao material, o que torna possível a confecção de jóias como anéis, pulseiras e colares. Com o ouro 100 % puro (24 quilates), chamado de ouro nativo, não é possível obter objetos, uma vez que ele é maleável, ou seja, não possui consistência.

Se o que te preocupa é comprar o “Ouro de Tolo”, saiba que existe um teste muito rápido que permite identificar se é ouro ou pirita: a passagem de corrente elétrica permite diferenciar as espécies, ouro conduz corrente elétrica e pirita não. 

20 de dez. de 2013

Arroz Preto

Para sugerir a troca do consagrado arroz branco pelo nada sugestivo arroz preto teremos que apresentar bons argumentos, acompanhe então a análise comparativa da composição do arroz preto e do integral.
Comecemos pela quantidade (em gramas) de vitaminas B1 de ambos os tipos:

Arroz preto: 0, 34 mg
Arroz integral: 0,26 mg

Como vemos, o arroz preto é mais vitaminado. Essa característica torna o alimento essencial para a transformação de açúcar em energia e ainda auxilia no funcionamento dos sistemas cardiovascular e nervoso.

No quesito proteínas, o arroz preto também leva a vantagem, neste caso é uma boa pedida para os vegetarianos, já que não consomem a maior fonte da substância (carne). A quantidade de proteínas do arroz preto é de 9.8 g contra 7, 3 g presentes no arroz integral.

Agora uma má notícia para os gordinhos, em se tratando da quantidade de gorduras, o arroz preto também sai na frente, o que não é nada apreciável para aqueles que desejam perder peso. Por outro lado, para as mulheres que precisam realizar a reposição hormonal, a gordura presente nos alimentos não pode faltar, então compare:

Arroz preto: 2 g
Arroz integral: 1,9 g

Não podíamos nos esquecer do Magnésio (Mg), o mineral responsável pela fixação de cálcio nos ossos. Neste caso não restam dúvidas, o arroz preto dispara na frente.

Arroz preto: 190 mg de Mg
Arroz integral: 110 mg de Mg

*Nota: A análise foi feita para uma proporção de 100 gramas de cada tipo de arroz.

Diante das vantagens expostas, é hora de repensar a cor do cereal presente em sua alimentação diária: preto ou branco? A sua saúde opta pela melhor escolha.

Cristal Líquido

A denominação cristal liquido  talvez ainda possa ser incomum para muitas pessoas, mas certamente a utilização dessas substâncias em materiais de alcance  geral não a é. Diversos aparelhos de nosso cotidiano utilizam cristais líquidos para seu funcionamento, como os monitores, por exemplo, que vão desde uma simples calculadora portátil até um televisor de alta capacidade de produção de imagens.
cristal liquidoA química de um cristal líquido é relativamente simples, e fácil de ser explicada. Geralmente tratam-se de moléculas longas, semelhantes a tubos. Quando essas moléculas se encontram na fase líquida, não apresentam orientação estabelecida, ou seja, seu comportamento é aleatório (randômico). Quando constituem uma fase líquida que pode ser denominada de cristalina, suas moléculas já passam a apresentar uma certa organização molecular. Então se tem um cristal líquido.
Um cristal líquido, sob certa organização molecular, pode ser classificado como nemático, esmético ou colestérico, dependendo fundamentalmente da orientação especifica de suas moléculas constituintes, conforme pode ser observado na figura abaixo.
Diferentes formações de um cristal liquido.
Diferentes formações de um cristal liquido.
  • Cristais líquidos nemáticos: nesse tipo de orientação, as moléculas estão alinhadas de modo paralelo, ou seja, ao longo de seus eixos mais longos. Nessa estrutura, não há organização em relação à parte lateral da molécula. Seria como alguém segurando uma porção de canetas, não alinhadas entre si.
  • Cristais líquidos esméticos: nesse tipo de orientação, além da paralela existente nos cristais líquidos nemáticos, ocorre também uma maior organização com relação à extremidade das moléculas. No exemplo acima, as canetas estariam mais alinhadas com relação às suas pontas. Esse tipo de cristal líquido pode apresentar as moléculas alinhadas perpendicularmente em relação umas às outras ou ainda inclinadas com relação às camadas de empilhamento molecular, sem, no entanto, ocorrer alterações significativas em suas propriedades.
  • Cristais líquidos colestéricos: um cristal líquido do tipo colestérico apresenta um alinhamento molecular ao longo dos eixos, conforme o modelo nemático. A diferença é que há uma organização em camadas, de modo que em cada plano as moléculas estão torcidas umas em relação às outras. A denominação adotada provém do colesterol, visto que muitos de seus derivados adotam essa estrutura.
Devido a sua natureza, os cristais líquidos colestéricos apresentam um maior número de aplicabilidade, uma vez que sua organização molecular sob a forma de um espiral torna possível que alterações de temperatura e pressão alterem a ordem de suas camadas, e, consequentemente, sua coloração. Podem assim ser utilizados para o monitoramento de temperaturas, sendo que alguns termômetros utilizam tais moléculas como principio de funcionamento.

