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10 de dez. de 2013
9 de dez. de 2013
6 de dez. de 2013
Crioscopia

Um importante capítulo da química e facilmente relacionável ao nosso cotidiano é aquele que aborda o que se denomina de Propriedades Coligativas,
ou seja, as alterações nas propriedades físicas de solventes pela
adição de solutos de natureza não iônica e não volátil, constituindo-se
assim uma solução verdadeira.
São quatro as propriedades coligativas abordadas na maioria dos livros didáticos de química: a tonoscopia, a crioscopia, a ebulioscopia e a osmose (juntamente com a osmose reversa). Este texto tem finalidade de apresentar e esclarecer algumas propriedades da CRIOSCOPIA.
Como definição, a crioscopia ou o abaixamento crioscópico
representa a redução do ponto de congelamento de uma solução pela
adição de um soluto de natureza não iônica e não volátil. Nesse processo, torna-se possível medir a massa molar do soluto adicionado, desde que se conheça a constante crioscópica do solvente, ou vice-versa.
Assim como ocorre às demais propriedades coligativas, não causa
diferença no abaixamento do ponto de congelamento de uma solução
(crioscopia) a natureza do soluto adicionado, mas apenas sua quantidade
em mols ou partículas. Dessa forma, por exemplo, uma solução de
concentração a 1 mol/L de glicose (C6H12O6)
apresentará mesmo efeito crioscópico de qualquer solução de diferente
soluto (não iônico), quando esta segunda solução estiver em mesma
concentração da primeira.
A interpretação e o estudo físico-químico da crioscopia são realizados a partir das fundamentações da Lei de Raoult,
que estabelece que a diferença existente entre a temperatura de
solidificação de um solvente puro e a temperatura de início de
congelamento desse solvente quando constituinte de uma solução é
diretamente proporcional à concentração molar do soluto na solução.
Dessa forma, a variação crioscópica (Δc) é aumentada à medida que
aumenta a concentração da solução.
Alguns efeitos podem ser observados da crioscopia em nosso dia a dia, tais como:
- A temperatura de congelamento da água poluída é mais baixa do que o da água pura, pois nela estão presentes substâncias que a tornam uma solução, reduzindo assim o seu ponto de congelamento.
- A água do mar (salgada) apresenta um ponto de congelamento inferior à água doce, dessa forma, são necessárias temperaturas muito inferiores para congelar uma amostra de água salgada do que aquelas necessárias para congelar uma amostra de água doce.
- Um iceberg é composto por água doce, uma vez que a temperatura não é baixa o suficiente para congelar a água salgada.
- Se utiliza sal (geralmente cloreto de sódio) para reduzir a temperatura de congelamento da água a assim fundi-la em avenidas cobertas de gelo, procedimento esse comum em cidades nas quais o inverno é muito intenso.
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12 de ago. de 2013
Anticongelantes: Líquidos de Arrefecimento e Aditivos
Quando se deseja resfriar materiais ou peças, utiliza-se um radiador - nos computadores, um dissipador ou heatsink
-, uma estrutura metálica que apresenta bom contato com o ar, perdendo
calor com mais eficiência que a superfície original. Essa perda de calor
pode ser acelerada forçando ar sobre o dissipador, e é
isso que os ventiladores fazem dentro dos computadores. Radiadores e
dissipadores aparecem também em amplificadores, geladeiras, aparelhos de
ar condicionado e carros.
Quando o calor é muito grande, ou deseja-se que o sistema seja mais silencioso, é possível usar um circuito de resfriamento
com água, que tem capacidade de absorver bastante calor. Essa água, por
sua vez, também precisa ser resfriada, e é bombeada para um radiador
externo, onde perde calor para o radiador e volta para resfriar o
sistema. Para o circuito de arrefecimento de carros há diversos aditivos no mercado - e é neste ponto que entra a química...
Líquido de arrefecimento
O motor de um carro aquece muito - afinal, a combustão é a base do seu
funcionamento. Para remover o excesso de calor, o motor de um carro é
resfriado por um líquido que circula continuamente, o líquido de
arrefecimento. Esse líquido pode ser água pura, mas há vantagem em
utilizar aditivos que modificam as propriedades dessa água. Isso porque a água pura congela normalmente a 0o C e ferve a 100o C, mas a água com aditivos apresenta temperatura de congelamento mais baixa e de ebulição mais alta.
