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22 de out. de 2013

Precipitação de Sais Insolúveis

 
Para quem já sofreu de uma das piores dores do mundo, a famosa cólica de rins, seria interessante saber como se formam os cálculos renais. Saiba que este problema que afeta boa parte da população tem sua explicação na composição química das pedras encontradas em rins afetados.
Nosso sistema urinário excreta de forma contínua e diária as substâncias químicas fosfato de cálcio e oxalato de cálcio. O problema surge quando nossa urina fica saturada e passa a não excretar corretamente tais substâncias. As pedras aparecem como resposta ao acúmulo de fosfato e oxalato de cálcio nos rins.

O aparecimento de cálculos renais é um processo natural de precipitação de sais insolúveis. O processo é lento e demora cerca de dois a três anos para a formação de um cálculo renal.

Para evitar a cristalização dos sais oxalato e fosfato de cálcio, é recomendável a ingestão de 2 litros de água diariamente.


10 de set. de 2013

Termólise

As reações da química inorgânica  (ciência que estuda os compostos envolvendo todos os elementos químicos da tabela periódica, exceto aqueles que apresentam cadeias carbônicas) podem ser equacionadas basicamente em quatro grupos distintos: as reações de síntese ou composição, as reações de análise ou decomposição, as reações de substituição ou simples-troca e as reações de dupla-troca.
As equações de síntese se caracterizam pela formação de produtos mais complexos do que as moléculas que reagem. As equações de análise se caracterizam pela formação de produtos mais simples do que as moléculas que reagem. Nas equações de deslocamento ocorre a substituição, ou entre dois cátions ou entre dois ânions, entre dois reagentes. Nas equações de dupla-troca, ocorre a troca completa entre cátions e ânions das moléculas que reagem.
No que se refere às reações de análise ou decomposição, quando esta ocorre por influência direta da temperatura, ou seja, trata-se de uma decomposição térmica, recebem o nome de termólise ou decomposição térmica. Dessa forma, pode-se definir uma reação de termólise  quando uma substância reagente se decompõe, em pelo menos duas novas substâncias, pelo aquecimento. Uma termólise é geralmente um processo endotérmico  (que recebe calor) uma vez que é o calor recebido que dará origem ao processo da decomposição pelo rompimento das ligações das moléculas dos reagentes.
Um exemplo de termólise pode ser a decomposição térmica do carbonato de cálcio, processo equacionado abaixo:
CaCO3 → CaO + CO2
Ocorre a decomposição de 1 mol de carbonado de cálcio (CaCO3), por aquecimento, com formação de um mol de óxido de cálcio (CaO) e liberação de um mol de gás carbônico gasoso (CO2). A temperatura necessária para ocorrência do processo é de aproximadamente 800°C.
O carbonado de magnésio decompõe-se de modo semelhante, em vista de também tratar-se de um sal de metal alcalino terroso. A termólise da equação do carbonato de magnésio está equacionada abaixo:
MgCO3 → MgO + CO2
Ocorre a decomposição de 1 mol de carbonado de magnésio (MgCO3), por aquecimento, com formação de um mol de óxido de magnésio (MgO) e liberação de um mol de gás carbônico gasoso (CO2). A temperatura necessária para ocorrência do processo é de aproximadamente 600°C.
No corpo humano ocorre constantemente o processo de termólise, destacando-se a evaporação da água pela pele e nível dos pulmões. Esse processo mantém a temperatura corpórea (basal) constante, e é mais acelerado no verão, em vista da temperatura ambiente estar mais elevada do que a basal.

14 de jun. de 2013

Ácidos de Cloro

O elemento químico cloro, em sua forma iônica de cloreto, apresenta NOX -1 e, dessa forma, pode combinar-se quimicamente com um grande número de elementos de caráter positivo. Quando entre os cátions presentes na molécula encontra-se o hidrogênio, temos então um ácido. Os principais exemplos para esse tipo de composto são os ácidos cloráurico, clórico, clorídrico e cloroso, em relação às suas propriedades e aplicabilidades, tanto para a indústria como para o laboratório de pesquisa.

