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27 de dez. de 2013

Xisto Betuminoso

Muito abundante na natureza, o xisto betuminoso é uma rocha de origem sedimentar composta por matéria orgânica oleosa denominada betume. Esse material, também chamado de folhelho betuminoso, é proveniente da transformação química de resíduos vegetais ao longo de milhões de anos.
O betume é formado por uma mistura de diversos hidrocarbonetos  e corresponde a cerca de 10% da composição do xisto. A parte oleosa do xisto é consideravelmente fluida e pode ser extraída com facilidade. Para extrair o óleo de xisto, a rocha precisa ser escavada, moída e aquecida a uma temperatura de aproximadamente 500 °C (pirólise). Por meio desse processo será liberado o óleo bruto, que depois deve ser refinado (assim como ocorre com o petróleo).
O óleo de xisto refinado é idêntico ao petróleo de poço e dá origem a diferentes produtos e subprodutos empregados em diversas áreas da indústria:
  • Óleo combustível: usado na indústria como fonte de energia.
  • Gás de xisto: muito semelhante ao gás natural, utilizado na indústria de cerâmica.
  • Enxofre: útil à produção de ácido sulfúrico, fabricação de medicamentos, fertilizantes, alimentos, entre outros.
  • Nafta: empregado na produção de solventes e como combustível industrial.
  • Cinzas de xisto: usado na fabricação do cimento.
  • Calxisto: aplicado à correção da acidez de solos agricultáveis.
  • Xisto retortado: utilizado como insumo industrial na fabricação de vidros, cimento e cerâmica vermelha.
A maior reserva mundial de xisto está nos Estados Unidos, seguido do Brasil, cuja reserva é de 1,9 bilhão de barris de óleo. No Brasil, a substância foi extraída pela primeira vez em 1884, na Bahia e hoje os maiores depósitos brasileiros de xisto estão localizados em São Mateus do Sul, no estado do Paraná. Neste país, a exploração de xisto é administrada pela Superintendência Internacional de Xisto (SIX), da Petrobrás, que pesquisa e desenvolve tecnologias para aproveitamento desse material.
A extração e o processamento do óleo de xisto não são processos simples, o que acaba encarecendo muito o produto obtido e o torna incapaz de competir economicamente com o petróleo. Além disso, trata-se de processos de alto impacto ambiental, com emissão de gases poluentes e poluição de recursos hídricos, além do risco de combustão voluntária de seus resíduos. Por outro lado, considerando a gradativa redução de reservas de petróleo combinada com um consumo cada vez maior de seus derivados, o xisto betuminoso poderá, futuramente, se tornar uma reserva muito importante de energia e de matérias primas.

28 de out. de 2013

Gás Hélio

No ano de 1868, os astrônomos Pierre Janssen e Norman Lockyer descobriam, num de seus estudos, o gás hélio, uma substância química simples, formada por um átomo de hélio (He). Essa descoberta se deu a partir do estudo do espectro da luz solar, daí o nome Hélio, do grego, helios, que significa Sol. Trata-se de um gás incolor, inodoro, monoatômico (ou seja, composto por um único átomo), atóxico, de baixa densidade, inerte à combustão e de menor ponto de evaporação entre todos os elementos químicos.
Na tabela periódica, o gás Hélio é classificado como um gás nobre por apresentar uma alta estabilidade química, não reagindo com nenhum outro elemento em Condições Normais de Temperatura e Pressão (CNTP). Esse gás é muito abundante no universo, encontrado principalmente na composição da matéria de estrelas e em erupções vulcânicas. Nos Estados Unidos se encontra a maior reserva de hélio no mundo.
Por ser menos denso que o ar atmosférico e não ser inflamável, o gás hélio passou a substituir o hidrogênio no enchimento de dirigíveis, balões meteorológicos e de publicidade, além de ser usado para inflar bexigas, que tendem a flutuar quando soltas ao ar livre. Misturado ao oxigênio, o hélio é utilizado em cilindros de ar para mergulhadores de altas profundidades e no tratamento de asma e outras doenças respiratórias graves. Além disso, o gás também é aplicado em indústrias de tecnologia (especialmente de foguetes), trabalhos de imagem por ressonância magnética, na produção de semicondutores e chips de computadores, entre outras aplicações.
Uma curiosidade a respeito do gás hélio é que, quando inspirado, é capaz de distorcer a voz humana, tornando-a mais fina. Isso ocorre porque o gás é 7 vezes menos denso que o ar que respiramos, e dessa forma, faz com que nossa voz se propague com uma maior velocidade (lei da Física: “quanto mais densa for a molécula, menor sua velocidade”). Com o aumento da velocidade, aumenta-se também a frequência do som, o que torna a voz mais aguda e estridente.

23 de out. de 2013

Európio

 
O európio é um metal de transição interna pertencente a família dos lantanídeos, apresenta uma cor cinza prateada, é duro e maleável e possui propriedades semelhantes a do chumbo, logo que exposto ao ar forma óxido de európio.
A descoberta do európio iniciou-se no ano de 1890 com o cientista Boisbaldran quando ele ao analisar uma amostra composta por samário e gadolínio, através de espectrometria observou um espectro diferente, o que levou Demarcay a pesquisar a origem do espectro, descobrir e isolar o metal no ano de 1901.
O európio recebeu este nome em homenagem ao continente europeu, até bem recentemente o európio ainda não tinha sido isolado em sua forma pura em virtude da dificuldade de separação do metal.

Propriedades Físico-Químicas do Európio

  • Símbolo Químico: Eu
  • Número atômico: 63
  • Massa Atômica: 152,0 g mol-1
  • Ponto de Fusão: 822 ° C
  • Ponto de ebulição: 1529° C
  • Densidade: 5,25 g/cm³
  • Estado Físico a 25ºC: Sólido
  • Nox: Eu+3
  • Configuração Eletrônica: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d104p6 5s2 4d10 5p6 6s2 4f7

Quimicamente

O európio é o mais reativo dos lantanídeos, logo que exposto ao ar ele reage com o oxigênio formando óxido de európio, Eu2O3, reage violentamente com água e ácidos concentrados ou diluídos liberando energia e hidrogênio. Sua reação com a água é semelhante a do cálcio. Atualmente o európio é obtido através da reação de seu óxido com o lantânio. Até o presente momento não foi observado ação biológica do elemento, porém o cuidado em seu manuseio é indispensável por tratar-se de um metal com poucas propriedades conhecidas.
Além do oxido, o metal forma outros compostos como hidreto, nitrato, cloreto, sulfato, oxalato, carbonato, acetato e fluoreto segundo as reações:
Reação do európio com ácido sulfúrico:
2Eu(s) + 3H2SO4(l) Eu2(SO4)3(s) + 3H2(g)
Reação do európio com água:
Eu(s) + 3H2O(l) Eu(OH)3 + 3/2H2(g)

