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13 de ago. de 2013

Átomo de Hidrogênio Por Niels Bohr

No início do século passado, Ernest Rutherford deduziu que um átomo é formado de um núcleo pequeno e denso, onde residem os prótons (cargas positivas) e igual número de elétrons (cargas negativas), habitando a periferia. Este modelo ficou conhecido como modelo planetário ¹.
Embora bastante intuitivo, este modelo para o “átomo” já nasceu “condenado à morte” pois de acordo com a teoria clássica, num átomo como este os elétrons estariam irradiando energia em forma de ondas eletromagnéticas constantemente e em pouco tempo colapsariam sobre o núcleo, aniquilando completamente a matéria.
Além disso, as emissões observadas (se é que seria possível) deveria o ser em todos os comprimentos de onda uma vez que os elétrons descreveriam trajetórias helicoidais contínua emitindo em todas as frequências antes de “caírem” sobre o núcleo.
Foi então que, em 1913, o físico dinamarquês Niels Bohr desenvolveu um novo modelo para explicar a estabilidade da matéria e a emissão do espectro em raias definidas em cada elemento.
Esse modelo embora ainda não “funcionasse” para átomos mais pesados, explicou com perfeição os fenômenos como o espectro de emissão e absorção do hidrogênio. O hidrogênio é o átomo mais simples que existe: seu núcleo tem apenas um próton e só há um elétron orbitando em torno desse núcleo. Para explicar a evidente estabilidade do átomo de hidrogênio e, de quebra, a aparência das séries de linhas espectrais desse elemento,
Bohr propôs alguns “postulados”.
1) O elétron gira em torno do núcleo em uma órbita circular, como um satélite em torno de um planeta, mantendo-se nessa órbita às custas da força elétrica atrativa entre cargas de sinais opostos.
2) A órbita circular do elétron não pode ter qualquer raio. Só alguns valores são permitidos para os raios das órbitas.
3) Em cada órbita permitida, o elétron tem uma energia constante e bem definida, dada por: E = E1 / n2, onde E1 é a energia da órbita de raio mínimo. Bohr deu uma fórmula para E1:
Observemos o sinal negativo nessa fórmula. Quanto menor o n, mais interna será a órbita (menor o raio) e mais negativa será a energia do elétron. Os físicos usam energias negativas para indicar que algo está ligado, “confinado” a alguma região do espaço.
4) Enquanto estiver em uma de suas órbitas permitidas, o elétron não emite nem recebe nenhuma energia.
5) Quando um elétron muda de órbita o átomo emite ou absorve um “quantum” de energia luminosa.
Os níveis de energia são representados como na figura abaixo. Vários cientistas pesquisaram as transições nos diversos níveis. Daí termos várias séries
Níveis de energia do átomo de hidrogênio
Linhas mais intensas da Série de Balmer
Notas:
¹ Em 1908, Rutherford realizou sua famosa experiência, que viria a se constituir a sua mais brilhante contribuição (dentre tantas outras) para as ciências Físicas. O experimento consistiu em bombardear com partículas alfa uma folha de ouro muito fina. O experimento mostrou que a grande maioria das partículas atravessava a folha sem se desviar, enquanto outras desviavam. Fundamentado nestas observações e em cálculos, concluiu que os átomos de ouro – e, por extensão, quaisquer átomos – eram estruturas praticamente vazias, e não esferas maciças. Em seu interior estaria concentrada toda a carga positiva, responsável pelo desvio de um pequeno número de partículas alfa. Na periferia desta região, chamada núcleo, orbitam os elétrons. Com isso, o modela elaborado pelo cientista era o de um sistema semelhante ao solar: um núcleo central grande, rodeado de partículas móveis.

11 de abr. de 2013

Gênios da Química #15:Niels Bohr

 
Físico dinamarquês que elaborou um modelo de estrutura do átomo que permitiu interpretar a forma planetária sugerida por Ernest Rutherford (1871-1937), segundo os postulados da teoria quântica.

As órbitas difusas dos elétrons em torno do núcleo explicavam melhor tanto a incerteza, quanto à localização e velocidade simultâneas dessas partículas em movimento, bem como a emissão de luz, sem abandonar de todo as contribuições de teorias físicas clássicas.

Através de seus princípios de correspondência e complementariedade estabeleceu a interpretação da natureza conhecida como Escola de Copenhague pela qual, embora os objetos quânticos não pudessem ser ao mesmo tempo ondas e partículas, as descrições dos fenômenos físicos seriam complementares apesar das aparentes incompatibilidades que linguagens diferentes exibem a partir de seus respectivos pontos de vista.

Conquistou o Nobel de Física de 1922. Em 1943, teve de pedir asilo nos Estados Unidos depois da invasão alemã à Dinamarca. Lá participou do projeto Mahattan que construiu a primeira bomba atômica, convencido que os nazistas faziam a mesma coisa sob a direção do amigo Heisenberg. Depois da Segunda Guerra Mundial, em 1955, promoveu a I Conferência Átomos para a Paz, que pedia restrições para fabricação de armas nucleares.

Além de vários artigos de cunho científico, Bohr escreveu a coletânea de ensaios Física Atômica e Conhecimento Humano (1957), na qual aliou a divulgação da física contemporânea à epistemologia e ciências humanas, em geral.
  "Usando a palavra tal como é usada, na física atômica, para caracterizar a relação entre experiências obtidas por diferentes arranjos experimentais, e visualizáveis apenas por idéias mutuamente excludentes, podemos dizer que as diferentes culturas humanas são complementares entre si.

Com efeito, cada uma dessas culturas representa um equilíbrio harmonioso de convenções tradicionais por cujo meio as potencialidades da vida humana podem manifestar-se, de um modo que nos revela novos aspectos de sua ilimitada riqueza e variedade.

Naturalmente, não há possibilidade, nesse campo, de nenhuma relação absolutamente excludente, como as que se constatam entre experimentos complementares sobre o comportamento de objetos atômicos bem definidos, já que dificilmente haveria uma cultura que se pudesse dizer plenamente autônoma.

Ao contrário, todos sabemos, por numerosos exemplos, como o contato mais ou menos íntimo entre diferentes sociedades humanas pode levar a uma fusão gradativa das tradições, dando origem a uma cultura inteiramente nova. Nesse aspecto, nem é preciso lembrar a importância da miscigenação das populações, através da emigração ou da conquista, para o avanço da civilização humana.

Na verdade, a grande perspectiva dos estudos humanistas talvez consista em que eles contribuem, através de um crescente conhecimento da história e do desenvolvimento culturais, para a eliminação gradativa de preconceitos, que é a meta comum de todas as ciências."

2 de fev. de 2013

As 13 Grandes Descobertas da Química #9

 
9. Elétrons para Obrigações de Química (1913 em diante)
Niels Bohr publica o seu modelo de estrutura atômica em que os elétrons viajam em órbitas específicas ao redor do núcleo, e as propriedades químicas de um elemento são em grande parte determinado pelo número de elétrons em órbitas seus átomos 'exterior. Isto abre caminho para uma compreensão de como os elétrons estão envolvidos na ligação química.

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