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8 de jul. de 2013
30 de mai. de 2013
Definição de Química Inorgânica
Inorgânica é a parte da química que estuda, em geral, as substâncias da natureza que não contém carbono.
Das substâncias existentes em todo o mundo 95%, aproximadamente, são de materiais inorgânicos.
Assim como você experimenta uma determinada fruta e a classifica em ácida, doce, amarga, essa parte da química classifica as substâncias e as subdivide em grupos distintos. Essa característica das frutas de apresentarem determinado sabor, diz respeito à sua classe inorgânica pertencente. Várias frutas, como o limão, por exemplo, são cítricas, ou seja, possuem em sua composição o ácido cítrico, sendo assim, se classificam como ácidas.
A química inorgânica apresenta suas substâncias classificadas conforme características físicas e químicas, ou seja, com propriedades semelhantes, são as chamadas funções inorgânicas que são divididas em quatro grupos:
- Ácidos – Quando são dissolvidos em soluções aquosas sofrem ionização liberando o Cátion H+. Exemplo: ácido acético, ácido clorídrico.
- Bases – São substâncias que, quando colocadas em soluções aquosas, liberam o ânion OH- através da dissociação iônica. Este íon OH- também é chamado de hidróxido. Exemplo: Hidróxido de sódio (NaOH), Hidróxido de magnésio Mg(OH)2.
- Sais – Todo composto que, em solução aquosa, sofre dissociação e libera pelo menos um cátion diferente de H+ e um ânion diferente de OH-.
Exemplos: Dicromato de potássio (k2Cr2O7), sulfato de cobre (CuSO4).
-Óxidos – Os óxidos são compostos binários, ou seja, são substâncias formadas por dois tipos de elementos. Exemplo: Óxido de cálcio (CaO), dióxido de carbono (CO2).
Das substâncias existentes em todo o mundo 95%, aproximadamente, são de materiais inorgânicos.
Assim como você experimenta uma determinada fruta e a classifica em ácida, doce, amarga, essa parte da química classifica as substâncias e as subdivide em grupos distintos. Essa característica das frutas de apresentarem determinado sabor, diz respeito à sua classe inorgânica pertencente. Várias frutas, como o limão, por exemplo, são cítricas, ou seja, possuem em sua composição o ácido cítrico, sendo assim, se classificam como ácidas.
A química inorgânica apresenta suas substâncias classificadas conforme características físicas e químicas, ou seja, com propriedades semelhantes, são as chamadas funções inorgânicas que são divididas em quatro grupos:
- Ácidos – Quando são dissolvidos em soluções aquosas sofrem ionização liberando o Cátion H+. Exemplo: ácido acético, ácido clorídrico.
- Bases – São substâncias que, quando colocadas em soluções aquosas, liberam o ânion OH- através da dissociação iônica. Este íon OH- também é chamado de hidróxido. Exemplo: Hidróxido de sódio (NaOH), Hidróxido de magnésio Mg(OH)2.
- Sais – Todo composto que, em solução aquosa, sofre dissociação e libera pelo menos um cátion diferente de H+ e um ânion diferente de OH-.
Exemplos: Dicromato de potássio (k2Cr2O7), sulfato de cobre (CuSO4).
-Óxidos – Os óxidos são compostos binários, ou seja, são substâncias formadas por dois tipos de elementos. Exemplo: Óxido de cálcio (CaO), dióxido de carbono (CO2).
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2 de fev. de 2013
Definição de Césio 137
Todos sabem do perigo do Césio 137, mas em que exatamente consiste este
composto químico? O Césio é um isótopo radioativo resultante da fissão
nuclear de urânio ou plutônio, o problema é que este isótopo se
desintegra e dá origem ao Bário 137m, daí o número 137, a partir deste
acontecimento é que o composto passa a emitir radiações gama.
Os raios gama são extremamente nocivos à saúde porque possuem um grande poder de penetração, eles invadem as células do organismo e podem levar até à morte. O maior acidente originado do Césio 137 ocorreu na cidade de Goiânia em 13 de setembro de 1987, e resultou na morte de mais de 400 pessoas.