Ocorrência, Obtenção e utilização

O európio ocorre na monazita e bastnazita, podendo ocorrer também em outros minérios, porém é mais abundante nos minérios citados anteriormente. É obtido a partir da redução térmica sob vácuo do seu óxido com o lantânio metálico catalisado por tântalo. O európio não possui uso industrial atualmente porém, as pesquisas mostram que o metal possui propriedades de absorção de nêutrons e poderá ser utilizado em reatores nucleares, seus usos  são basicamente:
  • Dopagem de vidros e plásticos pra lasers;
  • Utilização com o fósforo vermelho em tubos de raios catódicos para televisores e laser de infravermelho, e na fabricação de cristal líquido para tela de computadores;
  • Utilização em alguns reatores nucleares como absorvedor de nêutrons. 
Fonte:  http://www.infoescola.com/elementos-quimicos/europio/

23 de set. de 2013

Elementos Cisurânicos e Transurânicos

A tabela periódica  dos elementos possui muitas divisões para ajudar a classificar os elementos que estão compreendidos nela e para isso foi desenvolvida a separação para os elementos que são naturais (cisurânicos) e os artificiais (transurânicos).

Elementos Cisurânicos

São todos os elementos cujo número atômico é inferior ao 92, ou seja, as que antecedem o uranio. Sendo todos elementos naturais, encontrados na superfície terrestre.
Com exceção dos quatros seguintes, que são artificiais:
  • Tecnécio (43)
  • Promécio (61)
  • Astato (85)
  • Frâncio (87)

Elementos Trasurânicos

Os elementos transurânicos são os elementos que possuem numero atômico maior que 92, ou seja, aqueles que vêm após o urânio na tabela periódica, geralmente possuem meia vida curta e são instáveis, sendo elementos artificiais.
São obtidos em laboratórios por meio de fusão ou colisão, quando se bombardeiam núcleos de outros elementos com nêutrons, fazendo com que os mesmos se desintegrem e gerando novos elementos, mas estes por vez são muito instáveis, pois possuem uma grande quantidade de energia, nêutrons e prótons em seu núcleo.  Dependendo do elemento, duram menos que um segundo, se desintegrando novamente e gerando outros elemento de núcleo mais estável e menor.
São reconhecidos pela IUPAC (União Internacional da Química Pura e Aplicada) somente os elementos até o numero atômico 111, mesmo havendo relatos de elementos descobertos de numero atômico 112, 113, 114, 115, 116 e 118.
Representação de uma reação de fusão onde se obtém elementos artificiais, onde o uranio (U) é bombardeado com um feixe de nêutrons, produzindo partícula beta e se transformando em netúnio (Np), o qual por sua vez é instável e se transforma novamente, mas em plutônio (Pu) e juntamente liberando partículas betas.

16 de set. de 2013

Metais Preciosos

 
Recebe a denominação de metal precioso o elemento químico (metálico) de alto valor econômico. Isso se deve basicamente a fatores químicos como a sua baixa reatividade (praticamente não sofrem oxidação, não cedem elétrons), apresentam elevado ponto de fusão  (necessitam de altas temperaturas para seu derretimento) e fatores visuais, prestam-se como material de aparência atrativa, são lustrosos, brilhosos, etc. Uma lista desses metais é bem sucinta, não podendo ficar de fora a platina (Pt), o ouro (Au), a prata (Ag), o irídio (Ir) e o paládio (Pd).
“A principal razão para o quinteto precioso não se deteriorar facilmente é que platina, ouro, paládio, irídio e prata são encontrados puros na natureza, o que não acontece com metais comuns como o ferro. O ferro é encontrado na natureza na forma de óxido de ferro. Na indústria, retiram o oxigênio para deixá-lo puro, mas ele acaba se ligando ao oxigênio do ar e assim fica com o aspecto enferrujado. Outra característica que distingue os metais preciosos é a maleabilidade: eles podem ser derretidos e assumir formatos variados. Daí a razão porque são usados fartamente nas joalherias. O bronze, apesar de aparecer logo após o ouro e a prata nos quadros de medalhas de competições esportivas, não é precioso – é uma liga metálica de cobre e estanho e custa cerca de 10 reais por quilo. Mais valiosos são o irídio e o paládio. Apesar de pouco conhecidos, também vêm sendo considerados metais preciosos e começam a aparecer mais nos catálogos de joalherias”1.
Logo na história humana os metais foram associados às questões econômicas, o que ainda hoje fazemos. Por exemplo, “o penhor, então, surgiu como uma modalidade de empréstimo àqueles que ofereciam seus artigos de valor econômico (geralmente objetos metálicos) em troca de dinheiro. Atualmente, este conserva sua finalidade e continua a fazer parte do cenário econômico brasileiro devido principalmente à sua importância social”2.
Ainda no que se refere a fatores econômicos, os metais preciosos são avaliados em troys, onde 1 troy corresponde a aproximadamente 30g. Assim, de acordo com o Departamento Nacional de Produção Mineral do Ministério das Minas e Energia (2012), a tabela abaixo mostra os valores atribuídos a cada um deles, por troy.
METAL PREÇO (US$)
Platina 1.132,00
Ouro 633,10
Prata 13,64
Irídio 400,00
Paládio 326,00
Embora não tão próximo de nosso cotidiano como o ouro e a prata, a platina realmente se destaca, estando no topo da lista. Suas utilizações estão no meio laboratorial, como catalisador de uma série de processos, e na fabricação de materiais cirúrgicos, como, por exemplo, os pinos de aço cirúrgicos (comumente chamados de pinos de platina). Isso se deve, uma vez mais, às propriedades químicas da platina, destacando-se àquela de baixíssima oxidação, tornando a sua utilização interna segura a uma série de traumatismos.

