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17 de ago. de 2013
10 de ago. de 2013
Carbonato de Cálcio
Composto inorgânico de fórmula química CaCO3, o carbonato de cálcio é um sal praticamente insolúvel em água, porém, solúvel em água que contenha gás carbônico, obedecendo à reação:
A reação acima descrita é responsável pela formação de carvenas de calcário, nas quais são encontradas estruturas de carbonato de cálcio superiores, conhecidas como estalactites, e inferiores, que recebem o nome de estalagmites.
No seu estado puro, o carbonato de cálcio é um composto sólido, tem
forma de pó fino cristalino, de cor branca, inodoro, de propriedades
alcalinas, decomposto a uma temperatura de 470°C, de densidade de 2,65
g/cm³, estável, não inflamável, não corrosivo, não bioacumulativo e
atóxico.
O carbonato de cálcio está presente em grandes quantidades na natureza,
sendo o principal componente do calcário e do mármore, também pode ser
encontrado na argonita, na calcita e na casca do ovo. Pelo fato de não
ser solúvel em água, é encontrado no mar como componente dos esqueletos
das conchas e dos corais. No cotidiano, pode ser percebida a formação do
carbonato de cálcio na pintura de paredes com cal extinta [Ca(OH)2],
processo que recebe o nome de caiação. Após a caiação, a cal extinta
reage com o gás carbônico da atmosfera, dando origem a uma película
desse sal.
O carbonato de cálcio é uma das matérias primas necessárias à
fabricação do cimento, do aço e do vidro. Na vinicultura, é usado para
diminuir a acidez do vinho, e na agricultura, para corrigir a acidez do
solo (calagem). É adicionado aos cremes dentais, agindo como abrasivo, e
aos medicamentos usados no tratamento de doenças provocadas pela
deficiência de cálcio, como a osteoporose.
É também um dos principais insumos usados no Processo Solvay, um
processo industrial criado pelo químico industrial belga Ernest Solvay
em meados do século XIX destinado à obtenção do carbonato de sódio
(Na2CO3).
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13 de fev. de 2013
Cemitério de Corais Causado Pelo Aquecimento Global
Os corais constituem colônias de animais e plantas do mundo marinho,
abrigando extraordinárias biodiversidades e produtividades. O mundo
sempre se fascinou com a sua variedade de cores e com as suas múltiplas
formas espantosas.
Porém, uma notícia triste e preocupante para todo o planeta é que esses
corais estão ficando brancos, ou seja, estão morrendo em uma velocidade
alarmante. Das 1400 espécies de corais conhecidas, 231 estão em
diferentes graus de risco de extinção. Há dez anos esse número era de
apenas 13. Com isso, as mais de 2 milhões de espécies abrigadas por
estes também sofrem as consequências e podem até desaparecer.
Mas o que está ocasionando isto? A resposta é simples e muito comentada nos nossos dias: o aquecimento global.
Os corais são afetados diretamente pela temperatura, pela radiação solar e pela química dos oceanos.
As águas dos mares estão ficando mais quentes, com isto os corais se
contraem e começam a sufocar as algas dentro deles. Estas, por sua vez,
soltam toxinas para forçar o coral a expulsá-las. Por isto eles ficam
doentes e com a cor branca. Se a temperatura do mar não volta ao normal,
eles, por fim, morrem.
Além de mais quentes, os mares estão mais ácidos. Com o aumento da
poluição, principalmente o aumento da concentração de dióxido de carbono
(CO2) na atmosfera, o oceano acaba absorvendo esses gases. Diluídos na água, é formado então o ácido carbônico, conforme a reação:
CO2(g) + H2O(l) → H2CO3(aq)
Isso afeta os corais porque o ácido “sequestra” os carbonatos da água
que servem para calcificar o esqueleto dos corais. Os carbonatos (CO32-) reagem com ácidos liberando mais gás carbônico.
Os corais não são os únicos afetados, mas principalmente os crustáceos
como ostras, mexilhões e caranguejos que têm as suas conchas corroídas. O
plâncton calcário sofre também com isto e, uma vez que eles estão na
cadeia alimentar marinha, servindo de alimento para organismos maiores,
ocorrerá um desequilíbrio na cadeia inteira, inclusive em espécies que
alimentam o ser humano.
É um processo químico inevitável. Por isso, medidas urgentes devem ser
tomadas. Um exemplo é a Austrália que estabeleceu áreas de corais a
serem protegidas de visitantes e passou a controlar o uso de
fertilizantes nas plantações próximas.
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