O Bário 137 se desintegra em um pó de cor azul e fosforescente, altamente tóxico. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnem) se encarrega de fiscalizar os aparelhos radioativos e o descarte dos mesmos quando não servem mais para serem utilizados, para que não ocorram novos acidentes nucleares.
As conseqüências para a saúde de uma contaminação radioativa são: doenças como câncer, hipertensão e distúrbios variados.
Os raios gama são extremamente nocivos à saúde porque possuem um grande poder de penetração, eles invadem as células do organismo e podem levar até à morte. O maior acidente originado do Césio 137 ocorreu na cidade de Goiânia em 13 de setembro de 1987, e resultou na morte de mais de 400 pessoas.
O Bário 137 se desintegra em um pó de cor azul e fosforescente, altamente tóxico. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnem) se encarrega de fiscalizar os aparelhos radioativos e o descarte dos mesmos quando não servem mais para serem utilizados, para que não ocorram novos acidentes nucleares.
As conseqüências para a saúde de uma contaminação radioativa são: doenças como câncer, hipertensão e distúrbios variados.
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8 de jan. de 2013
Eletroquímica #1
A Eletroquímica é
um ramo da química que estuda reações químicas que ocorrem em uma solução
envolvendo um condutor (um metal ou um semicondutor) e um condutor iônico (o
eletrólito), envolvendo trocas de elétrons entre o eletrodo e o eletrólito.
Este campo científico abrange todos os processos químicos
que envolvam transferência de elétrons entre substâncias, logo, a transformação
de energia química em energia elétrica. Quando tal processo ocorre, produzindo
transferência de elétrons, produzindo espontaneamente corrente elétrica quando
ligado a um circuito elétrico, ou produzindo diferença de potencial entre dois
polos, é chamado de pilha ou bateria (que muitas vezes é formada de diversas
células). Quando tal processo é proporcionado, induzido, pela ação de uma
corrente elétrica de uma fonte externa, este processo é denominado de
eletrólise.
História
A primeira pilha eletroquímica foi criada em 1800, por
Alessandro Volta, que utilizou discos (chamados de eletrodos) alternados de
cobre e zinco, separadas por algodão embebido em solução salina. O nome
"pilha" advém da sobreposição dos diversos discos de metal e algodão.
John Frederic Daniell, em 1836, construiu uma pilha com,
eletrodos de cobre e zinco, mas cada eletrodo ficava em uma célula individual,
possuindo um tubo, chamado de "ponte salina", que ligava as duas
cubas, aumentando sua eficiência. Este tipo de dispositivo passou a ser chamado
de pilha de Daniell.
Descrição
Os elementos envolvidos em uma reação eletroquímica são
caracterizados pelo número de elétrons que têm. O número de oxidação de um íon
é o número de elétrons que este aceitou ou doou quando comparado com seu estado
neutro (que é definido como tendo número de oxidação igual a zero). Se um átomo
ou íon doa elétrons em uma reação, seu número de oxidação aumenta, se aceita um
elétron seu número diminui.A perda de elétrons de uma substância é chamada
oxidação, e o ganho é conhecido como redução.
Uma reação na qual ocorrem oxidação e redução é chamada de
reação redox.
Para uma reação ser considerada eletroquímica, deve envolver
passagem de corrente elétrica em uma distância finita maior que a distância
interatômica.
Uma reação eletroquímica é uma reação redox que ocorre com a
simultânea passagem de corrente entre dois elétrodos.
A corrente que circula no meio reacional pode ter duas
origens:
No próprio meio,
quando então tem-se uma pilha eletroquímica.
Gerada por uma
fonte elétrica externa, quando então tem-se uma célula eletrolítica
Em ambos os casos, tem-se sempre dois elétrodos:
Ânodo: elétrodo para onde se dirigem os
ânions ou, alternativamente, onde se formam cátions. Nesse elétrodo sempre
ocorre corrosão, com conseqüente perda de massa, e sempre ocorre oxidação dos
ânions ou, alternativamente a formação dos cátions a partir do metal do
elétrodo (quando então tem-se também uma oxidação).