13 de set. de 2013

Elementos Químicos Radioativos

Existem cerca de 90 elementos químicos estáveis, isto é, que apresentam um átomo de núcleo estável eletricamente. Ocorre que, por apresentar carga elétrica igual (carga positiva), os prótons tendem a tornar o núcleo atômico cada vez mais instável à medida em que vai se chegando a elementos químicos mais pesados, isto é, com uma quantidade maior de prótons aglomerados no núcleo do átomo. Dessa forma, elementos químicos de alto peso molecular tendem a emitir partículas nucleares ou energia para adquirirem estabilidade. Dá-se essa definição no estudo da radioatividade.
Dentre os elementos químicos radioativos, destacam-se o urânio (U), o polônio (Po), o rádio (Ra) e o césio (Cs), os quais servirão como objetos de investigação do presente texto.
O elemento químico urânio possui número atômico 92 e massa atômica 238,07. É extraído da natureza na forma de um óxido, em concentrações minerais baixas. O urânio encerra os elementos químicos naturais, isto é, a partir dele, todos os demais classificados na Tabela Periódica são artificiais. Seu principal óxido é o óxido uranoso, de fórmula molecular UO2, de aspecto negro do qual é extraído cristais de coloração verde. Outro minério de elevada importância é a uraninita, de fórmula molecular U3O8, a qual tem servido de maior fonte de urânio ultimamente. O urânio está na história da radioatividade, tendo sido o elemento responsável pelo descobrimento das emissões radioativas em uma série de experimentos promovidos por Becquerel. Sua série de desintegração radioativa dá origem ao elemento plutônio.
O elemento químico polônio possui número atômico 84 e massa atômica 209. Sua nomenclatura está associada a uma homenagem a Pierre e Marie Curie (Polônia). O polônio pode ser extraído pela sua alta solubilidade em soluções ácidas diluídas. Trata-se de um metal volátil, de baixíssimo ponto de fusão. É tido como uma das substâncias de maior intensidade de emissões radioativas dentre todas as outras.
O elemento químico rádio apresenta número atômico 88 e massa atômica 226,05. Trata-se de um metal alcalino terroso (localizado na Família 2A da Tabela Periódica), sendo muito raro naturalmente. Sua principal fonte é um minério conhecido como pechblenda. Apresenta uma importante emissão gama, a qual é utilizada industrialmente na esterilização de alguns alimentos. Uma de suas séries de desintegrações radioativas forma os elementos hélio e radônio.
O elemento químico césio possui número atômico 55 e massa atômica 132,9. Trata-se de um metal alcalino (Família 1A da Tabela Periódica), sendo encontrado no estado líquido em temperaturas superiores a 28 °C.  É utilizado desde 1967 pelo Sistema Internacional de Unidades (SI) como determinante para a unidade do tempo segundo, sendo que 1 segundo corresponde a 9.192.631.770 ciclos da radiação de seu isótopo 133 entre dois níveis de energia de seu átomo.

29 de ago. de 2013

Cientistas Dizem Ter Encontrado Novo Elemento Químico

Tabela periódica (Foto: Wikimedia/Cepheus) 
Tabela periódica como pode ficar, caso elemento
químico de número atômico 115 seja reconhecido
oficialmente (Foto: Wikimedia/Cepheus)
Uma equipe internacional de cientistas liderados pela Universidade de Lund, na Suécia, diz haver confirmado a existência de um novo elemento químico, segundo uma nota divulgada pela universidade.
Experimentos conduzidos no centro de pesquisa GSI, na Alemanha, reforçam as evidências de que o elemento químico de número atômico 115 foi encontrado.
Os pesquisadores dizem haver "criado" um isótopo do novo elemento, que se transformou em outras partículas por um processo radioativo, de acordo com a BBC.
Os resultados confirmam medições anteriores realizadas por um grupo de cientistas na Rússia, em 2004.
saiba mais
"Este experimento foi muito bem-sucedido e é um dos mais importantes na área nos últimos anos", disse o professor da divisão de física atômica da Universidade de Lund, Dirk Rudolph, segundo a nota da instituição.
Radioativo
O elemento é altamente radioativo e existe por menos de um segundo antes de decair em átomos mais leves, diz a BBC. A pesquisa foi publicada na revista científica "Physical Review Letters".
O átomo de número 115 foi proposto inicialmente por cientistas russos, em 2004. Sua existência ainda precisa ser oficialmente confirmada por órgãos oficiais que fazem medições de química e física.
O potencial novo elemento será analisado por um comitê formado por integrantes da União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac) e da União Internacional de Física Pura e Aplicada (Iupap).
O comitê vai decidir se acolhe a existência do novo elemento químico ou se mais experimentos são necessários antes da confirmação. A Iupac ainda não incluiu o novo elemento químico na tabela periódica oficial mantida em seu site.

24 de jul. de 2013

Elemento Mais Abundante do Universo

O elemento químico mais abundante no Universo é o hidrogênio (H). Estima-se que ele constitui 75% da massa de toda matéria e que representa 93% dos átomos do cosmo. Ele é também o elemento químico mais simples e mais leve, com apenas um próton no núcleo e um elétron em sua eletrosfera.
Já na Terra, o hidrogênio é o nono elemento em abundância e é responsável por 0,9% da massa de nosso planeta*. Ele aparece na forma gasosa (H2), sendo incolor, inodoro, insípido e inflamável, e aparece também combinado com outros componentes, formando ácidos e bases, estando presente na água, em gases vulcânicos, além de formar várias substâncias orgânicas, tais como proteínas, carboidratos e combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural).
Na natureza, o hidrogênio pode ocorrer em três formas isotópicas, hidrogênio (possui 1 próton), deutério (possui 1 próton e 1 nêutron)  e trítio (possui 1 próton e 2 nêutrons, além de ser radioativo). A porcentagem de cada um na natureza é:
H → 99,985%
D → 0,015%
T → traços
Um aspecto relevante para a sua abundância no Universo é que esse elemento é o principal combustível de formação e manutenção da vida das estrelas. Nesses astros, incluindo o nosso Sol, ocorrem reações de fusão, ou seja, a união de núcleos leves que formam um núcleo maior e mais estável, liberando grande quantidade de energia.
A fonte de energia do sol são reações de fusão do hidrogênio
No Sol, a fusão do hidrogênio possivelmente ocorre de acordo com o mecanismo a seguir:
Possível reação de fusão de hidrogênios que ocorre no Sol
Observe que ocorre a união de quatro prótons para formar o núcleo de um átomo de hélio, ocorrendo a liberação de pósitrons. Para que essa reação ocorra, é necessária uma grande quantidade de energia, que é conseguida no Sol com temperaturas elevadíssimas, na ordem de 100 milhões de graus Celsius.
Além disso, quando as estrelas morrem, elas ejetam esses elementos químicos, que se misturam ao material interestelar para formar novas estrelas e outros corpos celestes, incluindo planetas.
O segundo elemento químico mais abundante no Universo é também o segundo mais leve, o hélio, que constitui 23% da massa do Universo visível. Isso significa que somente o hidrogênio e o hélio correspondem a 98% da massa de todo o Universo.
Cerca de 20% do hélio do Universo está nas estrelas, sendo formado no processo de fusão do hidrogênio já explicado. Quanto ao nosso planeta, ele compõe 0,000001% de sua massa.
Muitos cientistas aceitam a teoria de que o hidrogênio se formou no big bang, que acreditam ser uma grande explosão que ocorreu há uns 15 bilhões de anos em resultado da grande concentração da matéria e energia cósmica. Medições astrofísicas são feitas para identificar vestígios dessa explosão e fornecer informações sobre as mudanças que a matéria original do Universo sofreu com o passar do tempo. Uma dessas seria com respeito à composição química homogênea do Universo, em que a relação das massas de átomos de hidrogênio e hélio é de 3 :1, ou seja, 3 g de H para cada 1 g de He.
Os elementos com números atômicos maiores teriam sido gerados pelas transmutações nucleares que ocorrem no interior das estrelas e das supernovas.