Principais Ácidos de Cloro

  • Ácido Cloráurico: Em presença de ácido clorídrico (HCI), o cloreto de ouro (AuCl) dá origem ao ácido cloráurico, de fórmula molecular HAuCl4. Este ácido também é formado laboratorialmente ao dissolver-se ouro na água régia. Por aquecimento, pode-se decompor e liberar o HCl, retornando ao sal de ouro (cloreto).
  • Ácido Clórico: Trata-se de um oxiácido derivado do elemento cloro, de fórmula molecular HCIO3, que existe apenas em soluções aquosas com concentração máxima de 40%. É instável e se decompõe em temperaturas brandas, em dióxido de cloro (CIO2), água e ácido perclórico (HCIO4), conforme a equação 3HCIO-> HCIO4 + 2CIO2 + H2O. Pode ser preparado a partir de seus sais, os cloratos, compostos mais estáveis. Entretanto, geralmente é obtido através do clorato de bário, e na reação com ácido forte, geralmente o ácido sulfúrico, havendo então a formação do ácido clórico e de sulfato de bário, composto Insolúvel, retirado do meio reacional por filtração. Dentre seus sais ganha importância o clorato de potássio, utilizado com frequência em pirotecnia e na fabricação de fósforos de segurança. Laboratorialmente pode ser utilizado na obtenção do gás oxigênio puro. No meio farmacêutico recebe aplicabilidade na produção de pastilhas para garganta.
  • Ácido Clorídrico: Muito corriqueiro no laboratório de pesquisa e na indústria, trata-se de uma solução de hidreto de cloro ou gás clorídrico em água. Possui fórmula molecular HCl. Devido à sua aplicabilidade, recebe destaque como o mais importante dos ácidos de halogênio. Requer extremo cuidado em seu manuseio, pois apresenta forte odor e é altamente volátil e sufocante. Entretanto, a solução aquosa comum deste ácido apresenta concentração de 37% em massa de gás clorídrico, sendo esta a concentração máxima de sua solução, sendo conhecida como ácido clorídrico concentrado. Mesmo em solução, é um dos mais fortes ácidos conhecidos, ou seja, apresenta elevado grau de ionização. Sua utilização vai desde a limpeza de superfícies metálicas até seu emprego como reagente de síntese.
  • Ácido Cloroso: Ácido contendo oxigênio (oxiácido), também derivado do elemento cloro, de fórmula molecular HClO2. Não apresenta aplicabilidade em sua forma livre.
Fonte: http://www.infoescola.com/quimica/acidos-de-cloro/