18 de dez. de 2013

Petróleo de Alta Densidade

 
 O petróleo é uma substância oleosa, com cheiro característico e de cor variando entre o negro e o castanho escuro. O Petróleo comum já é um líquido viscoso, mas em se tratando de alta densidade, temos o chamado Petróleo extrapesado.
O Brasil se destacou pela primeira produção de petróleo extrapesado em campos marítimos no mundo. Entre as jazidas com alta concentração deste combustível fóssil, a que mais se destaca é a Bacia de Siri, localizada no campo de Badejo, no litoral do Rio de Janeiro. Os poços de extração se localizam a 95 metros de profundidade e a 80 quilômetros da costa, e tem a capacidade de extrair 15 mil barris por dia.

O petróleo extrapesado, também conhecido como ultraviscoso, tem a densidade duzentas vezes comparada à da água.
Sendo este óleo tão viscoso, como é possível extraí-lo do interior da jazida?
Como já foi dito, a Jazida se localiza a 95 metros de profundidade, neste caso são usadas as bombas de sucção especial, mais potentes que as usadas para extrair o petróleo comum (menos denso).

A utilização do petróleo de alta densidade é mais restrita, sendo destinada à produção de cimento asfáltico e combustível naval. 

13 de dez. de 2013

Lavando A Dengue

A Dengue é uma doença infecciosa, a transmissão se dá pela picada do mosquito Aedes aegypti. Ela se tornou um dos principais problemas de saúde pública no mundo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países.
A dengue está se expandindo rapidamente, as epidemias geralmente ocorrem no verão e a grande preocupação é que nos próximos anos a transmissão aumente por todas as áreas tropicais do mundo.

Contudo, a dengue pode estar com seus dias contados, quem diria... Um simples sabonete evitar esta doença tão contagiosa! É isso mesmo, um sabonete que espanta o mosquito propagador.

Pesquisadores do Laboratório de Química de uma Universidade do Rio de Janeiro desenvolveram uma fórmula para driblar o Aedes, e o melhor: é uma maneira perfumada e barata de escapar da picada desse traiçoeiro mosquito. A descoberta surgiu da idéia de disponibilizar um produto economicamente acessível à população carente que não têm acesso a ferramentas mais sofisticadas de combate à dengue.

O sabonete já passou por testes rigorosos como esse: o produto foi aplicado no braço de um voluntário e este o introduziu em um recipiente lotado de insetos da espécie Aedes aegypti, o que aconteceu? Os mosquitos não picaram o braço do voluntário.

Mas qual é o princípio ativo desse milagroso sabonete? A fórmula contém substâncias repelentes: uma mistura de glicerina com essências naturais de plantas, como o cravo-da-índia, óleo de citronela e capim-limão. Conta ainda com outras substâncias químicas, que ajudam a aumentar o tempo de ação do produto. Seu efeito dura de 5 a 6 horas, e a expectativa é que esteja disponível no mercado para o próximo verão. 

5 de dez. de 2013

O Primeiro Filme de Cinema

 
Sabe aquele filme, visto na penumbra e em boa companhia, saboreando uma deliciosa pipoca, sem contar aquele maravilhoso som de cinema, é isso mesmo: o cinema! Saiba que foram precisos muitos anos para alcançar a tecnologia que é presenciada por nós hoje. Para os fanáticos em acompanhar um bom filme das telas enormes de cinema, é interessante saber como começou essa história.

Foi assim que surgiram os primórdios do cinema: por volta de 1920, a junção da película era um trabalho árduo, era preciso lente de aumento, tesoura e cola, aqueles que realizavam este trabalho precisavam ter a visão muito boa e ainda a memória excelente. Mas o que queremos destacar neste contexto é a presença do composto químico como personagem principal desta história: o Nitrato de celulose. Foi graças a esta substância que surgiram as películas onde eram impressas as primeiras imagens já vistas em filmes.