22 de jul. de 2013

Propriedades e Reciclagem do Chumbo

 
O chumbo (do latim plumbum) é um elemento químico de símbolo Pb, número atômico 82 (82 prótons e 82 elétrons), com massa atômica igual a 207,2 u.m.a., pertencente ao grupo 14 da classificação periódica dos elementos químicos. À temperatura ambiente, o chumbo encontra-se no estado sólido.
O chumbo é um metal tóxico, pesado, macio, maleável e pobre condutor de eletricidade. Apresenta coloração branco-azulada quando recentemente cortado, porém, adquire coloração acinzentada quando exposto ao ar. É usado na construção civil, baterias de ácido, em munição, proteção contra raios-X, e forma parte de ligas metálicas para a produção de soldas, fusíveis, revestimentos de cabos elétricos, materiais antifricção, metais de tipografia, etc. O chumbo tem o número atômico mais elevado dentre todos os elementos estáveis (RUSSELL, 1994).
É um metal conhecido e usado desde a antiguidade. Suspeita-se que o chumbo está sendo usado pelos humanos por, pelo menos, 7000 anos, porque era (e continua sendo) muito difundido na natureza e de fácil extração. Também é fácil de ser trabalhado por ser altamente maleável, dúctil e de baixo ponto de fusão (MAHAN, 2002).
Uma vez que o chumbo entre em contato com o organismo, o mesmo não sofre metabolização, sendo complexado por macromoléculas, diretamente absorvido, distribuído e excretado. O chumbo, por ser um metal pesado, provoca no organismo humano contaminação crônica, o que exige precaução em seu manuseio. Dessa forma, o processo de reciclagem surge como ideal, mas ainda não é amplamente desenvolvido. Por exemplo, a reciclagem de baterias, tanto no Brasil como no resto do mundo, é a principal fonte de matéria-prima de chumbo metálico secundário, representando 53%. Esses números, peculiares ao chumbo, devem-se a uma característica do metal, que pode ser reciclado indefinidas vezes, sem perder suas características físico-químicas.
Entretanto, fatores econômicos podem vir a melhorar a reciclagem de chumbo, futuramente. Dada a necessidade de controlar a utilização do chumbo devido ao seu poder contaminante, a reciclagem torna-se uma alternativa econômica, sustentável e ecologicamente correta, com tecnologias de processo de fusão e controles de resíduos disponíveis, que garantem uma operação ecologicamente segura (www.revistaanalytica.com.br).


13 de jun. de 2013

Abundância, Obtenção e Isotopia do Cromo

 
O elemento químico cromo apresenta símbolo Cr, número atômico 24 e massa atômica 51u, localiza-se na Tabela Periódica  como um metal de transição. Atualmente  sabemos que depósitos ainda não explorados, ou muito poco, de cromo são ainda abundantes, e concentram-se principalmente no Cazaquistão e na África do Sul.
Os níveis naturais de cromo em águas não-contaminadas podem variar de 1 µg a alguns µg/litro. Já a concentração de cromo nas rochas pode variar naturalmente de 5 mg/kg (rochas graníticas) a 1800 mg/kg (rochas ultramáficas/básicas). Os mais importantes depósitos desse elemento no planeta o contém em sua forma elementar ou em seu estado de oxidação trivalente (+3). Na grande maioria dos solos, o cromo apresenta-se sempre em baixas concentrações, mas valores relativamente altos, de alguns quilos, já foram encontrados em solos não-contaminados. “Quase todo o cromo hexavalente do ambiente se origina de atividades antrópicas. É derivado da oxidação industrial de depósitos de cromo e da combustão de combustíveis fósseis, madeira e papel”.
O cromo pode ser obtido a partir da cromatita, de fórmula molecular (FeCr2O4). Pode ser obtido para fins comerciais aquecendo-se a cromita em presença de elementos como o alumínio ou o silício, através de um processo conhecido como redução química. Atualmente, aproximadamente metade da produção mundial deste mineral, a cromita, é extraída da África do Sul com esta finalidade.  Também a cromita existe em considerável quantidade na ìndia e na Turquia.
“No ano 2000 foram produzidas aproximadamente 15 milhões de toneladas de cromita, da qual a maior parte destina-se ao uso em ligas metálicas (cerca de 70%) como, por exemplo, para a obtenção do ferrocromo, que é uma liga metálica de crômio e ferro, com um pouco de carbono. Outra parte (cerca de 15% aproximadamente) emprega-se diretamente como material refratário e o restante, na indústria química para a obtenção de diferentes compostos de crômio”.
O cromo existe na natureza sob a forma de três isótopos distintos, que são o cromo-52, o cromo-53 e o cromo-54. Dentre eles o mais abundante é o crômio-52, sendo que mais de 80% deste elemento apresenta-se com essa configuração isotópica. Até o momento foram caracterizados 19 radioisótopos de cromo, sendo dentre eles o de maior estabilidade o cromo-50, com tempo de meia-vida (taxa de tempo em que a metade da massa de um radioisótopo sobre decaimento, transmutando-se em outro(s) elemento(s)), superior a 1,8 x 1017 anos.
Uma importante característica desse elemento está relacionada ao mapeamento de meteoritos. “As variações nas relações de crômio-53/crômio-52 e Mn/Cr em alguns meteoritos indicam uma relação inicial de 53Mn/55Mn, sugerindo que as relações isotópicas Mn-Cr resultam do decaimento in situ de 53Mn em corpos planetários diferenciados. Portanto, o 53Cr fornece evidência adicional de processos nucleossintéticos anteriores à formação do sistema solar”.