Cátodo: elétrodo para onde se dirigem
os cátions. Nesse elétrodo ocorre sempre depósito, e também redução dos
cátions.
No estudo dos células eletroquímicas (pilhas ou células
eletrolíticas) mediante a termodinâmica, faz-se uso de uma abordagem de
equilíbrio - a corrente que passa pela célula é infinitesimal, a reação ocorre
mediante pequenas passagens de carga pelos elétrodos (pela lei da conservação
da carga a carga que entra por um elétrodo é a mesma que sai pelo outro).
Nesse caso, a célula se caracteriza por uma força
eletromotriz ou f.e.m. (ε). Na prática pode-se dizer que consiste numa
diferença de potencial em circuito aberto. Essa diferença de potencial é função
de fatores tais como concentração dos reagentes, solvente, temperatura e, em
muitíssima menor contribuição, a pressão.
No meio reacional, os íons tem geralmente diferentes
"velocidades", que normalmente são baixas, devido a viscosidade que
eles têm de vencer. Para se medir tais "velocidades", define-se a
mobilidade de um íon. A mobilidade iônica (u) de um íon consiste na sua
velocidade na direção do campo elétrico de intensidade unitária, e tem unidades
m s-1/V m-1 ou, simplesmente m2 s-1 V-1.
Por outro lado, em regiões próximas aos elétrodos, a
cinética toma outras feições, já que então depende de fenômenos de superfície,
o que forçosamente envolve a noção de energia superficial.
De qualquer modo, os íons movimentam-se e sofrem oxirredução
sempre envoltos em algumas camadas de solvente, ou seja, estão sempre
solvatados. Essa é a razão principal pelo qual os íons se movimentam com
dificuldade.
A solvatação é determinada, em grande parte, por dois
fatores: a carga do íon e seu raio. Como o jogo de interações múltiplas entre
os íons é muito complexo, faz-se uso de simplificações, principalmente quando
se admitem grandes diluições.
De outro modo, a noção de concentração não é inteiramente
útil, no sentido de que não mede diretamente o que acontece. Como sofrem
múltiplas interações, elas se somam de forma complexa, em grandes
concentrações. Então é mais conveniente usar o conceito de atividade.
No caso de uma célula eletroquímica, em função da
complexidade dessas interações, não segue necessariamente a lei de Ohm. Ou
seja, a corrente elétrica não é proporcional à tensão elétrica aplicada à
célula.
Uma pilha útil é aquela na qual o potencial gerado tem
alguma vantagem sobre o custo da pilha. Para obter-se um bom potencial, é
necessário que a diferença entre os potências do ânodo e do cátion seja grande:
o agente redutor deve ter potencial negativo e o oxidante deve ter potencial
positivo.
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3 de jan. de 2013
Propriedades Coligativas #1
Propriedades coligativas das soluções são propriedades
físicas que se somam pela presença de um ou mais solutos e dependem única e
exclusivamente do número de partículas (moléculas ou íons) que estão dispersas
na solução, não dependendo da natureza do soluto. Isso significa dizer que a
quantidade, e não a natureza (como tamanho, estrutura molecular ou massa), das
partículas que estão juntas na solução é que irá influenciar na formação das
propriedades (ou efeitos) coligativas.
Tonoscopia: diminuição da pressão
máxima de vapor.
Ebulioscopia: aumento da temperatura de
ebulição.
Crioscopia: abaixamento da temperatura
de solidificação.
Osmose: pressão
osmótica.
Os três primeiros foram estudados por Raoult, enquanto que o
último foi estudado por Van't Hoff.
Todas as propriedades coligativas surgem da diminuição do
potencial químico do líquido solvente como resultado da presença do soluto. A
diminuição do potencial químico do solvente implica aumento da temperatura em
que ocorrerá o equilíbrio líquido-vapor (o ponto de ebulição é aumentado) e
diminui a temperatura em que ocorre o equilíbrio sólido-líquido (o ponto de
fusão é diminuído).