Mesmo no Brasil, temperaturas de 0o C podem ocorrer à noite,
nas regiões mais altas ou no Sul, e água pura no circuito de
arrefecimento poderia congelar. Por outro lado, em um dia muito quente
(o resfriamento do motor é mais difícil) a água de arrefecimento chega
facilmente a mais de 100o C, exigindo que o sistema trabalhe
em uma temperatura mais alta. (Parte desse efeito é obtido pela
pressurização da água - como em uma panela de pressão, o sistema fechado
da água de arrefecimento também suporta uma pressão extra, que impede
que a água pura ferva abaixo de cerca de 121o C.)
O principal soluto nos líquidos de arrefecimento é o etileno glicol, (1, 2 etanodiol), álcool de fórmula HO-CH2CH2-OH. A sua temperatura de congelamento é de -12,9o C, e a de ebulição é de 197,3o C.
A adição de 50% de etileno glicol à água de arrefecimento faz com que a temperatura de congelamento seja inferior a -33o C - e a de ebulição, superior a 163o C! Mas o que explica essas alterações?
Propriedades coligativas
As expressões usadas para determinar a alteração da temperatura de
congelamento e de ebulição, estudadas em propriedades coligativas, não
servem para calcular a alteração das temperaturas na mistura etileno
glicol-água. Isso não significa que a alteração não seja devida à interação das substâncias, mas acontece que soluções concentradas geralmente fogem das idealizações usadas nas equações simples.
O etileno glicol é capaz de fazer pontes de hidrogênio com a água, o
que resulta em um abaixamento da temperatura de congelamento - pode-se
dizer que a interação dos dois dificulta a "organização" para a formação
de um sólido, o que resulta em um ponto de congelamento que é menor que
o das duas substâncias separadas.
As mesmas pontes de hidrogênio, e a diluição, diminuem a pressão de
vapor da água e fazem com que a temperatura de ebulição seja
intermediária - maior que a da água e menor que a do etileno glicol.
Outras misturas apresentam esse tipo de comportamento, por exemplo, a
mistura álcool-água: destilados com mais de 38% de etanol não congelam
em freezers comuns, exigindo temperaturas inferiores a -20o C.
Outras propriedades dos aditivos para radiador
Geralmente, os aditivos para radiador apresentam a seguinte formulação:
etileno glicol (às vezes chamado de MEG, mono etileno glicol),
anticorrosivos, corante e tensoativos (antiespumante).
Como o circuito interno de refrigeração de um automóvel é feito de
partes metálicas, a presença de água pode ser danosa - com o tempo,
acaba havendo lenta corrosão, o que pode até causar perfurações,
geralmente no radiador.
Os aditivos para radiadores inibem a corrosão, por apresentarem
pequenas quantidades de anticorrosivos: substâncias muito diversas,
desde sulfonatos de sódio e ésteres graxos de sódio ou cálcio até
carboxi-polímeros. Alguns tensoativos têm a função de evitar a formação
de depósitos, enquanto outros têm a função de evitar a formação de
espuma. Finalmente, os corantes são apenas para dar um apelo visual à
mistura, que de outra forma seria incolor.
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18 de fev. de 2013
Colóides
- Sistemas onde um ou mais componentes apresentam partículas com
dimensões médio inferiores a 1000 nanômetros (1 nanômetro = 1nm =
10-9m).
- A maioria dos coloides tem aspecto turvo ou opaco.
- Disperso é a substância presente em menor quantidade.
- Dispersante: Substância presente em maior quantidade.
- Os coloides tem dois tipos de fases: Sol e Gel.
- Sol tem disperso sólido e dispersante líquido, adquirindo aspecto de solução na forma líquida. Um exemplo é a cola.
- Gel tem disperso sólido e dispersante líquido, adquirindo aspecto sólido. Um exemplo é a geleia de frutas.
- Alguns termos são utilizados para o estudo dos coloides como suspensão, emulsão, aerossóis, hidrossol, espumas.
- Suspensão é um sistema coloidal de um sólido num líquido (sol). O
sistema é instável e suas partículas são quase reconhecíveis ao
microscópio.