6 de jun. de 2013

A Vida Nas Estrelas

 
O presente texto traz temáticas de discussão referente ao episódio “A Vida nas Estrelas”, da série Cosmos, de Carl Sagan, produzida pela Revista Super Interessante, apresentada em TV aberta nos anos 80 e recentemente distribuída na íntegra às escolas de Educação Básica do país.
1)  Aproximadamente, qual é o número total de átomos diferentes que constituem o planeta Terra?
O número de átomos diferentes, não considerando os isótopos  (que são átomos de um mesmo elemento químico que diferem entre si por seu número de massa), que constituem o planeta é 92, ou seja, tratam-se dos elementos químicos naturais, e são em número de 92.
2) Em um átomo, o que determina um elemento químico?
Em um átomo típico, o que determina um elemento químico é o número de prótons existente em seu núcleo, e um elemento químico é definido como o conjunto de átomos iguais (de mesmo número de prótons, chamado de número atômico).
3) Quais são as três partículas fundamentais da matéria?
As três partículas fundamentais da matéria são os prótons (localizados no núcleo do átomo, de carga elétrica positiva), os nêutrons (localizados juntamente aos prótons, mas sem carga elétrica) e os elétrons (partículas que constituem a eletrosfera do átomo, dotada de carga elétrica negativa).
4) Dos elementos químicos naturais, qual é o mais simples e qual é o mais complexo?
O elemento químico mais simples é o hidrogênio, de número atômico igual a 1, e o mais complexo é o urânio, elemento de número atômico 92. Número atômico, simbolizado pela letra Z, indica o somatório de prótons existente no núcleo do átomo.
5) 99,9% da matéria do Universo é formada por dois elementos químicos. Quais são eles?
Os elementos químicos mais simples, hidrogênio (Z = 1) e hélio (Z = 92) constituem praticamente toda massa do Universo, sendo que o elemento hélio também é formado a partir da fusão nuclear de átomos de hidrogênio.
6) Onde são formados elementos químicos mais pedados (com maior número de massa)?
Elementos químicos mais pesados, ou seja, de maior massa do que aqueles de Z um ou dois, necessitam de altíssimas temperaturas para serem formados por fusão nuclear; temperaturas de dezenas de milhares de graus. Tais valores de temperaturas somente são encontrados no interior das estrelas. Dessa forma, toda matéria existente no Universo composta por elementos químicos diferentes de hidrogênio e hélio fora formada no núcleo de uma estrela, próxima ao distante de nosso planeta.
7) Dos elementos químicos naturais, apenas dois encontram-se no estado líquido. Quais são eles?
Sob condições Normais de temperatura e pressão (CNTP), apenas dois elementos encontram-se no estado líquido. São eles o bromo (Z = 35) e o mercúrio (Z = 80).

17 de mai. de 2013

Estanho

 
Depois do paleolítico e do neolítico, a liga de estanho e cobre - o bronze - substituiu a pedra na fabricação de armas e utensílios, a ponto de "idade do bronze" tornar-se a designação corrente da terceira fase no desenvolvimento da cultura material dos povos da Europa, Ásia e Oriente Médio.
Estanho é um elemento químico metálico, de símbolo Sn, pertencente ao grupo IVa da tabela periódica. Metal mole de cor branco-prateada, forma compostos estanosos (Sn2+) e estânicos (Sn4+), assim como sais complexos dos tipos estanito e estanato. Ligas de estanho já eram conhecidas antes do ano 3000 a.C., mas não se sabe quando o metal foi isolado pela primeira vez. Civilizações pré-colombianas da América usavam-no para fabricar bronzes e peças que serviam de moeda.


Propriedades e estado natural

O estanho liga-se facilmente com quase todos os metais. Na natureza, pode ser encontrado em estado puro, mas geralmente é extraído da cassiterita, em forma de óxido estanoso, de fórmula SnO2.
No que se refere às características físicas, o estanho é um metal não-tóxico, mole e dúctil, altamente fluido em estado líquido. O baixo ponto de fusão facilita seu uso como revestimento para proteger metais contra oxidação. Reage com ácidos e bases fortes, mas é relativamente inerte frente a soluções neutras. A cor branco-prateada se mantém mesmo quando o estanho é exposto à intempérie, porque o metal forma uma fina película de proteção ao reagir espontaneamente com o oxigênio.
Existem duas formas alotrópicas (estruturas cristalinas distintas): estanho branco (forma beta) e estanho cinzento (forma alfa). A temperatura de transformação da forma beta em alfa é de 13º C, mas a alteração estrutural só ocorre quando o metal é de grande pureza. A transformação inversa se processa a baixa temperatura, mas pode ser evitada através da adição de pequenas quantidades de antimônio, bismuto, cobre, chumbo, prata ou ouro, normalmente presentes nas ligas com fins comerciais.


Ligas e aplicações

Do estanho obtêm-se com facilidade fases intermetálicas (ligas de dois ou mais metais) duras e frágeis. As ligas mais utilizadas são as de cobre e estanho em proporções variadas, que recebem o nome genérico de bronze e podem levar ou não elementos de modificação, como zinco, chumbo e manganês. O estanho também forma ligas para solda (combinado em partes iguais com o chumbo), peltre (75% de estanho e 25% de chumbo) e metal-patente (estanho com pequena quantidade de antimônio e cobre). Elementos de ligação como cobre, antimônio, bismuto, cádmio e prata aumentam sua dureza.
Emprega-se o estanho principalmente em chapas, tubos e fios, por sua ductilidade, maciez, resistência à corrosão e qualidades biocidas. É muito usado como revestimento de aço e cobre. Grande parte do estanho produzido no mundo é consumida no preparo da folha-de-flandres, usada em latas para a indústria de conservas. O revestimento das chapas de aço, nesse caso, pode ser feito por imersão em cubas de metal fundido ou por eletrodeposição, processo que permite obter camadas de espessura muito fina.
Compostos orgânicos e inorgânicos de estanho encontram aplicações industriais. Um dos principais usos dos primeiros, como o óxido de tri-butil-estanho, é como aditivo de tintas envenenadas, para proteção de cascos de navios contra flora e fauna aquáticas. Entre os inorgânicos, o cloreto estanoso, por exemplo, adicionado ao sabão, permite conservar a cor e o perfume, e o óxido estânico serve como acabamento fosco de vidros e esmaltes. Sais de estanho também são utilizados em remédios, espelhos, e papéis para embalar cigarros e chocolates.
No final do século XX, os principais produtores de estanho eram a Malásia, a antiga União Soviética e o Brasil. As jazidas brasileiras de cassiterita ocorrem em Minas Gerais (São João del Rei), São Paulo (Moji das Cruzes), Rio Grande do Norte (Carnaúba do Dantas, Acari e Parelhas), Paraíba (Juazeiro, Picuí e Soledade), Rio Grande do Sul (Encruzilhada do Sul), Goiás (Ipameri, Piracanjuba), Amapá (vale do rio Amapari) e Rondônia.