A origem molecular da diminuição do potencial químico não
está na energia de interação entre o soluto e as partículas do solvente, porque
a elevação também ocorre em soluções ideais (as quais tem entalpia de mistura
igual a zero).
A entropia do gás reflete a ordem de suas moléculas e a
pressão de vapor reflete a tendência da solução em aumentar sua entropia, o que
pode ser conseguido se o líquido evaporar para formar um gás mais desordenado.
Quando o soluto está presente, ele contribui para aumentar a entropia da
solução e a tendência dela em formar gás é diminuida. Assim o ponto de ebulição
é aumentado.
Da mesma forma, o aumento da desordem da solução pela adição
do soluto contribui para que ela não permaneça em seu estado sólido e funda,
diminuindo o ponto de fusão.
A redução do potencial químico é de μ*A (solvente puro) para
μ*A + RT ln xA quando o soluto é presente (ln xA é negativo porque xA < 1).
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3 de out. de 2012
Álcoois - Parte 2
Metanol ou álcool metílico
Líquido muito inflamável.
Ponto inflamável 4ºC (crisol
fechado).
Líquido incolor, com cheiro,
completamente miscível com a água.
Volátil. Ponto de ebulição 65ºC.
Os vapores são invisíveis e mais
densos que o ar e formam com ele mesclas explosivas entre uns 6% e 36,5% em
volume de vapor de metanol. Cuidado com os recipientes vazios que contenham
resíduos.O aquecimento do recipiente origina um aumento da pressão.Perigo de
estourar e explodir.
Os vapores são invisíveis e mais
densos em relação ao ar .No contato com este firmam misturas explosivas.que
variam de 6% até 36,5% em volume de vapor do metanol. Tomar conta dos
recipientes vazios que contenham resíduos dentro.
Quando o recipiente esquentar
produz incremento de pressão. Perigo de estalido e explosão!
Toxicidade:
O metanol é tóxico tanto em
estado líquido ou em estado de vapor. Pode ingressar ao organismo pelo nariz,
boca ou pele (especialmente através de cortes ou ferimentos) e é rapidamente
absorvido pelas vias sangüíneas do corpo.
Ingestão: A ingestão direta
produz a resposta mais rápida, sendo 50 a 100 ml usualmente uma dose mortal,
porém 25 a 50 ml são freqüentemente mortais se o paciente não é tratado
imediatamente. A tolerância individual varia amplamente. Deve- se tomar todas
as precauções para evitar que o metanol não seja ingerido por erro e deve ser
estritamente proibido sorver com a boca.
Inalação: Altas concentrações de
vapores de metanol podem produzir envenenamento agudo depois de breves
exposições. Considera-se que 200 ppm de vapor de metanol em volume (0,25
mg/litro a 25ºC e 1 atm) é o limite máximo permitido na atmosfera para um
trabalho de 8 horas diárias, 40 horas semanais.
Contato com a pele: O efeito
imediato do metanol na pele é a perda da oleosidade e o ressecamento, típicos
também de outros solventes. Contudo o metanol pode também ser absorvido pela
pele e causar os efeitos tóxicos e letais descritos anteriormente.
Exposição aos olhos: Os efeitos
imediatos do metanol são similares aos de outros solventes, sendo recomendado
que se lave rapidamente. Através de contato direto, inalado ou ingerido, o
metanol causa visão turva, uma extrema sensibilidade à luz (fotofobia) e
inflamação (conjuntivite). Exposições severas podem destruir o nervo ótico,
levando à cegueira e causar lesões oculares. Algumas vezes os sintomas oculares
podem desaparecer inicialmente, porém retornam causando cegueira.
Etanol ou álcool etílico
Líquido incolor, com cheiro,
completamente miscível com a água. Volátil. Ponto de ebulição 81ºC. Os vapores
são invisíveis e mais densos que o ar e formam com ele mesclas explosivas.
