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10 de ago. de 2013

Carbonato de Cálcio

 
Composto inorgânico de fórmula química CaCO3, o carbonato de cálcio  é um sal praticamente insolúvel em água, porém, solúvel em água que contenha gás carbônico, obedecendo à reação:
A reação acima descrita é responsável pela formação de carvenas de calcário, nas quais são encontradas estruturas de carbonato de cálcio superiores, conhecidas como estalactites, e inferiores, que recebem o nome de estalagmites.
No seu estado puro, o carbonato de cálcio é um composto sólido, tem forma de pó fino cristalino, de cor branca, inodoro, de propriedades alcalinas, decomposto a uma temperatura de 470°C, de densidade de 2,65 g/cm³, estável, não inflamável, não corrosivo, não bioacumulativo e atóxico.
O carbonato de cálcio está presente em grandes quantidades na natureza, sendo o principal componente do calcário e do mármore, também pode ser encontrado na argonita, na calcita e na casca do ovo. Pelo fato de não ser solúvel em água, é encontrado no mar como componente dos esqueletos das conchas e dos corais. No cotidiano, pode ser percebida a formação do carbonato de cálcio na pintura de paredes com cal extinta [Ca(OH)2], processo que recebe o nome de caiação. Após a caiação, a cal extinta reage com o gás carbônico da atmosfera, dando origem a uma película desse sal.
O carbonato de cálcio é uma das matérias primas necessárias à fabricação do cimento, do aço e do vidro. Na vinicultura, é usado para diminuir a acidez do vinho, e na agricultura, para corrigir a acidez do solo (calagem). É adicionado aos cremes dentais, agindo como abrasivo, e aos medicamentos usados no tratamento de doenças provocadas pela deficiência de cálcio, como a osteoporose. É também um dos principais insumos usados no Processo Solvay, um processo industrial criado pelo químico industrial belga Ernest Solvay em meados do século XIX destinado à obtenção do carbonato de sódio (Na2CO3).


25 de jul. de 2013

Ácido Fosfórico e Descalcificação Óssea

 
Um problema social cada vez mais comum é a manifestação da osteoporose  em pessoas cada vez mais jovens.  A osteoporose é a doença óssea metabólica atualmente mais frequente, sendo a fratura a sua manifestação clínica aguda. É definida patologicamente como diminuição absoluta da quantidade de osso e desestruturação da sua microarquitetura, levando a um estado de fragilidade em que podem ocorrer fraturas após traumas mínimos. É considerada um grave problema de saúde pública, conforme sugerido, sendo uma das mais importantes doenças associadas ao envelhecimento. Dentre suas prováveis causas, pode-se citar (1) a má alimentação, deficiente em cálcio, e (2) a ingestão diária de refrigerantes à base de cola.
  1. O cálcio é um mineral de extrema importância ao organismo, pois é o principal elemento da estrutura do esqueleto humano. A alimentação diária deve conter quantidades elevadas de cálcio, em média (1000-1500mg diárias) para as demandas fisiológicas necessárias, segundo Mahan e Escott, 2002. Uma alimentação deficiente de cálcio compromete a massa óssea, levando à osteoporose, que consiste na diminuição da resistênciaóssea e um maior risco de fraturas. Esta ingestão diária de cálcio pode ocorrer através de uma dieta alimentar efetiva deste mineral, em alimentos como leite e derivados, ou ainda através de suprimentos alimentares farmacêuticos.
  2. Dentre as variedades de refrigerantes existentes, pesquisas demonstram que os mais consumidos são os de cola e guaraná. Os refrigerantes à base de cola, por sua vez, contém em sua composição uma importante substância química, o ácido fosfórico (H3PO4), que, com a ajuda de açucares existentes, servem basicamente para disfarçar um eventual gosto amargo. Entretanto, percebe-se desinformações públicas relacionadas ao tema, como, por exemplo, se este ácido, entre outros fatores, pode prejudicar a fixação de cálcio nos ossos. Quimicamente, ocorre que este ácido reage com o íon cálcio (2+) formando como produto o fosfato de cálcio, Ca3(PO4)2, o qual é solúvel em água e facilmente excretado pelo organismo. Dessa forma, é incorreto pensar que o refrigerante que contém o ácido fosfórico em sua formulação irá retirar o cálcio dos ossos. Ocorre que a ingestão desse mineral é prejudicada quando feita juntamente com essa substância, a qual dificultará a absorção de cálcio pelo organismo. E, vale salientar que os refrigerantes, destacando-se aqueles à base de cola, apresentam concentrações baixas de ácido fosfórico, que podem ser prejudiciais somente quando esses são consumidos em excesso.