Fonte:http://www.coladaweb.com/quimica/elementos-quimicos/estanho

23 de abr. de 2013

Américio Radioativo

O elemento químico Amerício é altamente radioativo, ele emite raios gama (γ) e partículas alfa (α). Esse elemento é encontrado em detectores de fumaça, encontrado em lares, escolas, onde se pretende obter maior segurança contra incêndios. Esses detectores são responsáveis por milhares de vidas salvas, já que detecta o incêndio assim que é iniciado.

Outra utilização de amerício é na produção de nêutrons para sondas analíticas. Os raios gama emitidos pelo Amerício são muito penetrantes, mais que os raios X, sendo por isso designado para a aplicação em sondas.

Os raios penetrantes do amerício já foram usados em radiografias para averiguar a quantidade de gordura em tecidos e de minerais nos ossos. Apesar dos benefícios, este elemento é perigoso por sua radioatividade, não exercendo nenhum papel no organismo, pelo contrário, pode destruir as células do corpo. Seu uso em detectores de fumaça deve ser controlado e o descarte destes equipamentos deve ser cuidadoso, para não ocorrer contaminação radioativa.
 

Fonte:http://www.mundoeducacao.com.br/quimica/americio-radioativo.htm

12 de abr. de 2013

Amianto

 Amianto é a denominação dada a silicatos (compostos de sílica - SiO2 - e óxidos de outros metais) fibrosos abundantemente encontrados na natureza. Cerca de trinta minerais podem ser enquadrados nessa terminologia, porém, comercialmente são explorados atualmente as variedades crisotila (amianto branco), que corresponde a 97% do consumo mundial, seguida da amosita (amianto marrom), e da crosidalita (amianto azul). A primeira pertence ao grupo dos serpentinitos, e os demais tipos de amianto estão classificados no grupo dos anfibólios. A distinção entre eles é que as fibras da crisotila são sedosas e crespas, já os anfibólios possuem fibras retas e cilíndricas.
Dentre as características físico-químicas peculiares do amianto podem ser citadas: elevada resistência à abrasão, flexibilidade, isolamento térmico e elétrico, alta tensão à tração etc. Entre suas aplicações destacam-se as de isolamento térmicos e acústicos, refratários, cerâmicos, fibro-cimento, principalmente telhas e caixas d’água, juntas de vedação, matérias de fricção, como pastilhas de freio e embreagens, roupas especiais, papel e papelão, filtros industriais entre outros.
Atualmente, o amianto tem enfrentado a concorrência de várias fibras substitutas, principalmente no setor de fibro-cimento e fricção. No entanto, substitutos estão sendo procurados devido à pressões ecológicas e de saúde, pois o amianto pode causar muitos danos (sobretudo aos trabalhadores que o manuseiam). Devido à sua constituição, esses materiais se dispersam na atmosfera onde permanecem indefinidamente. Assim, é facilmente inalado ou engolido, sobretudo na fase de extração e manufatura de objetos. Além disso, não é eliminado, permanecendo no organismo, e sua ação deletéria é cumulativa, podendo levar entre 10 a 40 anos para que seus efeitos se manifestem.
A exposição prolongada ao pó de amianto pode causar asbestose (doença respiratória provocada pela inalação de fibras de asbestos), câncer do pulmão, mesotelioma (tipo de câncer que ataca a pleura e o peritônio) e outras afecções menos graves. Devido aos efeitos danosos descritos anteriormente, o Governo Federal tem buscado aprovar leis obrigando que o amianto não seja mais utilizado e que materiais alternativos sejam usados como substituto. Os principais concorrentes que tem sido amplamente estudados para possíveis substituições são: PVC (principalmente no segmento de tubos e caixas d’água), fibra de vidro e recentemente o Álcool Poli-vinílico (plástico produzido a partir do acetato de vinila, que é empregado em fibro-cimento).

9 de abr. de 2013

Enxofre

 
Produto utilizado diretamente no caldo misto para o processo de Fabricação de Açúcar Cristal, que tem a finalidade reduzir a cor do caldo e controlar a formação de substâncias coloidais.
Os ônibus usam óleo diesel como combustível, cuja combustão gera inúmeros poluentes agressivos à saúde, sobretudo o dióxido de enxofre (SO2). Os efeitos na saúde são bronquites, dores de cabeça, inflamações na pleura e câncer dos pulmões. O SO2, é um dos responsáveis pela chuva ácida, que devolve ao solo e às águas a poluição lançada no ar.
A chuva ácida afeta a saúde, prejudica a agricultura e danifica automóveis e fachadas de prédios. O efeito estufa, ou aquecimento global do planeta, pode derreter parte das calotas polares, elevar o nível dos mares e inundar os países mais baixos. É provocado pela emissão de gases poluentes, entre os quais o dióxido de carbono (CO2), gerado pela queima de combustíveis fósseis e pelas queimadas de florestas, e o SO2. Os ecologistas reivindicam a dessulfurização - procedimento químico adotado em vários países do mundo, e que retira o enxofre do diesel.
No Brasil, há inclusive uma justificativa econômica para a adoção deste procedimento: poder-se-ia substituir o enxofre importado, usado por indústrias químicas e como corretivo de solos, pelo enxofre retirado do diesel, além de haver ganhos para a saúde e para o planeta. Esse procedimento praticamente não é adotado no Brasil e, só depois de muita luta a Petrobrás implantou o Programa de Diesel Metropolitano. Trata-se de uma seleção de óleos de mais baixo teor de enxofre para os ônibus e caminhões das capitais com maior poluição atmosférica. O padrão máximo que o Brasil tolera de concentração de enxofre no óleo diesel é de 0,5 parte por 100, enquanto a Alemanha utiliza um padrão dez vezes mais restritivo: 0,05 parte por 100, seguindo as recomendações da Convenção sobre Alterações Climáticas do RIO-92 e devido às pressões dos ambientalistas europeus. A partir de 1997, o padrão para as cinco maiores metrópoles do Brasil passou a ser de 0,3 parte de enxofre por 100, mas o controle e o monitoramento do ar são precários.