Cuidado com os recipientes vazios que contenham resíduos.O aquecimento do
recipiente origina um aumento da pressão.¡Perigo de estourar e explodir! O
líquido e seus vapores produzem irritação nos olhos, pele ou vias
respiratórias. Os vapores em altas concentrações podem originar náuseas.
O etanol ou álcool etílico,
apresenta duas funções principais: "commodity chemical" e indústria
de bebidas alcoólicas.
Após a água, o álcool é o solvente mais
comum, além de representar a matéria-prima de maior uso no laboratório e na
indústria química. Na biossíntese do etanol é empregado linhagens selecionadas
de Saccharomyces cerevisae, que realizam a fermentação alcoólica, a partir de
um carboidrato fermentável. É muito importante que a cultura de levedura possua
um crescimento vigoroso e uma elevada tolerância ao etanol, apresentando assim
a fermentação um grande rendimento final. O etanol é inibidor a altas concentrações,
e a tolerância das leveduras é um ponto crítico para uma produção elevada deste
metabólito primário. A tolerância ao etanol varia consideravelmente de acordo
com as linhagens de leveduras. De modo geral, o crescimento cessa quando a
produção atinge 5% de etanol (v/v), e a taxa de produção é reduzida a zero, na
concentração de 6 a 10% de etanol (v/v).
O etanol pode ser produzido a
partir de qualquer carboidrato fermentável pela levedura: sacarose, sucos de
frutas, milho, melaço, beterrabas, batatas, malte, cevada, aveia, centeio,
arroz sorgo etc, (necessário hidrolisar os carboidratos complexos em açúcares
simples fermentáveis, pelo uso de enzimas da cevada ou fúngicas, ou ainda pelo
tratamento térmico do material acidificado).
Material celulósico, como
madeira e resíduos da fabricação da pasta de papel podem ser utilizados. Por
causa da grande quantidade de resíduos de material celulósico disponível, a
fermentação direta desses materiais quando hidrolisados por enzimas
celulolíticas pode ser de grande importância econômica.
Culturas mistas de Clostridium
thermocellum e C. thermosaccharolyticum podem ser usadas. Hemiceluloses e
celuloses são hidrolisadas em monossacarídeos (hexoses e pentoses) por essas
bactérias e os monossacarídeos são fermentados diretamente a etanol.
O processo de produção de etanol:
A produção de etanol é iniciada aerobicamente para
produzir o máximo de biomassa.
O etanol é produzido em três etapas principais:
- Preparação da solução nutriente;
- Fermentação;
- Destilação do etanol.
A química toxicológica:
Etanol (EtOH). A
toxicidade pelo etanol mostra-se relacionada à dose, mas a tolerância varia
amplamente entre os indivíduos. Níveis sangüíneos maiores do que 100 mg/dl
definem, em termos legais, o estado de intoxicação e estão tipicamente
associados com ataxia; com 200 mg/dl, os pacientes estão sonolentos e confusos.
Com níveis acima de 400 mg/dl geralmente há depressão respiratória, sendo
possível à morte.Estudos laboratoriais devem incluir nível de eletrólitos,
glicose, osmolalidade sérica e nível de EtOH no sangue. O nível de EtOH no
sangue pode ser rapidamente estimado pelo cálculo do intervalo de osmolalidade
(osmolalidade medida menos a osmolalidade calculada). O nível de álcool no
sangue em miligramas/decilitro dividido por 4,3 é igual ao intervalo de
osmolalidade, na ausência de outras toxinas de baixo peso molecular.
Nível de álcool no sangue = 4,3 (osmolalidade
medida – osmolalidade calculada)
Álcool isopropílico (AIP). O álcool para uso
externo é o AIP de 70%. Ele é mais tóxico do que o EtOH em qualquer nível
sangüíneo (50 mg/dl = intoxicação, 100-200 mg/dl = estupor e coma). Depressão
respiratória e hipotensão ocorrem quando os níveis sangüíneos são altos.