15 de mai. de 2013

Sulfatos

 
Os sulfatos são espécies químicas iônicas, de valência ou estado de oxidação 2-, que se originam a partir do ácido sulfúrico, tratando-se de um átomo de enxofre central ligado a quatro átomos de oxigênio por meio de ligações covalentes, de fórmula molecular SO42-. Dessa forma, o mais conhecido ácido do íon sulfato é o ácido sulfúrico (H2SO4), sendo também utilizada a denominação de óxido sulfúrico para os sulfatos. Apresentam importância que vai desde o laboratório, passa pela indústria e chega aos sistemas vivos.
A maioria dos sais de sulfatos é solúvel, exceções feitas ao sulfato de cálcio (CaSO4), sulfato de estrôncio (SrSO4) e sulfato de bário (BaSO4). Tal fato deve-se a elevada energia de ligação entre cátion e ânion, uma vez que o primeiro apresenta valência +2, e o segundo valência -2. Um importante conceito químico na averiguação da solubilidade de um composto está na equilibração das cargas elétricas, o que, quando ocorre, sugere insolubilidade do composto. Entretanto, este princípio apresenta um grande número de exceções, e somente pode ser usado para cátions e ânions de valência igual ou superior a dois.
No processo de solubilidade do sal de um sulfato está envolvido a sua dissociação aquosa, ou seja, a ligação química, de natureza iônica, existente entre o(s) átomo(s) metálico(s) (cátions) e o sulfato (ânion), que é quebrada, e o composto então é dissociado em seus íons; solubilizado. Entretanto, as ligações covalentes existentes entre o átomo de enxofre e os quatro átomos de oxigênio não apresentam interação com a água, de modo que permanecem intactas.
Abaixo pode ser compreendido o conceito da dissociação, no qual é apresentada a molécula de sulfato de sódio.
Dissociação do sulfato de cálcio.
Dissociação do sulfato de cálcio.
Pode ser percebido que as ligações iônicas interagem com a água, uma vez que são rompidas (ligações essas existentes entre os átomos de sódio e o sulfato), já as ligações covalentes existentes entre o átomo de enxofre e os átomos de oxigênio não interagem com a água, logo, não se rompem.
Entre os principais sais de sulfatos estão ao sulfato de alumínio (Al2(SO4)3) e o sulfato de cálcio (CaSO4). O primeiro é um “sal bastante solúvel em água, usado na purificação de águas das cidades, como mordente em tinturaria, na impermeabilização de tecidos e no curtimento de couros”1. O segundo é  “encontrado na natureza de forma anidra, denominada anidrita e na forma de dihidratado (CaSO4.2H2O), denominada gipsita, que pode originar, por aquecimento controlado, o hemihidratado, CaSO4.1/2H2O ou 2CaSO4.H2O), que é denominado gesso comum e tem a faculdade de absorver água, produzindo novamente o dihidrato, que é sólido. Forma, assim, um produto capaz de ser moldado e que se constitui na primeira massa plástica conhecida pelos químicos”.


27 de jan. de 2013

As 13 Grandes Descobertas da Química #7

http://www.jangadeiroonline.com.br/uploads/2012/07/1343328556energiaeletrica.jpg 
7. Transformar energia elétrica Chemicals (1807 - 1810) Humphry Davy acha que a eletricidade transforma produtos químicos. Ele usa uma pilha elétrica (uma bateria precoce) para separar sais em um processo hoje conhecido como eletrólise. Com muitas baterias ele é capaz de separar o potássio e o sódio em cálcio, estrôncio, bário e magnésio.