CARACTERÍSTICAS GERAIS
Produto químico de coloração amarelo esverdeado, forma física de cristais de forma rômbica ou monoclínica, pequenas pedras ou pó, facilmente inflamável, comercializado à granel.
Sulfitação
A Sulfitação consiste em promover o contato do caldo com o gás anidrido sulfuroso (SO2). Sua absorção ocorre nas colunas de sulfitação e tem por finalidade:
  • redução do pH, auxiliando a precipitação e remoção de proteínas do caldo;
  • diminuição da viscosidade do caldo e consequentemente do xarope, massas cozidas e méis;
  • formação de complexos com os açúcares redutores, impedindo a sua decomposição e controlando a formação de compostos coloridos em alcalinidade alta;
  • preservação do caldo contra alguns microrganismos;
  • prevenção do amarelecimento do açúcar cristal branco, por algum tempo, durante o armazenamento;
Nota: Para a produção de Açúcar tipo VVHP não é utilizado a etapa de sulfitação.
Dentre todas as funções da sulfitação, a mais importante fica por conta de sua ação inibidora da formação de cor. 
Operacionalmente é feito o registro de pH do caldo sulfitado para controle e são usuais valores entre 4,7  e 5,2.
A queima do enxofre é realizada em forno rotativo, onde  pequenas quantidades de enxofre são introduzidas no forno, que apresenta grande superfície de combustão, fundindo-se pelo próprio calor de combustão e passa à câmara, completando-se a oxidação, o ar é introduzido entre o forno e a câmara. Esse aparelho possui dispositivo que evita a sublimação do enxofre, o gás que sai desse forno entra em uma coluna com bandejas perfuradas e em contra corrente com o caldo, que sai por baixo da coluna já sulfitado.
O gás sulfuroso é obtido pela combustão direta do enxofre sólido. Como esta reação se processa com excesso de ar e sendo este ar úmido, pode ocorrer a reação complementar de formação de gás SO3, precursor da formação de ácido sulfúrico. 
A reação complementar se processa idealmente entre 400 e 500°C, portanto, o resfriamento rápido do gás de combustão a valores abaixo de 200°C, logo após a sua formação, minimiza a formação de SO3, que além de permitir a formação de ácido sulfúrico (H2SO4) responsável por corrosão das partes metálicas dos equipamentos, permitirá, em reação com a cal, a formação do sulfato de cálcio (CaSO4), o qual é mais solúvel do que o sulfito de cálcio (CaSO3), sendo o primeiro e principal causador de incrustações nos evaporadores. A formação de SO3 acarreta: aumento dos teores de sais no caldo e consumo adicional de enxofre.
O processo deve então ser conduzido no sentido de favorecimento da formação do SO2, que na reação com a cal formará sulfito de cálcio (CaSO3), muito menos solúvel que o sulfato de cálcio (CaSO4) e que, por isso, precipitará, sendo removido na decantação.

21 de mar. de 2013

Clorofluorcarboneto

 
O clorofluorcarboneto, também conhecido como CFC ou cloro-fluor-carbono, é um composto sintético, gasoso e atóxico que pode ser utilizado como solvente, propelente (gás usado em sprays), expansor de plásticos, e como refrigerante em freezers, aparelhos de ar condicionado e geladeiras.
O CFC é tido como o principal causador do buraco na camada de ozônio e desde a descoberta de sua toxicidade na atmosfera (onde pode permanecer por até 75 anos antes de ser destruído), são feitas tentativas de banir o uso do produto.
Estima-se que o CFC seja 15.000 vezes mais nocivo a camada de ozônio do que o dióxido de carbono (CO2). (CENAMO, 2004). Isso porque ao ser liberado na atmosfera o CFC se concentra na estratosfera (onde fica a camada de ozônio) e sofre uma reação chamada fotólise: quando submetido à radiação ultravioleta proveniente do sol o CFC se decompõe liberando o radical livre cloro (Cl) que reage com o ozônio decompondo-o em oxigênio gasoso (O2) e monóxido de cloro (OCl).
O CFC se decompõe liberando o radical livre cloro (Cl):
O cloro então reage com o ozônio formando oxigênio gasoso e monóxido de cloro:
Cl + O3 -> O2< + OCl
O monóxido de cloro reage novamente com o ozônio liberando mais duas moléculas de oxigênio gasoso e uma de cloro que reagirá novamente com o ozônio em um ciclo que se repete até que o cloro finalmente se una a uma substância mais densa que o leve para camadas mais baixas da atmosfera impedindo-o de reagir, ou então, com alguma substância com a qual forme uma ligação forte o suficiente para resistir a fotólise.
OCl + O3 -> 2O2 + Cl
O CFC começou a ser produzido em 1928 como alternativa promissora na substituição de outros gases refrigerantes. Parecia que a General Motors, criadora do produto, tinha descoberto uma mina de ouro: os CFC`s eram fáceis de estocar, de produção barata, estáveis e ainda, bastante versáteis. Sua aplicação se estendia desde a refrigeração, até o uso como solvente.
Em 1974, entretanto, os químicos norte-americanos Sherwood Roland e Mario Molina descobriram que o CFC, embora completamente inofensivo para nós, fazia estragos enormes na camada de ozônio. Assim, em 1978, o CFC, que depois passou a ser conhecido também como “Freon” marca criada pela Dupont, começou a ser relacionado com a destruição da camada de ozônio.
Entretanto, as opiniões estavam ainda bastante divididas e o consumo dos CFC`s no mundo somente crescia até que, em 1987, 150 cientistas de quatro países foram em uma expedição até a Antártida e confirmaram que a concentração de monóxido de cloro sobre a região era cem vezes maior que em qualquer outro lugar do planeta.
Nesse ínterim foi realizada, em 1985, a “Convenção de Viena para a Proteção da Camada de Ozônio” que, junto com as descobertas dos pesquisadores na Antártida, culminou com a assinatura, em 16 de setembro de 1987, do Protocolo de Montreal onde ficou acordado o banimento gradativo do CFC e sua substituição por outros gases que não agredissem a camada de ozônio. O Brasil aderiu ao Protocolo de Montreal em 1990 com a meta de banir o CFC até 2010.
Devido à assinatura do Protocolo de Montreal, o dia 16 de setembro é considerado o Dia Mundial de Proteção à Camada de Ozônio.
Hoje em dia sabe-se que existem outros produtos químicos que também agridem a camada de ozônio como o metil clorofórmio e o brometo de metila. Até mesmo alguns dos substitutos do CFC são considerados prejudiciais a camada de ozônio porém em escala bem menor.
Alguns tipos de CFC e seus substitutos (CETESB):
CFC –> Substituto
CFC-11 (triclorofluormetano) –> HCGC-123
CFC-12 (Diclorodifluormetano) –> HCFC-134a; R-401A; R-401B; R-409A.
R-13/R-503 –> R-508B
CFC-114 –> HCFC-123; HCFC-124.
R-502 –> R-402A; R-408A; R-404A; R-507C; HCFC-22.
Outros tipos de substâncias que destroem a camada de ozônio (Decreto Estadual N. 41.629 de 10/03/97, São Paulo):
CFC-11 (triclorofluormetano)
CFC-12 (Diclorodifluormetano)
CFC-113 (1.1.2-Tricloro-1.2.2-trifluoretano)
CFC-114 (1.2-Diclorotetrafluoretano)
CFC-115 (Cloropentafluoretano)
Halon 1211 (Bromoclorodifluormetano)
Halon 1301 (Bromotrifluormetano)
Halon 2402 (Dibromotetrafluoretano)
CFC-13 (Clorotrifluormetano)
CFC-111 (Pentaclorofluoretano)
CFC-112 (Tetraclorodifluoretano)
CFC-211 (Heptaclorofluorpropano)
CFC-212 (Hexaclorodifluorpropano)
CFC-213 (Pentaclorotrifluorpropano)
CFC-214 (Tetraclorotetrafluorpropano)
CFC-215 (Tricloropentafluorpropano)
CFC-216 (Diclorohexafluorpropano)
CFC-217 (Cloroheptafluorpropano)
CCl 4 (Tetracloreto de carbono)