Náusea, vômitos e dor abdominal ocorrem freqüentemente; também pode ocorrer
hipoglicemia. A avaliação laboratorial comumente revela cetose sem acidose (o
AIP é metabolizado até acetona). Acidose metabólica encontra-se geralmente
relacionada com hipotensão associada. A concentração de AIP no sangue pode ser
medida diretamente ou ser estimada da mesma maneira como o EtOH,
substituindo-se o denominador 5,9 por 4,3.
Metanol (MeOH): É encontrado em líquido para limpar
pára-brisas e em anticongelantes. O esterno contém tanto EtOH quanto MeOH, e o
EtOH presente pode retardar as manifestações de toxicidade pelo MeOH. A
toxicidade pelo MeOH é devida à sua conversão por desidrogenase alcoólica a
formaldeído e ácido fórmico. EtOH retarda esse metabolismo, competindo com essa
enzima. O paciente pode ter sintomas iniciais de letargia e confusão, seguidos
por uma aparente "ressaca". Os sintomas tóxicos consistem de
enxaqueca, sintomas visuais, náusea, vômitos, dor abdominal, taquipnéia e
insuficiência respiratória. Coma e convulsões podem ocorrer em casos graves.O
exame revela caracteristicamente um paciente com desconforto, que pode estar
muito taquipnéico e com acuidade visual diminuída; hiperemia de disco óptico
pode ser de difícil apreciação. Estudos laboratoriais devem incluir CBC,
eletrólitos, BUN, creatinina, amilase, nível de EtOH, nível de MeOH, e GSAs,
que irão revelar uma acidose metabólica com gap aniônico grave. A faixa de
ingesta tóxica é de 15-400 ml. Em geral, o pH e o estado ácido-básico são
melhores previsores da toxicidade do que o nível absoluto. O nível de MeOH em
mg/dl pode ser estimado da mesma forma como o do EtOH, substituindo-se o
denominador 2,6 por 4,3.
2 de out. de 2012
Álcoois - Parte 1
Na presença de bases fortes, os álcoois atuam como doadores. Os álcoois são geralmente ácidos ligeiramente mais fracos do que a água, com valores de pKa entre 16 e 18. Os álcoois são compostos versáteis, e podem ser usados como material de partida para a preparação de uma grande variedade de compostos.
Oxidação de álcoois a compostos carbônicos:
A oxidação de álcoois pode dar origem a um aldeído, uma cetona, ou um ácido carboxílico, dependendo do álcool, do agente oxidante e das condições da reação. Normalmente usam-se compostos de Cr (VI) como oxidantes. A reação de um álcool primário com ácido crômico (preparado por acidificação de soluções de cromato, CrO42-, ou dicromato, Cr2O72-) dá origem principalmente ao ácido carboxílico correspondente:Para se oxidar um álcool primário apenas até ao estado de aldeído não se pode usar ácido crômico, pois este é um oxidante muito forte. Em vez deste, usam-se outras espécies de Cr (VI) (por exemplo clorocromato de piridínio - PCC - ou dicromato de piridínio - PDC) em solução anidra.
Os álcoois secundários são oxidados a cetonas pelos mesmos reagentes que oxidam os álcoois primários:
Os álcoois terciários, por não possuírem hidrogênio ligado ao carbono hidroxilado, não são facilmente oxidados.