31 de mai. de 2013

Cloreto de Prata

O cloreto de prata (AgCl) consiste em um importante sal da química inorgânica, e apresenta em sua estrutura um cátion, derivado do elemento químico prata,  e um ânion, derivado do elemento químico cloro, monovalentes. Existe como um sólido branco cristalino. Sua molécula é formada a partir de uma forte ligação de natureza iônica, o que faz com que o sal seja conhecido no laboratório por sua insolubilidade em água e fotossensibilidade quando sólido. Ainda com base em seu comportamento físico, produz prata metálica (Ag) e libera gás cloro (Cl2) quando aquecido ou sob iluminação, de acordo com a equação abaixo:
O AgCl possui diversas aplicações, sendo que atualmente “é utilizado na confecção de papel fotográfico, visto que reage com fótons para formar imagens, seu eletrodo é muito utilizado na eletroquímica, tem sido usado como antídoto para envenenamento por mercúrio (Hg) e na fabricação de vidros coloridos, nas cores amarela, âmbar e marrom. O AgCl possui também ação antimicrobiana, sendo por isso também utilizado em materiais cirúrgicos e materiais para tratamento de feridas.”1
Laboratorialmente, a síntese do cloreto de prata a partir do cloreto de sódio (NaCl) e nitrato de prata (AgNO3) presta-se muito bem didaticamente para a compreensão de uma reação química, que é um sistema no qual há alteração da natureza da matéria entre os envolvidos. Nesta reação, na qual os dois sais utilizados são comumente encontrados em um laboratório de química, parte-se de duas soluções verdadeiras, visto que ambos são hidrossolúveis. Entretanto, quando em contato em sua forma aquosa, tais sais irão formar um composto químico de natureza diferente, de baixíssima hidrossolubilidade, turvando completamente o meio de reação, em um aspecto muito diferente do inicial.
Partindo-se de 1g de AgNO3, de modo que a estequiometria da reação seja estabelecida, será necessária uma massa de NaCl de 0,34g. Ambas devem ser inicialmente hidrossolubilizadas, em qualquer concentração, para que a reação ocorra em meio aquoso. Dessa forma, teremos um precipitado de AgCl, o qual pode então ser filtrado e ter sua massa medida, após evaporação da água residual. De acordo com a equação abaixo, pode-se notar que sua massa teórica esperada é 0,84g, a qual, devido à impureza dos reagentes e a outros fatores, experimentalmente raramente é obtida, podendo-se também calcular na sequência o rendimento da reação.
Na primeira linha de valores é mostrado os pesos moleculares de cada um dos sais, e na segunda, a massa necessária de NaCl e a massa esperada de AgCl, apartir de 1g de AgNO3. Laboratorialmente, logo após a reação deve-se proceder pelo armazenamento do sólido produzido em frasco âmbar devido a sua alta fotossensibilidade, a qual evidencia-se pelo rápido escurecimento, devido a liberação de Cl2 e conseqüente formação de prata metálica.

30 de mai. de 2013

Definição de Química Inorgânica

Inorgânica é a parte da química que estuda, em geral, as substâncias da natureza que não contém carbono.
Das substâncias existentes em todo o mundo 95%, aproximadamente, são de materiais inorgânicos.
Assim como você experimenta uma determinada fruta e a classifica em ácida, doce, amarga, essa parte da química classifica as substâncias e as subdivide em grupos distintos. Essa característica das frutas de apresentarem determinado sabor, diz respeito à sua classe inorgânica pertencente. Várias frutas, como o limão, por exemplo, são cítricas, ou seja, possuem em sua composição o ácido cítrico, sendo assim, se classificam como ácidas.
A química inorgânica apresenta suas substâncias classificadas conforme características físicas e químicas, ou seja, com propriedades semelhantes, são as chamadas funções inorgânicas que são divididas em quatro grupos:

- Ácidos – Quando são dissolvidos em soluções aquosas sofrem ionização liberando o Cátion H+. Exemplo: ácido acético, ácido clorídrico.

- Bases – São substâncias que, quando colocadas em soluções aquosas, liberam o ânion OH- através da dissociação iônica. Este íon OH- também é chamado de hidróxido. Exemplo: Hidróxido de sódio (NaOH), Hidróxido de magnésio Mg(OH)2.

- Sais – Todo composto que, em solução aquosa, sofre dissociação e libera pelo menos um cátion diferente de H+ e um ânion diferente de OH-.
Exemplos: Dicromato de potássio (k2Cr2O7), sulfato de cobre (CuSO4).

-Óxidos – Os óxidos são compostos binários, ou seja, são substâncias formadas por dois tipos de elementos. Exemplo: Óxido de cálcio (CaO), dióxido de carbono (CO2). 

