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5 de out. de 2013

Conceitos em Química

1.  Apesar de hoje sabermos de vários elementos químicos estabelecerem ligações entre si que não obedecem à Regra do Octeto, como por exemplo o berílio (Be) no cloreto de berílio (BeCl2), o boro (B) no hidreto de boro (BH3), o fósforo (P) no pentacloreto de fósforo (PCl5), o enxofre (S) no hexafluoreto de enxofre (SF6) e diversos íons dos metais de transição externa e interna, como os íons ferroso e férrico (Fe2+, Fe3+), ela continua a ser extremamente útil no estudo e nas previsões das ligações químicas.
2. Nas reações ou transformações químicas são “quebradas” ou formados os vários tipos de ligação entre átomos (iônica, covalente, metálica). Nas transformações físicas, ou fenômenos físicos, são alterados os vários tipos de ligação entre as unidades elementares dessas substâncias, moléculas ou retículos cristalinos (pontes de hidrogênio, forças Van der Waals, interações dipolo-dipolo).
3. Sabemos hoje que matéria e energia são descontínuas, ou seja, para cada elemento químico existe uma unidade mínima, o átomo, para cada tipo de energia existe uma unidade mínima, o fóton. Tudo aquilo que o átomo representa para a matéria e está na base da química, o fóton representa para energia e está na base da física.
4. Robert Wilhelm Bunsen  (1811-1899) é muito conhecido no laboratório de química pelo desenvolvimento de métodos de identificação, separação e medidas quantitativas de algumas substâncias. Inventou ou improvisou diversos aparelhos de laboratório, como a bateria eletroquímica, o espectroscópio e o queimador a base de gás combustível, hoje conhecido como bico de Bunsen. Em colaboração com Gustav Robert Kirchhoff (1824-1887), trabalhou em espectroscopia, na análise de substâncias por meio da luz emitida quando colocadas na chama de seu bico de Bunsen.
5. Quando Mendeleev apresentou o primeiro enunciado de sua tabela de classificação dos elementos químicos à Sociedade Química Russa, ele disse: Entendo por teoria uma conclusão retirada dos fatos acumulados que possuímos e que nos capacita antever novos fatos ainda não conhecidos. A tabela periódica apresentada foi absolutamente coerente com esse enunciado, uma vez que considerou todas as possibilidades de uma ciência jovem e em crescimento, a química.
6.  Conhecida hoje como Síntese de Wöhler, o aquecimento do composto conhecido como cianato de amônio, que é um composto de natureza inorgânica, produz a uréia, um composto orgânico. Estava então “derrubada” a Teoria da Força Vital, a qual representava na época o conceito de que um composto orgânico não poderia se originar a partir de matéria inorgânica, sem a interferência de uma “força” apenas existente em um organismo vivo.

4 de mar. de 2013

Teoria da Força Vital

No final do século XVIII e início do século XIX, os químicos passaram a se dedicar ao estudo das substâncias presentes em organismos vivos, tentando isolá-las e identifica-las. Com isso, foi possível notar que tais substâncias apresentavam propriedades muito diferentes daquelas obtidas a partir de minerais e, portanto, elas deveriam constituir um grupo especial na área da Química: a Química Orgânica.
No ano de 1807, o químico sueco Jöns Jakob Berzelius lançou a teoria da força vital, também conhecida como Vitalismo, que defendia a ideia de que apenas os seres vivos são capazes de produzir compostos orgânicos, ou seja, tais substâncias não poderiam, de nenhuma maneira, ser produzidas artificialmente. Segundo Berzelius, os compostos orgânicos eram produzidos a partir de uma “força vital” característica dos organismos vivos, o que impossibilitava a síntese dos mesmos.
A teoria da força vital foi logo aceita pelos químicos da época, uma vez que, nenhum composto orgânico havia sido obtido artificialmente até então. Sendo assim, a ideia de Berzelius perdurou por alguns anos, sem sofrer questionamentos (o que estabeleceu uma verdadeira barreira no desenvolvimento da Química Orgânica).
Mas essa história ganhou uma nova configuração no ano de 1828, quando o químico alemão Friedrich Wöhler, discípulo de Berzelius, conseguiu sintetizar em laboratório a ureia, um composto orgânico, a partir do aquecimento do cianato de amônio, um composto inorgânico, como na seguinte reação:
Nos anos subsequentes à síntese de Wöhler (nome pelo qual ficou conhecida a reação), muitos outros compostos orgânicos foram produzidos, como, por exemplo, o metanol, o acetileno, o ácido acético, etc. Dessa forma, caiu por terra a teoria da força vital e a síntese de diversos compostos orgânicos cresceu exponencialmente, o que levou a Química Orgânica a se tornar o campo mais estudado da Química.
Uma vez abandonada a ideia de que os compostos orgânicos derivam somente dos organismos vivos, a Química Orgânica passou a ser definida como o ramo da Química que estuda os compostos de carbono, conceito proposto pelo químico alemão Friedrich August Kekulé, 30 anos após a síntese de Wöhler.

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