- Emulsão é um sistema coloidal onde as duas fases são líquidas.
- Aerossóis são coloides na forma de grãos de poeira que nunca se
sedimentam. Devemos sempre retirar a poeira dos objetos com
regularidade. Esses grãos de poeira tem diâmetro de 1000nm e estão em
suspensão e tendem a se sedimentar. Mas no ar, há alguns grãos de poeira
com dimensões coloidais que não se sedimentam, os aerossóis.
- Exemplos de aerossóis são as neblinas, a fumaça, spray.
- Hidrossol é um sistema coloidal onde a fase dispersante é a água.
- Espumas são sistemas coloidais. Quando um gás é borbulhado num
líquido, além da bolhas enormes e visíveis, são formadas também bolhas
de dimensões coloidais. Por este motivo, as espumas são coloides.
- Exemplos de espumas são o chantily, mistura de ar e creme de leite.
- Sólido com poros de dimensão coloidal é classificado como espuma
sólida, como a pedra-pomes, que tem ar em microscópicos poros de
dimensão coloidal.
Tabela com exemplos de misturas coloidais onde estão evidenciados o disperso, o dispersante e seus nomes:
Tabela com exemplos de misturas coloidais onde estão evidenciados o disperso, o dispersante e seus nomes:
DISPERSANTE
|
DISPERSO
|
NOME
|
EXEMPLO
|
Gás
|
Líquido
|
Aerossol líquido
|
NEBLINA: gotículas de água dispersas no ar |
Gás
|
Sólido
|
Aerossol sólido
|
FUMAÇA: partículas sólidas com dimensões coloidais |
Líquido
|
Gás
|
Espuma
|
ESPUMA DE SABÃO OU BOLHA DE SABÃO: nas espumas, a fase líquida (película da bolha) tem dimensões coloidais, enquanto o gás, no interior da película, é o disperso |
Líquido
|
Líquido
|
Emulsão
|
MAIONESE: vinagre, óleo e gema de ovo batidos. A gema é constituída de proteínas (lecitinas) que promovem a interação entre o vinagre e o óleo |
Líquido
|
Sólido
|
Sol
|
CREME DENTAL: partículas com dimensões coloidais de substâncias antiácidas e outras que conferem sabor ao creme dental. Todas dispersas em meio aquoso |
Sólido
|
Gás
|
Espuma sólida
|
PEDRA-POMES: a fase dispersa é a sólida. Nos microporos da fase sólida permanece o gás |
Sólido
|
Líquido
|
Gel
|
GELATINA: as moléculas de proteínas se entrelaçam e confinam as moléculas de água nessa rede de moléculas proteicas |
Sólido
|
Sólido
|
Suspensão sólida
|
VIDRO COLORIDO: vidro é a fase dispersante com partículas metálicas dispersas |
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8 de jan. de 2013
Exercícios de Propriedades Coligativas
01. (PUCC) Qual das soluções abaixo apresenta maior grau de dissociação iônica?
a) CaCl2 com fator Vant’Hoff igual a 2,5
b) FeCl3 com fator Vant’Hoff igual a 3
c) NaCl com fator Vant’Hoff igual a 1,9
d) Na2CO3 com fator Vant’Hoff igual a 2,6
e) N. D. A.
02. (OSEC) A pressão do vapor de um líquido puro molecular depende:
a) Apenas da estrutura de suas moléculas.
b) Apenas da massa específica do líquido.
c) Apenas da temperatura do líquido.
d) Da estrutura de suas moléculas e da temperatura do líquido.
e) Da estrutura de suas moléculas e do volume do vapor.
03. (UnB) A temperatura da ebulição de água é 100°C, quando a PMV da água, nessa temperatura, é de:
a) 1 atm
b) 1 torr
c) 1 mmHg
d) todas estão corretas
e) N.D.A.
04. (RIO PRETO – JUNDIAÍ) Qual das propriedades abaixo é comum a todos os líquidos?
a) Transformarem-se em gases acima de 100°C.
b) Solidificarem-se abaixo de 0°C.
c) Formarem, entre si, misturas heterogêneas.
d) Ferverem à temperatura constante, independentemente de serem puros ou não.
e) Apresentarem pressões de vapor diferentes a temperaturas diferentes.