Nitrato de celulose é um material com alta inflamabilidade, produzido a partir da celulose (polpa da madeira) misturada com ácido nítrico concentrado, foi descoberto no ano de 1846. A característica que permitiu ao Nitrato de celulose ser usado no cinema foi a sua elasticidade, sendo possível esticá-lo em longas tiras que correspondem às películas, aqueles grandes rolos dos filmes antigos de cinema.

O motivo pelo qual a utilização do nitrato de celulose em filmes foi extinta, foi porque ele é altamente inflamável, sabe-se que muitas relíquias de cinema foram consumidas em incêndios provenientes desse composto. 

4 de dez. de 2013

Cânfora

 
 Nativa das regiões do Extremo Oriente, a canforeira  é uma planta medicinal, cujo nome científico é Cinnamomum camphora. Da seiva dessa planta é extraída a cânfora, composto químico de fórmula C10H16O, de cor branca cristalina, aroma característico, sabor levemente amargo, volátil à temperatura ambiente, pertencente à família das cetonas.
A extração da cânfora é feita através da destilação a vapor de partes da canforeira, como a madeira do tronco, galhos e folhas. Também é possível obter essa substância a partir da oxidação do alfa-pineno, composto orgânico que faz parte do grupo dos terpenos.
A cânfora é pouco solúvel em água, mas dissolve-se facilmente em álcool, éter e outros solventes orgânicos. Devido ao forte aroma, a solução de cânfora e álcool pode ser utilizada como repelente de insetos, principalmente traças e baratas.
No final do século XIX, a cânfora passou a ser usada na produção do celuloide, matéria prima na fabricação películas e filmes fotográficos. Na indústria química, utiliza-se a essência de cânfora na produção de pólvora, sabonetes, cremes, loções e outros cosméticos para conferir um aroma agradável e camuflar o odor de determinados ingredientes.
Desde a Idade Antiga, a cânfora é conhecida e aplicada à Medicina. A substância detém diversas propriedades terapêuticas:
  • é antisséptica e, por isso, usada no tratamento de frieiras, ferimentos e na produção de sabões;
  • sob a forma de solução alcoólica, é muito utilizada para o tratamento de contusões , dores musculares, artrite e reumatismo, devido às características anestésicas e levemente analgésicas;
  • atua sobre sistema respiratório, melhorando os movimentos de respiração sem interferir no ritmo;
  • é expectorante, indicada no tratamento de tosses, resfriados e bronquite;
  • estimula a ação do músculo cardíaco e reforça a sístole, o que beneficia a circulação sanguínea;
  • pelas propriedades estimulantes, age o sistema nervoso central, aliviando o estresse;
  • também é usada no controle de hemorragias do útero e como vermífugo natural, dentre muitas outras aplicações
O uso da cânfora deve ser feito de forma moderada, a superexposição a essa substância pode causar efeitos adversos, como, convulsões, vômitos e febre , principalmente em crianças, que são mais susceptíveis.

27 de nov. de 2013

Naftalina


Naftalina é o nome comercial do naftalenohidrocarboneto aromático formado pela união de dois anéis benzênicos, representado pela fórmula química C10H8. Trata-se de uma substância sólida cristalina a temperatura ambiente, de cor branca, odor muito forte, solúvel em água, inflamável e tóxica.
naftalina
Uma das principais formas de obtenção do naftaleno é a partir da destilação do alcatrão de hulha (um tipo de carvão mineral, também conhecido como carvão de pedra). Também é possível obtê-lo a partir do petróleo, porém, em quantidades mínimas, o que torna o processo inviável economicamente. Na indústria petroquímica, a substância pode ser obtida, ainda, pelo reforming catalítico (ou reforma catalítica), processo em que hidrocarbonetos de cadeia normal são transformados em hidrocarbonetos aromáticos (neste caso) através do aquecimento e de catalisadores especiais.
A naftalina é caracterizada, principalmente, pela sua capacidade de sublimação, que é a passagem direta do estado sólido para o gasoso, sem passar pelo estado líquido. Sob a forma de gás, a substância produz um vapor tóxico, e, devido a essa propriedade, é há muito tempo utilizada como repelente de traças e baratas. No comércio, é encontrada sob a forma de bolinhas de naftalina, que são colocadas em armários e gavetas para proteger roupas, tecidos e papéis do ataque desses insetos.
Além de repelente, a naftalina também é utilizada na fabricação de diversos produtos químicos, como corantes, inseticidas, fungicidas, solventes, ácido ftálico, plásticos, lubrificantes, explosivos, resinas sintéticas, entre outros.
No entanto, a toxidade da naftalina não está limitada somente a insetos e microrganismos. O organismo humano, se exposto a grandes quantidades de naftaleno, pode ter sua produção de hemácias comprometida, levando até a umaanemia hemolítica. Alguns estudos apontam, ainda, esse hidrocarboneto como um possível agente carcinogênico, ou seja, capaz de contribuir para o surgimento ou desenvolvimento de certos tipos de câncer. Sabe-se também, que uma exposição frequente e prologada ao produto pode elevar o risco de catarata.
Para evitar a intoxicação por naftalina, vale apostar em algumas medidas de prevenção, como, por exemplo, fazer uso do produto em sua embalagem lacrada, mantê-lo longe do alcance de crianças (pois são mais suscetíveis), não utilizar em roupas infantis, arejar as roupas antes de vesti-las e até mesmo optar por repelentes de menor toxidade, tais como o óleo de cedro, cânfora, alfazema ou serragem. Em caso de contaminação, é necessário buscar orientação médica com urgência.