25 de jan. de 2013

Composição Química do Chocolate

http://hypescience.com/wp-content/uploads/2011/08/chocolate-gostoso1.jpg 
O chocolate é um alimento amado pela maioria das pessoas, sendo que para muitos, principalmente as mulheres, ele é considerado irresistível. Outros, porém, precisam evitá-lo, alguns dizem que ele vicia e que faz engordar. Para ver se essas alegações são realmente verdadeiras e quais são os benefícios e malefícios de se comer chocolate, é importante sabermos quais são os principais componentes desse produto.
O chocolate consiste de 8% de proteínas, 60% de carboidratos e de 30% de gorduras. Como se pode ver, a quantidade de gorduras se encontra num limite superior ao que é desejável para um alimento. Isso pode ser traduzido em altas calorias, por exemplo, uma barra de chocolate de 100 g fornece 520 calorias. Os menos calóricos são o amargo e o meio amargo, seguidos pelo ao leite e, por último, o chocolate branco. Para não engordar, o recomendado é ingerir apenas 25 a 30 g ao dia, no máximo três vezes por semana.
Essa gordura ou manteiga de cacau é essencialmente saturada e não conduz a um aumento dos níveis de colesterol.
Mas, o chocolate também fornece minerais (potássio, cloro, fósforo, cálcio, sódio, magnésio, ferro, cobre e zinco)e vitaminas (A, B1, B2, B3 e E, só não contém as vitaminas C e D). É por isso que ele é usado como porção alimentar de soldados e exploradores em situações de emergência.  
Existem mais de 300 substâncias químicas no chocolate, porém, há três substâncias especiais que queremos chamar a atenção. Elas não são nutritivas, mas nos afetam e estão intimamente relacionadas com as indagações feitas anteriormente, como a dúvida se o chocolate realmente vicia.
As três substâncias são: feniletilamina, ácido oxálico e cafeína.
  • Feniletilamina (PEA, do inglês Phenylethylamine):
Fórmula estrutural da feniletilamina
 Essa é a substância responsável por provocar a sensação de bem-estar em nosso cérebro, pois ela pode acionar a liberação de dopamina, substância química do cérebro que causa a sensação de felicidade.
É verdade que o chocolate pode causar enxaqueca em algumas pessoas e isso se deve a essa substância, porque ela constringe as paredes dos vasos sanguíneos do cérebro. O corpo humano possui uma enzima (monoamina oxidase) que elimina a PEA, quando o corpo da pessoa não consegue produzir uma quantidade suficiente dessa enzima para evitar o aumento de PEA no organismo, há a enxaqueca.
  • Ácido oxálico:
Fórmula estrutural do ácido oxálico
Em cada 100 g de cacau há 500 mg dessa substância. Ela está presente em muitos outros alimentos como o ruibarbo. Se ingerido em doses acima de 1500 mg, ele pode até matar. O ácido oxálico reage com os metais essenciais como o ferro, o magnésio e o cálcio, presentes no alimento e impede que eles nutram o corpo.
O ácido oxálico mata pela diminuição abaixo do nível tolerado de cálcio em nosso organismo.
Mesmo em doses não letais, o ácido oxálico é perigoso porque ele forma oxalato de cálcio, que é insolúvel, que pode crescer na forma de pedras dolorosas na bexiga e nos rins.
  • Cafeína:
Fórmula estrutural da cafeína
O chocolate contém um pouco de cafeína que dá a sensação de recuperarmos nossas energias e também possui efeitos medicinais.

23 de jan. de 2013

Bases

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhykj5wSCDDkcSiMjkrkAXAaOAb5On3GRx6Y6qMVC1f-9wBm9TXSg5r_r7UEeEBzGSrVPPyjZduRFb14ruMbN45K5OdYPxFnctAj020ENb81Rdua0akoLHFan76P95PmmYWhaKiPvhip7C7/s1600/experiencia.jpg 
Base é toda substância que em solução aquosa sofre dissociação iônica, liberando o ânion OH- (Hidróxido).

A dissociação iônica está relacionada ao comportamento das bases em presença de água. Exemplo: a soda cáustica (NaOH) é uma substância sólida que em contato com a água libera os íons Na+ e OH- que se dissolvem devido à atração pelos polos negativos e positivos da molécula de H2O. Sendo assim, bases são substâncias compostas pela combinação de um cátion (geralmente de um metal) com o ânion OH-.

Uma das características das bases é seu sabor adstringente, que “amarra” a boca, ou seja, diminui a salivação.
Da mesma forma que os ácidos, as bases também conduzem corrente elétrica quando dissolvidas em água. Os indicadores fenolftaleína (solução) e papel de tornassol também mudam de cor em presença de hidróxidos. A fenolftaleína incolor torna-se vermelha; papel de tornassol vermelho fica azul: reações inversas às que verificamos no caso dos ácidos.
Vejamos as principais bases:

Hidróxido de Sódio (NaOH): Conhecida também como soda cáustica, essa substância é utilizada na fabricação do sabão, celofane, detergentes e raiom, produtos para desentupir pias e ralos, e também no processo de extração de celulose nas indústrias de papel, etc.

Hidróxido de Magnésio (Mg(OH)2): Está presente na solução que é comercializada com o nome de “leite de magnésia”, produto utilizado como laxante e antiácido estomacal.

Hidróxido de Cálcio (Ca (OH)2): Conhecida como cal hidratada ou cal extinta, essa substância é usada na construção civil: na preparação de argamassa (areia + cal) e na caiação (pintura a cal); as indústrias açucareiras utilizavam o hidróxido de cálcio na purificação do açúcar comum.

Hidróxido de Amônio (NH4OH): Essa substância é obtida em solução aquosa do gás de amônia e comercializada como amoníaco. É usado na fabricação de produtos de limpeza doméstica, na revelação de filmes fotográficos, em detergentes, na indústria têxtil, etc.

Hidróxido de Potássio (KOH): Conhecida como potassa cáustica, é usada para alvejamento, na fabricação de sabões moles e no processamento de certos alimentos.
 

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