Propriedades químicas:
As moléculas dos álcoois, por possuírem o grupo polar OH, pode-se dizer, são ligadas entre si pelos mesmos tipos de forças intermoleculares que agregam as moléculas de água umas às outras - as ligações de hidrogênio. Por essa razão é possível misturar as duas substâncias. Isso, no entanto, verifica-se apenas nos álcoois mais simples (metanol, etanol e propanol). Nesses álcoois, que são líquidos incolores voláteis e de cheiro característico, o grupo OH constitui importante porção da molécula. Com o aumento da cadeia carbônica, todavia, o grupo OH começa a perder importância, pois a maior parte da molécula é um hidrocarboneto. Os álcoois então se tornam mais viscosos, menos voláteis e menos solúveis em água, até chegarmos em álcoois de massa molecular tão elevada que são sólidos e insolúveis em água. A viscosidade e a solubilidade dos álcoois em água também aumenta se o número de hidroxilas aumentar. Quanto maior o número de grupos OH, mais intensas serão as interações intermoleculares e maior serão os pontos de fusão e ebulição dos álcoois.O etanol, em especial, quando misturado com a água na proporção de 95% de álcool e 5% de água, forma com esta uma mistura azeotrópica ou azeótropo. Isto significa que não é possível concentrar o álcool além de 95% através da destilação fracionada. Esta mistura comporta-se como um composto puro, sendo praticamente impossível separar os dois componentes. O álcool puro, chamado álcool absoluto, é muito mais caro e utiliza-se apenas quando estritamente necessário. O etanol a 95% em água tem PE = 78,15o C, inferior aos pontos de ebulição de seus componentes (etanol = 78,3o C e água = 100o C). Os azeótropos que possuem PE superior aos de seus componentes são chamados misturas de ponto de ebulição máximo.
Métodos de obtenção:
Normalmente, os álcoois não parecem livres na natureza. Entretanto, eles são muito abundantes na forma de ésteres, tanto no reino vegetal quanto no reino animal. Além disso, o álcool etílico é obtido em grande escala por processos de fermentação de açúcares.Os principais métodos de obtenção dos álcoois são:
- Hidratação de alcenos
- Hidratação de cicloalcenos
- Oxidação branda de alcenos
- Hidratação de epóxidos
- Reação de aldeídos ou cetonas com reagente de Grignard
- Reação de éteres com HX
- Hidrólise de ésteres
Propriedades químicas:
O grupo OH dos álcoois é a sua parte mais reativa, e estes compostos podem reagir de duas maneiras: rompendo a ligação O-H ou rompendo a ligação C-OH. Neste último caso, sendo o grupo OH um péssimo abandonador, ou seja, difícil de se retirar de uma molécula, geralmente utiliza-se protonar o grupamento, para facilitar a sua saída. Estudando o comportamento químico dos álcoois, pode-se conhecer muito do comportamento químico do grupo hidroxila em outros compostos.
Os
álcoois funcionam como substâncias anfóteras, isto é, comportam-se às vezes
como ácido e às vezes como base, ambos muito fracos. Isso vai depender
principalmente da natureza do outro reagente. A acidicidade dos álcoois se deve
ao fato de existir um hidrogênio ligado a um átomo muito eletronegativo, o
oxigênio. O caráter ácido dos álcoois segue a seguinte ordem de intensidade:
álcool primário > álcool secundário >álcool terciário. Isso ocorre por
causa do efeito indutivo +I do grupo alquilo. Quanto mais radicais existirem,
maior será a densidade eletrônica no oxigênio, e mais fortemente ligado estará
o hidrogênio.
As principais reações dos álcoois são:
- Desidratação
- Eliminação em dióis
- Eliminação em álcoois cíclicos
- Reação com HX diluído
- Reação com HI concentrado
- Reação com cloreto de tionila
- Reação com haletos de fósforo
- Reação com ácidos (Esterificação)
- Reação com aldeídos ou cetonas
- Reação com cloretos de ácidos
Aplicações dos álcoois
Os álcoois mais simples são muito usados, dentre outras coisas, como:- Solventes na indústria e no laboratório
- Componentes de misturas "anti-freeze” - para baixar o ponto de solidificação
- Matéria-prima de inúmeras reações para obtenção de outros compostos orgânicos
- Combustível
- Componente de bebidas (etanol)
- Umectante
- "Anti-freeze" - para baixar o ponto de congelamento da água de radiadores em países frios
- Fluido em breques hidráulicos
- Matéria-prima de plásticos e fibras (poliésteres)
- Solventes
- Tintas
- Plastificantes
- Lubrificantes
- Agente adoçante
- Componente de cosméticos
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