05. Qual o número de partículas dispersas em uma solução que contém 460 gramas de álcool etílico?
Dados: C = 12; H = 1; O = 16
06. Um ácido sulfúrico 0,2 molar está 80 % ionizado. Qual o número de partículas dispersas em 1 litro dessa solução?
07. Qual o número de partículas dispersas numa solução que tem 3,65 gramas de ácido clorídrico (mol = 36,5 g) 80 % ionizado?
08. Qual o valor de “i” nos casos:
a) H3PO4 40 % ionizado
b) H3PO3 30 % ionizado
c) H3PO2 20 % ionizado
09. (MAUÁ) A temperatura de ebulição de uma solução aquosa de cloreto de sódio, sob pressão constante, tende a aumentar ou diminuir com o decorrer da ebulição? Justifique.
10. (MACK) Um solvente puro tem temperatura de ebulição (te) e temperatura de solidificação (ts). Adicionando-se soluto não volátil ao solvente, as temperaturas de ebulição e solidificação para a solução serão (t’e) e (t’s), respectivamente. É correto afirmar que:
a) te < t’e e ts < t’s
b) te < t’e e ts > t’s
c) te > t’s e ts > t’s
d) te = t’s e ts = t’s
e) te > t’e e ts < t’s
Respostas:
05. 6 x 1024 partículas
06. 3,12 x 1023 partículas
07. 1,08 x 1023 partículas
08. a) 2,2
b) 1,6
c) 1,2
09. A temperatura de ebulição da solução tende a aumentar.
Justificativa: A temperatura de ebulição da solução é função do número de partículas dispersas; à medida que o solvente é retirado pela ebulição, a concentração de partículas aumenta e com isto aumenta a temperatura de ebulição.
10. B
Fonte: http://www.coladaweb.com/exercicios-resolvidos/exercicios-resolvidos-de-quimica/propriedades-coligativas
a) CaCl2 com fator Vant’Hoff igual a 2,5
b) FeCl3 com fator Vant’Hoff igual a 3
c) NaCl com fator Vant’Hoff igual a 1,9
d) Na2CO3 com fator Vant’Hoff igual a 2,6
e) N. D. A.
02. (OSEC) A pressão do vapor de um líquido puro molecular depende:
a) Apenas da estrutura de suas moléculas.
b) Apenas da massa específica do líquido.
c) Apenas da temperatura do líquido.
d) Da estrutura de suas moléculas e da temperatura do líquido.
e) Da estrutura de suas moléculas e do volume do vapor.
03. (UnB) A temperatura da ebulição de água é 100°C, quando a PMV da água, nessa temperatura, é de:
a) 1 atm
b) 1 torr
c) 1 mmHg
d) todas estão corretas
e) N.D.A.
04. (RIO PRETO – JUNDIAÍ) Qual das propriedades abaixo é comum a todos os líquidos?
a) Transformarem-se em gases acima de 100°C.
b) Solidificarem-se abaixo de 0°C.
c) Formarem, entre si, misturas heterogêneas.
d) Ferverem à temperatura constante, independentemente de serem puros ou não.
e) Apresentarem pressões de vapor diferentes a temperaturas diferentes.
05. Qual o número de partículas dispersas em uma solução que contém 460 gramas de álcool etílico?
Dados: C = 12; H = 1; O = 16
06. Um ácido sulfúrico 0,2 molar está 80 % ionizado. Qual o número de partículas dispersas em 1 litro dessa solução?
07. Qual o número de partículas dispersas numa solução que tem 3,65 gramas de ácido clorídrico (mol = 36,5 g) 80 % ionizado?
08. Qual o valor de “i” nos casos:
a) H3PO4 40 % ionizado
b) H3PO3 30 % ionizado
c) H3PO2 20 % ionizado
09. (MAUÁ) A temperatura de ebulição de uma solução aquosa de cloreto de sódio, sob pressão constante, tende a aumentar ou diminuir com o decorrer da ebulição? Justifique.