13 de mai. de 2013

Fluoretos

 
O elemento químico flúor, de número atômico 9 (Z = 9) e número de massa 19 (A = 19) está localizado na Família 7A da Tabela Periódica, o que o classifica como pertencente à família dos halogênios. A sua configuração eletrônica, razão desta sua classificação, é 1s22s22p5, o que mostra que o átomo  de flúor possui sete elétrons em sua camada de valência (última camada, camada L no caso do flúor). Dessa forma, o átomo de flúor necessita de um elétron para adquirir a estabilidade de um gás nobre (de acordo com a Regra do Octeto, oito elétrons na camada de valência conferem maior estabilidade a um átomo). Assim, o NOX (número de oxidação) do flúor é (-1), o qual expressa a sua tendência ao fazer apenas uma ligação química, em molécula orgânica ou inorgânica. O nome dado à partícula iônica F- é fluoreto, o qual é o ânion de muitos sais de importância laboratorial e industrial.
O fluoreto é um composto químico binário derivado do ácido fluorídrico (HF), por substituição do hidrogênio por um metal ou radical monovalente positivo.
Um fluoreto de algum metal trata-se de um sal inorgânico onde está presente como ânion (partícula carregada negativamente) o átomo de flúor monovalente, e um cátion metálico. O número de cargas positivas deverá ser igual ao de cargas negativas, o que quer dizer que o NOX do cátion será igual à quantidade de fluoretos existentes na molécula, uma vez que o fluoreto realiza apenas uma ligação química. Portanto, no caso do fluoreto de potássio, a fórmula molecular será KF (o metal potássio apresenta NOX +1), já a fórmula molecular do fluoreto de magnésio será MgF2, pois o metal magnésio apresenta NOX +2. E ambos os metais exemplificados podem ter o seu NOX relacionado às suas posições na Tabela Periódica: o primeiro na Família 1A e o segundo na Família 2A.
Os sais formados pelo ânion flúor estão entre os mais corriqueiros da química inorgânica, estando presentes em muitas substâncias naturais de ampla utilização na indústria e no laboratório de pesquisa. O primeiro já citado, KF, trata-se de um sal branco, inodoro, bastante solúvel em água, utilizado diretamente para várias sínteses e como intermediário de várias outras. Já o MgF2 é um sólido branco que se apresenta sob a forma de cristais, muito tóxico para organismos marinhos, devendo seu manuseio e descarte ser realizado com bastante cautela e sempre com absoluto controle da situação do laboratório ou da indústria em ralação aos possíveis impactos ambientais.

18 de abr. de 2013

Bicarbonato de Sódio - NaHCO3

 

FÓRMULA EMPÍRICA: NaHCO3 
DENOMINAÇÕES QUÍMICAS:
- Carbonato ácido de sódio
- Sal monosodico do ácido carbônico
- Hidrogeno carbonato de sódio


Usos do Bicarbonato de Sódio

· Antiácido estomacal:  Neutraliza o excesso de HCl do suco gástrico.
NaHCO3 + HCl ⇒ NaCl + H2O + CO2
O CO2 liberado é o responsável pelo "arroto".
· Fabricação de digestivo:  como Alka-Seltzer, Sonrisal, sal de frutas, etc.
O sal de frutas contém NaHCO3 (s) e ácidos orgânicos sólidos (tartárico, cítrico e outros). Na presença de água, o NaHCO3 reage com os ácidos liberando CO2 (g), o responsável pela efervescência: NaHCO3 + H+ Na+ + H2O + CO2
· Fabricação de fermento químico: O crescimento da massa (bolos, bolachas, etc) é devido à liberação do CO2 do NaHCO3.
· Fabricação de extintores de incêndio (extintores de espuma): No extintor há NaHCO3 (s) e H2SO4 em compartimentos separados. Quando o extintor é acionado, o NaHCO3 mistura-se com o H2SO4, com o qual reage produzindo uma espuma, com liberação de CO2. Estes extintores não podem ser usados para apagar o fogo em instalações elétricas porque a espuma é eletrolítica (conduz corrente elétrica).
· Bicarbonato de Sódio na Nutrição Animal:  Bicarbonato de Sódio no tipo "Nutrição Animal" é um composto cristalino usado predominantemente como tamponante ruminal dos bovinos alimentados com altas quantidades de concentrados ou no balanceamento eletrolítico das aves.


