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21 de set. de 2013

Evolução da Aspirina


Em se tratando de analgésicos, a aspirina só perde para o Tylenol e o Advil. Ela é usada por milhares de pessoas no mundo todo, sendo que os argentinos desbancam a preferência, são eles os maiores consumidores do medicamento: cada habitante chega a consumir 80 comprimidos por ano.
Em 1950 foi comprovada a preferência mundial pelo medicamento: o Guinness Book of Records registrou a Aspirina como o analgésico mais popular do mundo. Vejamos um pouco de sua história:
- ano de 1853: o ácido acetilsalicílico foi sintetizado pela primeira vez pelo químico francês Charles Gerhardt.
-1897: o químico Félix Hoffman sintetizou o analgésico. Ele trabalhava para a empresa alemã Friedrich Bayer & CO.
- 2010: estudos revelaram que a aspirina pode reduzir o risco de morte em pacientes com câncer de mama. Fator que somou a outros benefícios: prevenção de ataque cardíaco e artrite e evitar o mal de Alzheimer.

5 de fev. de 2013

Ácido Acetilsalicílico (AAS)

 
A Aspirina®, droga mais usada no mundo inteiro, é um analgésico (combate às dores) e antipirético (combate à febre), com propriedades anti-inflamatórias (combate inflamações). Ela é um grande exemplo de como um chá caseiro pode se tornar um medicamento sintético com a evolução das pesquisas sobre o seu princípio ativo.
No Egito Antigo, combatiam-se as inflamações com um extrato obtido da casca do salgueiro (árvore do gênero Salix). No Brasil ainda é comum a ingestão de chás como o de fedegoso (Cassia occidentalis).
Cascas do tronco (à esquerda) e salgueiro (à direita)
Cascas do tronco (à esquerda) e salgueiro (à direita)
Com o passar do tempo, estudos foram feitos sobre esses chás. Em 1838, o químico italiano Raffaele Piria conseguiu obter ácido salicílico da salicina, sendo que esse último era um composto de estrutura complexa, o qual se acreditava ser o princípio ativo da casca do salgueiro.
Mas um marco mesmo ocorreu em 1859, quando o químico alemão Adolf Hermann Kolbe (1818-1884) desenvolveu o método de sintetização do ácido acetilsalicílico, a partir do ácido salicílico.
Ácido salicílico e ácido acetilsalicílico
O ácido acetilsalicílico é comercializado hoje como Aspirina®, pois Kolbe trabalhava nos laboratórios das Indústrias Bayer, quando fez essa descoberta. Assim, em 1899, as indústrias químicas Bayer patentearam esse medicamento com esse nome de Aspirina®, que veio da reunião da letra a de acetil com o nome acidum spiricum, que é o antigo nome do ácido salicílico.
Adolf Hermann Kolbe
Conforme mostrado logo abaixo, a fórmula do ácido acetilsalicílico é um composto orgânico de funções mistas, sendo que ele possui um grupo funcional ácido carboxílico e um éster presente em sua estrutura:
Fórmula e grupos funcionais do ácido acetilsalicílico
Hoje, a reação feita para a sua obtenção é entre o ácido salicílico e o anidrido acético. Se os comprimidos da Aspirina® ficarem guardados por um longo tempo, poderemos sentir um cheiro de vinagre, o que indica que o seu consumo não é recomendado, podendo causar violenta irritação. Isso significa que a Aspirina® sofreu decomposição por hidrólise, originando o ácido salicílico e ácido acético (ácido presente no vinagre).
A Aspirina® revolucionou a indústria farmacêutica e as técnicas de tratamento que até então eram amparadas na medicina popular. Inclusive, ela foi o primeiro medicamento a ser testado clinicamente antes de seu lançamento. Outros dois pontos interessantes: a aspirina foi o primeiro comprimido produzido (pois o seu pó quase não é solúvel em água) e foi feita uma cartilha pela indústria para informar seus benefícios.
O ácido salicílico causava muitos efeitos adversos, pois era irritante à mucosa gástrica. A Aspirina® é bem menos irritante, porém se a pessoa fizer um uso prolongado desse medicamento ela também sentirá efeitos adversos, como dores no estômago e úlceras.
Anúncios da CafiAspirina, da Bayer 


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