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23 de jan. de 2013

Classificação dos Óxidos Inorgânicos

http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/06/oxido-de-calcio.jpg 
As funções estudadas na química inorgânica são em número de quatro: os ácidos, as bases, os sais e os óxidos. A última das funções apresentadas, os óxidos, recebe elevada importância, tanto na química orgânica  quanto na química inorgânica.

Chama-se de óxido um composto binário formado pela ligação química, a qual poderá ser iônica (doação e recebimento de elétrons, quando o segundo elemento envolvido for um metal) ou covalente (compartilhamento de elétrons, quando o segundo elemento envolvido for um não metal), com o elemento químico oxigênio. Quando se refere à química orgânica, um óxido pode ser definido como um produto oxigenado obtido a partir de operações de desidratação.

A obtenção industrial de um óxido pode se dar por métodos de extração naturais, pois muitos deles ocorrem naturalmente. Os procedimentos químicos para tais obtenções geralmente requerem altas temperaturas, em reações de decomposição, ou exposição ao oxigênio do ar, em reações de síntese. Um dos mais importantes óxidos para a indústria é o óxido de cálcio (CaO), conhecido apenas por cal, o qual é obtido pela decomposição térmica do carbonato de cálcio (CaCO3) em CaO e gás carbônico (CO2), outro óxido de origem natural.

Os óxidos inorgânicos podem ser classificados de acordo com seu comportamento experimental, em:

·       Óxidos ácidos: são aqueles que apresentam elemento não metálico ligado covalentemente ao oxigênio, e reagindo quimicamente com a água, resultam em ácidos. Ex. monóxido de carbono (CO) e dióxido de enxofre (SO2).

·       Óxidos básicos: são aqueles que apresentam elemento metálico ligado ionicamente ao oxigênio e reagindo quimicamente com a água resultam em bases. Ex. óxido de mercúrio (HgO) e óxido de sódio (NaO).

·       Óxidos anfóteros: são aqueles que reagem quimicamente com a água para formar sais. Ex. óxido de arsênio (AsO2) e óxido de alumínio (Al2O3).

·       Óxidos neutros: são aqueles que apresentam baixa reatividade química. Ex. óxidos de nitrogênio (NO e N2O).

·       Óxidos salinos: são aqueles que comportam-se como se fossem constituídos pela junção de dois óxidos. Ex. óxido de chumbo (Pb3O4) e óxido de manganês (Mn3O4).

·       Peróxidos: são aqueles onde o número de oxidação do oxigênio é -1 e são capazes de liberar o gás oxigênio (O2) com relativa facilidade. Ex. peróxido de hidrogênio (H2O2) e peróxido de bário (BaO2).

·       Superóxido: são aqueles onde o número de oxidação do oxigênio é -1/2. Um superóxido reage quimicamente produzindo um peróxido. Ex. superóxido de magnésio (MgO2) e superóxido de cálcio (CaO2).


Fonte: http://www.infoescola.com/quimica/classificacao-de-oxidos-inorganicos/

22 de jan. de 2013

Adubos Orgânicos

http://botanicaviveiro.com.br/meusarquivos/FLORA.JPG 
Para se desenvolver, o vegetal retira do solo macronutrientes e micronutrientes que são compostos de átomos de elementos químicos que passam a constituir os seus tecidos. Os micronutrientes são consumidos em pequenas quantidades, enquanto que os macronutrientes são consumidos em larga escala e são compostos principalmente de carbono, hidrogênio e oxigênio, obtidos por meio do gás carbônico (CO2) presente no ar e na água (H2O).
Outros elementos essenciais para o crescimento das plantas são: enxofre, nitrogênio, fósforo e potássio. Esses nutrientes são retirados do solo e, depois, quando as plantas morrem, elas se decompõem e devolvem tais nutrientes à terra, o que possibilitará que outras plantas possam usar esses nutrientes para crescer.
Os elementos químicos retirados do solo possibilitam o desenvolvimento das plantas
No entanto, o ser humano interfere nesse ciclo, colhendo as plantações. Então, com o passar do tempo, os nutrientes da terra vão cessando, empobrecendo o solo, que não mais poderá ser usado para o plantio. Assim, é preciso que o próprio homem enriqueça o solo com esses nutrientes. Isso é feito por meio de adubos, que podem ser orgânicos ou inorgânicos.
Veja a seguir o que difere esses dois tipos de adubos e qual é considerado o melhor:
  • Adubo Orgânico: são adubos obtidos por meio de matéria de origem vegetal ou animal, como esterco, farinhas, bagaços, cascas e restos de vegetais, decompostos ou ainda em estágio de decomposição. Esses materiais sofrem decomposição e podem ser produzidos pelo homem por meio da compostagem.
Uma das vantagens do adubo orgânico é que, com a compostagem, reciclam-se resíduos sólidos municipais urbanos de origem orgânica. Também é possível reciclar tais resíduos dispostos conjuntamente com lodo gerado em estações de tratamento de esgotos domésticos, minimizando, assim, o lixo produzido. Além disso, ainda há diminuição da quantidade de restos orgânicos (que são depositados nos rios) e dos chorumes (que infiltram o solo, atingindo as águas subterrâneas).  
Na compostagem, a matéria orgânica é segregada e submetida a um tratamento composto por dois estágios básicos: a digestão (fermentação causada por microrganismos, sendo que os principais são as bactérias, os fungos e os actinomicetos. Nesse estágio,o material alcança o estado de bioestabilização e a decomposição ainda não está completa) e a maturação (a massa em fermentação atinge a humificação, dando origem a uma massa denominada húmus, estado em que o composto apresenta-se como melhorador do solo e fertilizante).
Legenda: Esquema do processo de compostagem
O adubo gerado é denominado composto. É rico em macronutrientes e incorpora, em doses mínimas, micronutrientes também. Além disso, aumenta a flora bacteriana e a microfauna, essenciais na formação do húmus.
  • Adubo Inorgânico: são adubos obtidos a partir de extração mineral ou refino do petróleo. Alguns exemplos são: os fosfatos, os carbonatos, os cloretos e o salitre do chile.
Aplicação de adubo inorgânico
A vantagem desse tipo de adubo é que, como eles se apresentam na forma iônica, seus nutrientes são absorvidos pelas plantas com maior facilidade e o resultado é mais rápido.
Além disso, eles apresentam composição química definida e os orgânicos não; de modo que é possível realizar com eles cálculos precisos sobre a quantidade que se deve usar em cada caso. Isso é extremamente importante, pois o uso excessivo de adubos inorgânicos pode causar desastres ambientais, como mudança na composição química do solo, tornando-o menos produtivo e, em longo prazo, causando danos ao ecossistema.
É por isso que muitos ambientalistas defendem o uso dos adubos orgânicos, dizendo que eles não causam nenhum risco ambiental. Porém, os que defendem os adubos inorgânicos dizem que os orgânicos só são viáveis para pequenas lavouras e que podem contaminar o solo se houver agentes infecciosos nas fezes dos animais.
Uma saída, nesse último caso, é usar somente restos vegetais para produzir o adubo orgânico. Mas uma boa maneira de se compensar os efeitos negativos de cada método de adubação é conhecer bem as propriedades do solo que se está trabalhando e realizar uma combinação equilibrada de todas essas técnicas.


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