20 de nov. de 2013

Dopamina

Os neurônios, células do sistema nervoso, têm a função de conduzir impulsos nervosos para o corpo. Para isso, tais células produzem os neurotransmissores, substâncias químicas responsáveis pelo envio de informações às demais células do organismo. Nesse conjunto de substâncias está a dopamina, que atua, especialmente, no controle do movimento, memória, e sensação do prazer.
dopamina 
De forma molecular C8H11NO2, a dopamina é um composto químico derivado do aminoácido tirosina e precursora natural dos neurotransmissores adrenalina e noradrenalina. Ela é produzida, principalmente, numa região do cérebro denominada substância negra; sintetizada por meio da ativação da enzima tirosina hidroxilase; armazenada em pequenas vesículas nos terminais dos neurônios e liberada por meio das sinapses químicas do cérebro.
Esse neurotransmissor desempenha importantes funções no organismo. A primeira delas é a sensação de prazer. No decorrer de circunstâncias agradáveis, a dopamina é liberada, desencadeando impulsos nervosos, que levam a uma sensação de prazer e bem estar. Alimentos saborosos, sexo, jogos e drogas são alguns exemplos de situações que estimulam a ação da dopamina.
A substância atua também na função motora do corpo humano, sendo responsável pela execução de movimentos voluntários, que são aqueles que ocorrem de acordo com a nossa vontade, como por exemplo, a atividade muscular.
Estudos recentes mostram, ainda, que o neurotransmissor está relacionado à capacidade de memorização. Segundo os cientistas, esse sentimento de satisfação e prazer gerado pela ação da dopamina é associado, no cérebro, a momentos também prazerosos, o que faz com as informações fiquem armazenadas por um período maior em nossa memória.
A concentração de dopamina no organismo está relacionada, também, ao surgimento de doenças. O Mal de Parkinson, por exemplo, tem sua origem ligada à falta de dopamina. Isso porque, com o envelhecimento, há a morte natural de neurônios, o que reduz a produção do neurotransmissor. Essa carência de dopamina acaba alterando os movimentos do corpo, tornando-os descoordenados, principal sintoma da doença.
O vício é outro distúrbio associado aos valores de dopamina no organismo. As drogas atuam sobre os receptores dos neurotransmissores, assim, quando o indivíduo faz uso dessas substâncias, o cérebro produz uma grande quantidade de dopamina, aumentando o estado de prazer. Daí a necessidade de consumir a droga constantemente para se ter sempre essa sensação de prazer.
Par estimular a produção e a liberação saudáveis de dopamina, recomenta-se o consumo de alimentos ricos em tirosina como derivados do leite, abacate, abóbora, amêndoa, feijão, nozes, carnes, ovos e outros; evitar o consumo de cafeína e fazer exercícios físicos regularmente.

