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23 de jan. de 2014

Teoria de Acidez e Basicidade de Arrhenius

A compreensão da natureza de uma reação de neutralização é fundamental para a compreensão da teoria de Arrhenius, envolvendo os ácidos e as bases. Uma reação de neutralização é aquela onde reagem quimicamente um ácido e uma base, com formação de um sal e água. Por exemplo, tem-se a neutralização abaixo:
HCl  +  NaOH  →  NaCl  +  H2O
A equação mostra a neutralização envolvendo o ácido clorídrico (ácido - HCl) e o hidróxido de sódio (base – NaOH), com formação do cloreto de sódio (sal – NaCl) e de água.
Entretanto, como é possível a classificação de uma molécula como pertencente a um ácido ou a uma base? Quais critérios podem ser empregados para que esta classificação não fique apenas aparente? Uma das definições de ácidos e bases mais simplificadas, mas bastante útil, foi proposta pelo químico sueco Svante Arrhenius, a qual envolve o processo de dissociação eletrolítica.
Para Arrhenius, um ácido é uma substância que se dissocia em uma solução aquosa liberando íons de hidrogênio (H+). Já uma base trata-se de uma substância que, em meio aquoso, é capaz de dissociar-se, liberando íons hidróxidos (OH-).  Dessa forma, percebe-se a necessidade do solvente água (aquoso) para a caracterização de uma molécula como pertencente a um ácido ou a uma base de Arrhenius.
Com relação aos ácidos, uma dissociação de Arrhenius pode ser esquematizada como:
HCℓ(g) + H2O(ℓ) → H3O+(aq) + Cℓ-(aq)
Percebe-se a liberação de um íon H+, o qual reage, de modo coordenado, a uma molécula de água, formando o íon (H3O+).
Com relação às bases, uma dissociação de Arrhenius pode ser simplificadamente esquematizada como:
NaOH → Na+  +  OH-
Percebe-se uma separação entre os íons já existentes na molécula da base, sendo que um desses íons, responsável por sua classificação, é o íon hidróxido (OH-).
Uma neutralização, por sua vez, seria a formação de moléculas de água, a partir da reação entre o íon H+ proveniente do ácido e o íon OH- proveniente da base, conforme mostrado abaixo:
H+ (aq) + OH− (aq) H2O
Esse processo complementa a definição dada por Arrhenius para uma reação de neutralização, a qual dá origem a uma molécula de água juntamente com um sal. Os íons de caráter positivo, provindos da base, reagem quimicamente com os íons de caráter negativo, provindos do ácido, dando origem a um sal. No exemplo que inicia este texto, o sal formado trata-se do cloreto de sódio, a partir do íon sódio (de caráter positivo, derivado da base) e do íon cloreto (de caráter negativo, derivado do ácido).

23 de jan. de 2013

Classificação dos Óxidos Inorgânicos

http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/06/oxido-de-calcio.jpg 
As funções estudadas na química inorgânica são em número de quatro: os ácidos, as bases, os sais e os óxidos. A última das funções apresentadas, os óxidos, recebe elevada importância, tanto na química orgânica  quanto na química inorgânica.

Chama-se de óxido um composto binário formado pela ligação química, a qual poderá ser iônica (doação e recebimento de elétrons, quando o segundo elemento envolvido for um metal) ou covalente (compartilhamento de elétrons, quando o segundo elemento envolvido for um não metal), com o elemento químico oxigênio. Quando se refere à química orgânica, um óxido pode ser definido como um produto oxigenado obtido a partir de operações de desidratação.

A obtenção industrial de um óxido pode se dar por métodos de extração naturais, pois muitos deles ocorrem naturalmente. Os procedimentos químicos para tais obtenções geralmente requerem altas temperaturas, em reações de decomposição, ou exposição ao oxigênio do ar, em reações de síntese. Um dos mais importantes óxidos para a indústria é o óxido de cálcio (CaO), conhecido apenas por cal, o qual é obtido pela decomposição térmica do carbonato de cálcio (CaCO3) em CaO e gás carbônico (CO2), outro óxido de origem natural.

Os óxidos inorgânicos podem ser classificados de acordo com seu comportamento experimental, em:

·       Óxidos ácidos: são aqueles que apresentam elemento não metálico ligado covalentemente ao oxigênio, e reagindo quimicamente com a água, resultam em ácidos. Ex. monóxido de carbono (CO) e dióxido de enxofre (SO2).

·       Óxidos básicos: são aqueles que apresentam elemento metálico ligado ionicamente ao oxigênio e reagindo quimicamente com a água resultam em bases. Ex. óxido de mercúrio (HgO) e óxido de sódio (NaO).

·       Óxidos anfóteros: são aqueles que reagem quimicamente com a água para formar sais. Ex. óxido de arsênio (AsO2) e óxido de alumínio (Al2O3).

·       Óxidos neutros: são aqueles que apresentam baixa reatividade química. Ex. óxidos de nitrogênio (NO e N2O).

·       Óxidos salinos: são aqueles que comportam-se como se fossem constituídos pela junção de dois óxidos. Ex. óxido de chumbo (Pb3O4) e óxido de manganês (Mn3O4).

·       Peróxidos: são aqueles onde o número de oxidação do oxigênio é -1 e são capazes de liberar o gás oxigênio (O2) com relativa facilidade. Ex. peróxido de hidrogênio (H2O2) e peróxido de bário (BaO2).

·       Superóxido: são aqueles onde o número de oxidação do oxigênio é -1/2. Um superóxido reage quimicamente produzindo um peróxido. Ex. superóxido de magnésio (MgO2) e superóxido de cálcio (CaO2).


Fonte: http://www.infoescola.com/quimica/classificacao-de-oxidos-inorganicos/
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