26 de fev. de 2013

Hidrogênio

1- A ligação de hidrogênio

A ligação de hidrogênio, também conhecida como pontes de hidrogênio, é um enlace químico em que o átomo de hidrogênio é atraído simultaneamente por átomos muito eletronegativos, atuando como uma ponte entre eles. As ligações de hidrogênio podem existir no estado sólido e líquido e em soluções. É condição essencial para a existência da ligação de hidrogênio a presença simultânea de um átomo de hidrogênio ácido e de um receptor básico. Hidrogênio ácido é aquele ligado a um átomo mais eletronegativo do que ele, de maneira que o seu elétrons sofra um afastamento parcial. Receptor básico é uma espécie química que possua um átomo ou grupo de átomos com alta densidade eletrônica, sendo que o ideal é a presença de pelo menos um par de elétrons livres.
A ligação de hidrogênio pode ser de dois tipos:

- Intramolecular - Nesse caso a configuração espacial da molécula é favorável à formação da ligação entre um grupo doador e um receptor de prótons dentro da própria molécula.

- Intermolecular - Envolve o grupo doador de prótons de uma molécula e o grupo receptor de prótons de outra molécula.


2- Ligações na água e no gelo

A molécula de água apresenta dois pares de elétrons ligantes e dois pares não ligantes. O ângulo de ligação esperado seria de 109o28' (geometria angular). No entanto, verifica-se experimentalmente que esse ângulo é de 104o5'. Isso se deve ao fato de que a repulsão existente entre pares eletrônicos não ligantes é mais intensa do que entre pares ligantes, o que causa um fechamento do ângulo de ligação.
No estado sólido as moléculas de água se agrupam de maneira a formar tetraedros (unidas por ligações de hidrogênio) e dispõem-se linearmente, em camadas. Por se rearranjarem em tetraedros, as moléculas de água no gelo ocupam um volume maior, o que causa uma diminuição da sua densidade, já que d = m/V. Isso explica o fato de uma pedra de gelo flutuar na água.


3- Ligações policêntricas

O hidrogênio pode formar ligações especiais com elementos que possuem baixa densidade eletrônica, como o boro, com o qual pode formar o composto BH3. Este, porém, é instável à temperatura ambiente, e é substituído pelo composto de fórmula B2H6 (borano), com uma estrutura esquematizada abaixo:
Como cada ligação envolve três núcleos atômicos, esse tipo de ligação é dito tricentrada. Cada linha vermelha tracejada é uma ligação que envolve apenas um elétron. Assim, os pares eletrônicos do hidrogênio fazem parte também dos átomos de boro.


4- Estados de oxidação

O hidrogênio poder ter dois estados de oxidação: +1 e -1. O primeiro ocorre quando ele se liga a elementos mais eletronegativos. O hidrogênio com carga positiva corresponde a um próton, e como se trata de um cátion de volume extremamente pequeno, sua carga elétrica é mais intensa, conseqüentemente, gera um maior campo elétrico, o que lhe confere alto poder polarizante. O estado de oxidação negativo ocorre quando o hidrogênio se liga a elementos menos eletronegativos (geralmente metais). Os compostos mais importantes em que o hidrogênio adquire carga -1 são chamados hidretos.
Os hidretos podem ser:

Covalentes ou moleculares - São formados quando o hidrogênio se liga a elementos com eletronegatividade próxima à sua. Estes hidretos geralmente são líquidos ou gases. Ex: SiH4 (silano), PH3 (fosfina), AsH3 (arsina).
Iônicos ou salinos - São formados quando o hidrogênio se liga a metais alcalinos ou alcalino-terrosos (com exceção do berílio e do magnésio). Os hidretos do grupo IA são mais reativos do que os do grupo IIA, e esta reatividade cresce se formos descendo em um mesmo grupo. Estes hidretos possuem elevado ponto de fusão.
Metálicos ou intersticiais - São formados quando o hidrogênio se liga a elementos do grupo d ou f. Apresentam brilho metálico, conduzem corrente elétrica, possuem propriedades magnéticas e são menos densos que os metais que lhes deram origem. A densidade mais baixa se deve ao fato de ocorrer uma expansão da nuvem eletrônica na ligação entre o metal e o hidrogênio (lembre-se que d=m/V e quanto maior o volume menor a densidade).

5- Momento magnético protônico

De acordo com a mecânica quântica proposto por Heisenberg, quando dois átomos de hidrogênio se unem para formar uma molécula de H2, pode ocorrer que o movimento de rotação dos núcleos tenham o mesmo sentido ou sentidos opostos. Se tiverem o mesmo sentido, serão chamados de orto-hidrogênios e se tiverem sentidos opostos serão chamados de para-hidrogênios. Isto vale para qualquer molécula diatômica homonuclear (átomos iguais).

6- Algumas aplicações do hidrogênio

  • Em maçaricos: o oxídrico (com temperatura em torno de 2700ºC) e o atômico (com temperatura em torno de 5000ºC - esse tipo de maçarico regenera o hidrogênio molecular)
  • Redutor na metalurgia - evita a oxidação do metal
  • Síntese da amônia
  • Combustível
  • Bomba de hidrogênio
  • Hidrogenação de óleos vegetais
  • Gasolina sintética
Fonte:  http://www.coladaweb.com/quimica/elementos-quimicos/hidrogenio
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