18 de nov. de 2013

Turbidez da Água

A água  é a molécula básica para toda e qualquer forma de vida. Ao se procurar vida extraterrestre inicia-se sempre pelas possibilidades de existência de água na região suspeita, pois não se pode hoje imaginar o surgimento da vida em um meio que não o aquoso. O volume de água no planeta Terra é de aproximadamente 1,5 bilhão de quilômetros cúbicos, o que corresponde a 71% de sua superfície. Entretanto, a água doce do planeta é limitada, e se tratando da acessível, chega a menos de 1% do valor total. Em vista ao atual consumo, especialistas apontam que enfrentaremos uma crise de abastecimento de água em duas ou três décadas.
turbidez agua 
A utilização mais imediata da água doce é torná-la potável. Uma importante propriedade da água é a turbidez, a qual está diretamente relacionada à sua qualidade como água doce e potável. A turbidez representa a propriedade óptica de absorção e reflexão da luz, e serve como um importante parâmetro das condições adequadas para consumo da água.
A turbidez é causada por partículas sólidas em suspensão, como argila e matéria orgânica, que formam coloides e interferem na propagação da luz pela água. Entretanto, não se pode relacionar unicamente a turbidez à sujeira da água, pois são numerosos os fatores que interferem na absorção e na reflexão da luz, como o tamanho das partículas, sua forma geométrica dispersiva da luz e sua coloração. Pode-se apenas mencionar a turbidez total da água, em uma testagem quantitativa.
A unidade matemática utilizada na medição da turbidez é o NTU, sigla que provém do inglês Nephelometric Turbidity Unit. Os processos de redução da turbidez de uma amostra de água são de natureza física, e consistem na remoção dos resíduos sólidos em suspensão responsáveis pela mesma, como filtrações e decantações. Após o processamento, que também pode se dar por floculação e sedimentação, deve-se chegar a níveis de até 5 NTUs, de acordo com as normas internacionais de controle da água potável. Quando se utiliza de uma filtração adequada, pode-se alcançar níveis ainda menores, que chegam a 1NTU ou menos.
Conforme fora descrito, não se pode atribuir unicamente os níveis de turbidez à qualidade da água. Entretanto, a turbidez pode estar diretamente relacionada à presença de micro-organismos patogênicos à saúde. Alguns especialistas apontam que a presença de partículas sólidas responsáveis pela turbidez pode “proteger” determinados micro-organismos, facilitando a sua proliferação. E ainda águas túrbidas podem estimular o crescimento desses micro-organismos, alterando as propriedades organolépticas da água para consumo.

13 de nov. de 2013

Extintores de Incêndio

 
Uma combustão é a denominação para uma reação química entre um combustível e gás oxigênio (comburente). Substâncias que reagem facilmente com o gás oxigênio (O2) são denominadas de combustíveis. Entretanto, a elevação da temperatura faz com que praticamente qualquer substância possa reagir com o oxigênio do ar, transformando-se em um combustível.
Existem apenas duas formas de se combater uma combustão, partindo-se do princípio que não haja limitação do combustível (a substância que está queimando): a redução da temperatura e a redução de oxigênio.
No caso de se utilizar água para apagar o fogo, o princípio fundamental é o de se resfriar o combustível até uma temperatura inferior ao seu ponto de ignição, e, em um segundo princípio, reduzir-se o contato entre o oxigênio e o combustível. A utilização da água, entretanto, é recomendada apenas para combustíveis sólidos, pois quando se tem um líquido ou um gás queimando a chama pode se alastrar ao se utilizar água. Também jamais se pode adicionar água para chamas provenientes de eletricidade.
A maioria dos extintores, no entanto, não utiliza água como meio de combate ao fogo, mas o gás carbônico (CO2) pressurizado. Nesses, a seguinte equação está presente:
Na2CO3(aq) + H2SO4(aq) →  Na2SO4(aq) + H2O(l) + CO2(g)
Um mol de carbonato de sódio reage com um mol de ácido sulfúrico, ambos no estado aquoso (diluídos em água) produzindo um mol de sulfato de sódio em água, e liberando o gás carbônico gasoso, também na proporção de um mol.
Nessa reação, o gás carbônico é expelido após a abertura do extintor devido a uma forte pressão no interior do extintor a que é submetido, uma vez que a reação está ocorrendo. Sendo mais denso do que o ar, o gás carbônico tende a descer, reduzindo assim o contato do material que está queimando com o oxigênio do ar. Alguns extintores à base de gás carbônico funcionam com este gás liquefeito, mas devem ser manipulados por profissionais, pois podem asfixiar o seu operador pela falta de oxigênio.
Uma outra classe de extintores traz substâncias sólidas como meio de combate às chamas, como é o caso do bicarbonato de sódio, conforme mostra a equação abaixo:
NaHCO3(s) + calor → Na2CO3(s) + H2O(g) + CO2(g)
Pode-se observar que um mol de bicarbonato de sódio no estado sólido, por ação do calor, produz um mol de carbonado de sódio sólido, um mol de água no estado gasoso e libera um mol de gás carbônico, o qual combate a chama pelo mesmo princípio já mencionado. É interessante perceber que a própria chama fornece o calor necessário à decomposição do bicarbonato e consequente liberação do gás carbônico.
Dessa forma, as substâncias de maior importância no combate às chamas são á água e o gás carbônico, razão pela qual são empregadas como princípio químico na grande maioria dos extintores.

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