Processo Carbonor

Dióxido de Carbono é introduzido pelo fundo da coluna de absorção em contracorrente com uma mistura de Soda Cáustica e águas-mãe de reciclo. O Bicarbonato de Sódio cristalizado, disperso na solução de águas-mãe, é separado por decantação e centrifugado, sendo a seguir, secado, classificado em peneiras vibratórias, armazenado em silos e ensacado.
MATÉRIAS PRIMAS
  • Soda Cáustica Rayon Grade (NaOH)
  • Dióxido de Carbono (CO2)


Tamponantes Ruminais

O QUE SÃO OS Tamponantes ?
Tamponante ruminal é um nome genérico de produtos que auxiliam o rumem a manter o PH em um intervalo ideal, garantindo assim seu funcionamento correto. O principal produto desta categoria é o bicarbonato de sódio, o mesmo utilizado em culinária.
Os tampões ruminais propiciam tantos benefícios porque ajudam a manter o PH rumenal dentro do intervalo ideal, ou seja, de 6,2 a 6,8. Quando o pH rumenal se eleva ou quando cai abaixo do intervalo ideal, as bactérias ruminais tornam-se ineficientes. Se a bactéria deixa de ser funcional, a digestão diminui, causando a diminuição da produção de leite ou no ganho de peso.
COMO OS TAMPONANTES FUNCIONAM?
Os bovinos com alta produtividade encontrados atualmente, são alimentados com rações de alto nível energético, com alto teor de grãos e baixo teor de fibras, o que resulta em menos mastigação. Desta forma, o bovino produz menos saliva, diminuindo assim sua capacidade natural de tamponamento. Quanto mais grãos, mais auxílio os animais necessitam. Como a saliva contém bicarbonato de sódio, a vaca tampona menos ácido naturalmente. Adicione-se a isso o fato que os grãos fermentam mais rapidamente do que as forragens. A diminuição do tamponamento natural, juntamente com uma ração mais acidificada, gera a necessidade de adicionar um tamponante à ração. 
Ao alimentar bovinos de alta produtividade, estamos, na verdade, alimentando dois sistemas. Alimentamos os micróbios ruminais, ao mesmo tempo em que fornecemos os nutrientes que serão absorvidos no rumem. No rumem, as fibras e os carbohidratos disponíveis são fermentados pelos microorganismos para produzir ácidos graxos voláteis de cadeia curta, principalmente os ácidos acético, propiônico e butírico. Se não fosse pelos sistemas naturais de tamponamento do animal, a produção destes ácidos graxos voláteis gerariam um pH ruminal de cerca de 3,0. Este pH é muito baixo para permitir a sobrevivência dos microorganismos.
Modo de usar
Pesquisas realizadas demonstraram que os melhores resultados são obtidos adicionando-se 1,5% nos concentrados ou 0,75% na dieta total. Também pode-se fornecer 5 gramas de neutralizador para cada litro de leite produzido. Por exemplo, uma vaca produzindo 25 litros de leite deve receber 125 gramas de bicarbonato de sódio Carbonor por dia.
Como forma de prevenção ou como indicativo de acidose (subaguda), recomenda-se que os animais tenham livre acesso a um cocho com Bicarbonato de Sódio.

Benefícios
Produção de Leite e Ganho de Peso: O Bicarbonato de Sódio  Carbonor ajuda a aumentar a produção total das vacas de leite e o ganho de peso dos animais confinados.
Eficiência Alimentar: O Bicarbonato de Sódio Carbonor ajuda a manter a eficiência dos animais pois ajuda a manter o pH ruminal no intervalo ideal de 6,2 a 6,8. Quando o pH ruminal sofre um aumento ou uma queda abaixo do intervalo ideal, as bactérias ruminais tornam-se ineficientes. A digestão se tornará mais lenta, causando uma diminuição na produção de leite ou no ganho de peso.
Possibilidade de se Utilizar Forragem de Qualidade Inferior: As colheitas podem sofrer variações anuais e, algumas vezes, é difícil obter alimentos de alta qualidade. Quando parte da ração está abaixo da qualidade ideal, a utilização de Bicarbonato de Sódio Carbonor pode assegurar que o animal receba o máximo de benefícios de sua alimentação.
Absorção dos Alimentos: Estudos realizados ao longo de 10 anos, mostraram que a ingestão de matéria seca melhorou, em média, 2% com a adição de Bicarbonato de Sódio.
Gordura do Leite: Quatro anos de estudos mostraram que a administração de Bicarbonato de Sódio possui um efeito positivo sobre os testes de gordura e, em muitos casos, a gordura apresentou aumento de um ponto percentual.
Adaptação ao Calor: O animais podem consumir até 25% menos alimentos em temperaturas desconfortáveis. A diminuição na ingestão está correlacionada à diminuição na produção de leite e no ganho de peso. A adição de Bicarbonato de Sódio à dieta mostrou ter um efeito positivo na produção.  
Resposta às Alterações da Ração: Atualmente, o emprego de formulações de custo mínimo, implicam em mudanças freqüentes na composição das rações. A adição de Bicarbonato de Sódio Carbonor pode auxiliar na alimentação dos animais durante estes períodos de transição.
Resposta à Alimentação com Rações Concentradas: Tamponantes alimentares podem ajudar na manutenção do pH ruminal, quando as vacas são alimentadas com concentrados na sala de ordenha ou com alimentos acidificados, tais como silagem.