10. (MACK) Um solvente puro tem temperatura de ebulição (te) e temperatura de solidificação (ts). Adicionando-se soluto não volátil ao solvente, as temperaturas de ebulição e solidificação para a solução serão (t’e) e (t’s), respectivamente. É correto afirmar que:
a) te < t’e e ts < t’s
b) te < t’e e ts > t’s
c) te > t’s e ts > t’s
d) te = t’s e ts = t’s
e) te > t’e e ts < t’s
Respostas:
| 01. C | 02. D | 03. A | 04. E |
06. 3,12 x 1023 partículas
07. 1,08 x 1023 partículas
08. a) 2,2
b) 1,6
c) 1,2
09. A temperatura de ebulição da solução tende a aumentar.
Justificativa: A temperatura de ebulição da solução é função do número de partículas dispersas; à medida que o solvente é retirado pela ebulição, a concentração de partículas aumenta e com isto aumenta a temperatura de ebulição.
10. B
Fonte: http://www.coladaweb.com/exercicios-resolvidos/exercicios-resolvidos-de-quimica/propriedades-coligativas
3 de jan. de 2013
Propriedades Coligativas #2
Pressão Máxima de Vapor (PMV)
PMV é a pressão exercida pelo vapor quando está em equilíbrio dinâmico com o liquido correspondente.
A PMV depende da temperatura e da natureza do líquido. Observa-se experimentalmente que, numa mesma temperatura, cada líquido apresenta sua pressão de vapor, pois esta está relacionada com a volatilidade do líquido.
Vejamos alguns exemplos no gráfico abaixo:

Ponto de ebulição é a temperatura na qual a PMV iguala a pressão atmosférica. Quanto maior a PMV na temperatura ambiente, menor o P.E.
amos então estudar cada um dos efeitos coligativos.
Tonometria ou tonoscopia ou abaixamento da PMV do solvente
Tonoscopia é o estudo do abaixamento da pressão máxima de vapor de um solvente, provocado pela dissolução de um soluto não-volátil.
p = PMV do solvente puro.
p’ = PMV do solvente na solução.
p > p’
O abaixamento da PMV é: ∆p = p – p’
∆p depende da temperatura.
Abaixamento Relativo da PMV do Solvente:
∆p/p = p – p’/p
∆p/p independe da temperatura.
Cálculo do ∆p/p = Kt . W (Lei de Raoult) e Fator de Vant’Hoff (i):
Para soluções moleculares, temos:
∆p/p = Kt . W
onde Kt (Kt = Massa Molarsolvente/1000) é a constante tonométrica e característica de cada solvente e W ( W = n1/msolvente(kg)) é a molalidade da solução.
Para soluções iônicas, temos:
∆p/p = Kt . W . i
onde i é a relação:
i = 1 + α(q – 1)
onde:
α = grau de ionização (0 ≤ α ≤ 1).
q = número de íons por fórmula de soluto:
Exemplo → NaCl(s) → 1Na+ + 1Cl- q = 2
Na2SO4(s) → 2Na+ + 1SO42- q = 3
Crioscopia ou Criometria ou Abaixamento do Ponto de Congelação do Solvente
A criometria é o estudo do abaixamento da temperatura de solidificação de um solvente, provocado pela adição de um soluto não-volátil, à pressão externa constante.
tc = temperatura de congelação do solvente puro.
t’c = temperatura de congelação do solvente na solução.
tc > t’c
O abaixamento será: ∆tc = tc – t’c
Cálculo de ∆tc (Lei de Raoult):
Para soluções moleculares, temos:
∆tc = Kc . W
sendo Kc = R .T2/100 . L , onde:
R = constante = 1,98 cal/mol. K;
L = calor latente de fusão do solvente (cal/g);
T = ponto de fusão do solvente em Kelvin.
Para soluções iônicas, temos:
∆tc = Kc . W . i
sendo i = 1 + α(q – 1).
Ebuiliometria ou Ebulioscopia ou Elevação do Ponto de Ebulição do Solvente
Ebulioscopia é o estudo da elevação do ponto de ebulição de um solvente, provocada pela adição de um soluto não-volátil, à pressão externa constante.
te = temperatura do P.E. do solvente puro.
t’e = temperatura do P.E. do solvente na solução.
t’e > te
A elevação será: ∆te = t’e – te
Cálculo de ∆te (Lei de Raoult)
Para soluções moleculares, temos:
∆te = Ke . W
sendo Ke = Kc
Para soluções iônicas, temos:
∆te = Ke . W . i
sendo i = 1 + α(q – 1).
Osmose e Pressão Osmótica
Osmose é passagem de um solvente para o interior de uma solução feita desse mesmo solvente, através de uma membrana semipermeável. A osmose é também uma propriedade coligativa das soluções, pois depende do número de partículas dissolvidas
Tipos de membranas:
Permeáveis: são aquelas que permitem a passagem tanto do solvente como do soluto.
Semipermeáveis: são aquelas que permitem apenas a passagem do solvente.
Impermeáveis: são aquelas que não permitem a passagem de soluto e solvente.
O fluxo de solvente ocorre da solução mais diluída para a solução mais concentrada
Pressão Osmótica
Pressão osmótica é a pressão que se deveria aplicar sobre a solução, a determinada temperatura, para impedir a passagem do solvente através da membrana. A pressão osmótica é representada pela letra grega π (Pi).
π = pressão osmótica.
M = concentração em mol/L.
Para soluções moleculares, temos:
π = M.R.T
Para soluções iônicas, temos:
π = M.R.T.i
As soluções que apresentam mesma pressão osmótica denominam-se isotônicas. Em caso contrário, anisotônicas; a de maior pressão osmótica hipertônica; e a de menor pressão osmótica, hipotônica.
Exemplo: a água do mar é hipertônica em relação à água potável.
Fonte: http://www.infoescola.com/quimica/propriedades-coligativas/
PMV é a pressão exercida pelo vapor quando está em equilíbrio dinâmico com o liquido correspondente.
A PMV depende da temperatura e da natureza do líquido. Observa-se experimentalmente que, numa mesma temperatura, cada líquido apresenta sua pressão de vapor, pois esta está relacionada com a volatilidade do líquido.
Vejamos alguns exemplos no gráfico abaixo:

Ponto de ebulição é a temperatura na qual a PMV iguala a pressão atmosférica. Quanto maior a PMV na temperatura ambiente, menor o P.E.
amos então estudar cada um dos efeitos coligativos.
Tonometria ou tonoscopia ou abaixamento da PMV do solvente
Tonoscopia é o estudo do abaixamento da pressão máxima de vapor de um solvente, provocado pela dissolução de um soluto não-volátil.
p = PMV do solvente puro.
p’ = PMV do solvente na solução.
p > p’
O abaixamento da PMV é: ∆p = p – p’
∆p depende da temperatura.
Abaixamento Relativo da PMV do Solvente:
∆p/p = p – p’/p
∆p/p independe da temperatura.
Cálculo do ∆p/p = Kt . W (Lei de Raoult) e Fator de Vant’Hoff (i):
Para soluções moleculares, temos:
∆p/p = Kt . W
onde Kt (Kt = Massa Molarsolvente/1000) é a constante tonométrica e característica de cada solvente e W ( W = n1/msolvente(kg)) é a molalidade da solução.
Para soluções iônicas, temos:
∆p/p = Kt . W . i
onde i é a relação:
i = 1 + α(q – 1)
onde:
α = grau de ionização (0 ≤ α ≤ 1).
q = número de íons por fórmula de soluto:
Exemplo → NaCl(s) → 1Na+ + 1Cl- q = 2
Na2SO4(s) → 2Na+ + 1SO42- q = 3
Crioscopia ou Criometria ou Abaixamento do Ponto de Congelação do Solvente
A criometria é o estudo do abaixamento da temperatura de solidificação de um solvente, provocado pela adição de um soluto não-volátil, à pressão externa constante.
tc = temperatura de congelação do solvente puro.
t’c = temperatura de congelação do solvente na solução.
tc > t’c
O abaixamento será: ∆tc = tc – t’c
Cálculo de ∆tc (Lei de Raoult):
Para soluções moleculares, temos:
∆tc = Kc . W
sendo Kc = R .T2/100 . L , onde:
R = constante = 1,98 cal/mol. K;
L = calor latente de fusão do solvente (cal/g);
T = ponto de fusão do solvente em Kelvin.
Para soluções iônicas, temos:
∆tc = Kc . W . i
sendo i = 1 + α(q – 1).