29 de mar. de 2013

Simulado de Química #5: Química Inorgânica


Nomenclatura dos Sais

Sal é toda substância que, em solução aquosa, sofre dissociação, liberando pelo menos um cátion diferente de H+ e um ânion diferente de OH-. Existem certos tipos de sal que contém oxigênio na sua fórmula, porém, outros não o possuem. O sal que tem oxigênio é denominado de sal oxigenado.
Exemplos:

AgNO3 (nitrato de prata)
CuSO4 (sulfato de cobre)
CaCO3 (carbonato de cálcio)

O sal que não tem oxigênio em sua fórmula chama-se sal não-oxigenado.

Exemplos:

KCl (cloreto de potássio)
NaCl (cloreto de sódio)
CaCl2 (cloreto de cálcio)

Nomenclatura dos sais:
Os nomes dos sais são formados pela mudança de sufixos que provém do ácido que originou o ânion participante do sal. Veja:

Sufixo do ácido          Sufixo do ânion
-idrico                                   -eto
-ico                                       -ato
-oso                                      -ito


Nome do sal → ..................... de .......................
                                  nome do ânion                           nome do cátion

Demostração:

KCl: este sal é derivado do ácido clorídrico, de acordo com a tabela acima o sufixo do ácido é –idrico, portanto o sufixo do ânion será –eto.
Ânion (Cl-) + Cátion (K+)
Nomenclatura: Cloreto de potássio

Veja alguns exemplos:
CaSO4
Ânion (SO42- ) + Cátion (Ca2+)
Nomenclatura: Sulfato de cálcio

Mg(NO3)2
Ânion (NO3-) + Cátion (Mg2+)
Nomenclatura: Nitrato de magnésio

Al2 (SO4)3
Ânion (3 SO42-) + Cátion (2 Al3+)
Nomenclatura: Sulfato de Alumínio

AgNO3
Ânion (NO3-) + Cátion (Ag+)
Nomenclatura: Nitrato de prata

FeSO4
Ânion (SO42-) ) + Cátion (Fe2+)
Nomenclatura: Sulfato ferroso ou Sulfato de ferro (II)

Muitos sais são obtidos a partir da reação de uma base com um ácido, um exemplo é a produção artificial em laboratório do sal de cozinha (NaCl): obtenção a partir da mistura de duas soluções, solução de hidróxido de sódio (NaOH) e de ácido clorídrico (HCl). Esse mesmo sal é encontrado de forma natural nas salinas e jazidas de sal-gema. 

6 de mar. de 2013

Reações Inorgânicas

As reações inorgânicas são transformações da matéria onde ocorrem mudanças na composição química, resultando em um ou mais produtos. Veja os tipos de reações que podem ocorrer:
Metais com a água
Metais alcalino e alcalino-terrosos (Ca, Ba, Sr, Ra) fazem reação branda com a água à temperatura ambiente.