Ebuiliometria ou Ebulioscopia ou Elevação do Ponto de Ebulição do Solvente
Ebulioscopia é o estudo da elevação do ponto de ebulição de um solvente, provocada pela adição de um soluto não-volátil, à pressão externa constante.
te = temperatura do P.E. do solvente puro.
t’e = temperatura do P.E. do solvente na solução.
t’e > te
A elevação será: ∆te = t’e – te
Cálculo de ∆te (Lei de Raoult)
Para soluções moleculares, temos:
∆te = Ke . W
sendo Ke = Kc
Para soluções iônicas, temos:
∆te = Ke . W . i
sendo i = 1 + α(q – 1).
Osmose e Pressão Osmótica
Osmose é passagem de um solvente para o interior de uma solução feita desse mesmo solvente, através de uma membrana semipermeável. A osmose é também uma propriedade coligativa das soluções, pois depende do número de partículas dissolvidas
Tipos de membranas:
Permeáveis: são aquelas que permitem a passagem tanto do solvente como do soluto.
Semipermeáveis: são aquelas que permitem apenas a passagem do solvente.
Impermeáveis: são aquelas que não permitem a passagem de soluto e solvente.
O fluxo de solvente ocorre da solução mais diluída para a solução mais concentrada
Pressão Osmótica
Pressão osmótica é a pressão que se deveria aplicar sobre a solução, a determinada temperatura, para impedir a passagem do solvente através da membrana. A pressão osmótica é representada pela letra grega π (Pi).
π = pressão osmótica.
M = concentração em mol/L.
Para soluções moleculares, temos:
π = M.R.T
Para soluções iônicas, temos:
π = M.R.T.i
As soluções que apresentam mesma pressão osmótica denominam-se isotônicas. Em caso contrário, anisotônicas; a de maior pressão osmótica hipertônica; e a de menor pressão osmótica, hipotônica.
Exemplo: a água do mar é hipertônica em relação à água potável.
Fonte: http://www.infoescola.com/quimica/propriedades-coligativas/
Propriedades Coligativas #1
Propriedades coligativas das soluções são propriedades
físicas que se somam pela presença de um ou mais solutos e dependem única e
exclusivamente do número de partículas (moléculas ou íons) que estão dispersas
na solução, não dependendo da natureza do soluto. Isso significa dizer que a
quantidade, e não a natureza (como tamanho, estrutura molecular ou massa), das
partículas que estão juntas na solução é que irá influenciar na formação das
propriedades (ou efeitos) coligativas.
Tonoscopia: diminuição da pressão
máxima de vapor.
Ebulioscopia: aumento da temperatura de
ebulição.
Crioscopia: abaixamento da temperatura
de solidificação.
Osmose: pressão
osmótica.
Os três primeiros foram estudados por Raoult, enquanto que o
último foi estudado por Van't Hoff.
Todas as propriedades coligativas surgem da diminuição do
potencial químico do líquido solvente como resultado da presença do soluto. A
diminuição do potencial químico do solvente implica aumento da temperatura em
que ocorrerá o equilíbrio líquido-vapor (o ponto de ebulição é aumentado) e
diminui a temperatura em que ocorre o equilíbrio sólido-líquido (o ponto de
fusão é diminuído).
A origem molecular da diminuição do potencial químico não
está na energia de interação entre o soluto e as partículas do solvente, porque
a elevação também ocorre em soluções ideais (as quais tem entalpia de mistura
igual a zero).
A entropia do gás reflete a ordem de suas moléculas e a
pressão de vapor reflete a tendência da solução em aumentar sua entropia, o que
pode ser conseguido se o líquido evaporar para formar um gás mais desordenado.
Quando o soluto está presente, ele contribui para aumentar a entropia da
solução e a tendência dela em formar gás é diminuida. Assim o ponto de ebulição
é aumentado.
Da mesma forma, o aumento da desordem da solução pela adição
do soluto contribui para que ela não permaneça em seu estado sólido e funda,
diminuindo o ponto de fusão.
A redução do potencial químico é de μ*A (solvente puro) para
μ*A + RT ln xA quando o soluto é presente (ln xA é negativo porque xA < 1).
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