                2 Na (s) + 2 HOH (l) → 2 NaOH (aq) + H2 (g)

Os produtos da reação do metal alcalino Sódio (Na) com água são: hidróxido de sódio (NaOH) e gás hidrogênio (H2).

Análise ou decomposição

Reação onde uma única substância composta origina dois ou mais produtos.

                                        2 H2O → 2 H2 + O2

É possível obter hidrogênio e oxigênio através da decomposição da água.

Síntese ou adição
Reação onde duas substâncias originam um único composto.

                                          2 Mg +O → 2 MgO

Repare que a junção dos dois elementos, magnésio (Mg) e oxigênio (O), deu origem a apenas um produto: MgO (óxido de magnésio).

Deslocamento
Também chamada de reação de simples troca ou substituição, onde uma substância simples reage com uma substância composta originando uma substância simples e uma substância composta.

                                Cl2 + 2 NaBr →2 NaCl + Br2

Cloro (Cl) - substância simples - se une ao Brometo de sódio (NaBr) – substância composta.

Reação de Dupla Troca
Também conhecida como reação de metátese, é a reação onde duas substâncias compostas se misturam formando duas novas substâncias.

                        H2SO4 + BaCl2 → BaSO4↓ + 2HCl

Ácido sulfúrico (H2SO4) e Cloreto de bário (BaCl2): substâncias compostas que se unem para formar o precipitado sulfato de bário (BaSO4↓) e ácido clorídrico (HCl). 

23 de fev. de 2013

Cianureto de Potássio

Cianureto é o nome genérico de qualquer composto químico que contém o grupo ciano C≡N, com uma ligação tríplice entre o átomo de carbono e o de nitrogênio. O cianureto de potássio, também chamado de cianeto de potássio, é um composto químico altamente tóxico, se tiver contato com qualquer ácido se converte em gás cianídrico (HCN), que se inalado pode levar à morte. O íon cianeto reage na hemoglobina do sangue fazendo com que esse não transporte oxigênio aos tecidos, por isso é considerado substância hematóxica (que intoxica o sangue), acarretando em morte rápida.
Os cianetos possuem utilizações importantes como: na revelação fotográfica e na produção de plásticos, acrilato e colas instantâneas (cianoacrilato). O cianeto de ouro é usado para a douração de certos metais, a frio (sem a necessidade de processo de eletrólise).

O cianureto é encontrado na natureza em diversas plantas, como nas sementes lenhosas de algumas frutas, e em uma variedade da mandioca, vulgarmente chamada de mandioca-brava: uma planta sul-americana altamente tóxica quando in natura, mas sua raiz é muito consumida e apreciada na forma de farinha torrada, quando perde suas toxinas. Mas infelizmente ficou mais conhecido para ocasionar a morte de pessoas. Na história há relatos:

- Usado durante a Segunda Guerra Mundial era ingerido para cometer suicídio. Ao ser ingerido provoca ardência na boca, rigidez do maxilar inferior, constrição da garganta, salivação, náuseas e vômitos.

- Alan Turing suicidou-se comendo uma maçã com o cianureto. Soldados alemães da Segunda Guerra usavam-no para cometer suicídio, através de ingestão.

- Nos campos de extermínio alemães da Segunda Guerra Mundial foi usado um gás tóxico à base de cianureto, conhecido como Zyklon B ("Ciclone B") nas câmaras de gás. Criado originalmente como um pesticida para a eliminação de piolhos e pulgas, o Zyklon B acabou sendo usado para o extermínio de seres humanos.

- Acredita-se que o próprio Adolf Hitler possa ter se suicidado com um cianureto, no fim da guerra, mas a verdade sobre seu suicídio nunca foi totalmente esclarecida.

- Nos Estados Unidos, cápsulas concentradas de cianureto foram a forma de aplicação da pena de morte. Na câmara de gás que funcionava na prisão de San Quentin, estado da Califórnia, as cápsulas eram derramadas em um balde contendo ácido, liberando assim os vapores mortais. Como a aspiração dos vapores provocava uma morte dolorosa e relativamente lenta, esse método de execução caiu em desuso. 

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